Bruno Guimarães: perde o pênalti. ✅
Endrick: perde um gol inacreditável, completamente sozinho. ✅
Neymar: entra no segundo tempo e, em cerca de 20 minutos, faz o gol dele: Os haters do Neymar: "A culpa é do Neymar." 😭🤬💅🏻
@margaretmelonii Os mesmos que ontem no jogo do Paraguai enchiam a boca pra dizer que Mbape ia conhecer oq era clima de Libertadores. Hipócritas do caralho.
@Rodox_Gomes Nosssaa e 0x0 jogando na retranca com 11 jogadores totalmente inoperantes era uma excelente partida, né? Como sempre tendencioso e mal caráter.
🇧🇷 O Brasil pode desperdiçar uma chance histórica, possivelmente de um século inteiro, se não estabelecer a Terrabras e assegurar o monopólio nacional na exploração, mineração e refinação de terras raras.
Assim como o petróleo foi o motor da Revolução Industrial e da mobilidade no século XX, as terras raras são os "metais da tecnologia" do século XXI. Sem terras raras, não há transição energética (ímãs de turbinas eólicas e motores elétricos), defesa moderna (mísseis, radares) ou eletrônicos de ponta.
Atualmente, o setor de terras raras é muito parecido com o que o petróleo era lá no século XIX, um setor que todos sabiam que seria estratégico para todas as nações do mundo, mas que até então poucos países dominavam sua exploração e refinamento, que era monopolizado apenas pelos EUA e países da Europa.
Em 1953, quando as reservas de petróleo no Brasil estavam sendo descobertas, a proposta de criação da Petrobras foi vista com maus olhos por diversos setores da sociedade brasileira que atendiam aos interesses estrangeiros e alegavam que o Brasil jamais teria capacidade de criar do zero uma empresa capaz de extrair e refinar petróleo, ainda mais uma estatal, como era a proposta de Getúlio Vargas. Um grande movimento nacional chamado "O Petróleo é Nosso" foi o grande responsável por pressionar os políticos contrários à criação da estatal, culminando na vitória da soberania nacional sobre o petróleo com a Lei 2004/53 de 1953, que criou a Petrobras e garantiu o monopólio estatal sobre o setor de petróleo, visando o desenvolvimento nacional soberanista sobre o setor. Hoje, o Brasil colhe os grandiosos frutos de possuir uma estatal do porte da Petrobras, que se tornou a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo.
Hoje, as terras raras já são essenciais para diversas cadeias produtivas, como de superimãs utilizados em motores elétricos, materiais refinados presentes em baterias e metais raros usados para fabricar chips e placas eletrônicas, entre outras aplicações na produção dos mais diversos materiais. Mesmo com tanta demanda, a tendência é que a quantidade de terras raras necessárias para suprir a demanda da produção de carros elétricos, eletrônicos e armas avançadas aumente exponencialmente ano após ano, e é esse cenário que torna tão importante o domínio completo do Brasil sobre sua reserva de terras raras, a qual é a segunda maior do mundo.
A China quase monopoliza o refinamento de terras raras, concentrando 90% da capacidade de refino mundial. Se o Brasil entrar nesse setor com a criação de uma estatal, como a proposta Terrabras, estaria competindo como um dos pioneiros ao lado da China, situação que é extremamente favorável para desenvolver o setor e aproveitar a imensa reserva desses minerais em solo nacional.
O mais importante para o Brasil é garantir que o refinamento dos minérios de terras raras e a produção de componentes avançados, como os já citados ímãs, sejam feitos pela indústria nacional, seja ela estatal ou privada, pois é onde se concentra a maior parte do lucro dessa cadeia produtiva. Caso o Brasil se conforme em vender minerais brutos, estaremos mais uma vez servindo como um mero extrativista que fornece matéria-prima para as indústrias das potências do Norte, repetindo novamente o ciclo de exportar o minério barato e importar o produto manufaturado caro.
Para garantir que a exploração de terras raras gere retorno para o país com seu lucro, o monopólio estatal é atualmente a única alternativa. Caso a exploração seja entregue para empresas privadas, mesmo que nacionais, o risco de toda a lucratividade ir parar nos bolsos de acionistas estrangeiros é enorme, visto o caso da única empresa brasileira que explora terras raras atualmente, a Serra Verde, vendida por apenas US$ 2,8 bilhões para a USA Rare Earth. Outra opção para garantir o mínimo de nacionalização do lucro das terras raras seria a aprovação de uma lei que eleve os impostos sobre exportação de minérios in natura, o que obrigaria as empresas interessadas a refinar sua produção dentro do Brasil antes de exportar, agregando valor em uma cadeia produtiva complexa.
A Terrabras não pode ser vista como apenas "mais uma estatal", mas sim como o estabelecimento da soberania brasileira sobre um setor estratégico que está sendo discutido atualmente no mundo inteiro. Há uma verdadeira corrida pelo domínio do mercado de terras raras e produção dos componentes e materiais derivados delas, e quanto mais o Brasil espera para definir sua estratégia para desenvolver o setor, mais se atrasa nessa corrida que garantirá grandes lucros e desenvolvimento para os países que conseguirem aproveitar efetivamente essa oportunidade de negócio.