Today, President Trump directed USTR to impose a 25% tariff on most Brazilian imports. Let there be no confusion about why: President Lula and his government have not negotiated with the US in good faith.
His economic policies are bad for Americans and bad for Brazilians. For the past year, Lula has put his own ego ahead of making a deal for the welfare of the Brazilian people, and these tariffs are the price for that.
A repórter pergunta: “A senhora pretende ajudar a campanha do Flávio de alguma forma?” Michelle Bolsonaro responde: “No momento certo, com certeza. No momento, agora, quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”. A evasiva não deixa margem a dúvidas: nenhum apoio ao enteado antes do tal “momento certo”. A desculpa é a de sempre, aquela que enternece as plateias mais simples: “meu tchutchuco primeiro”. Resta, porém, a pergunta incômoda, que paira no ar como um mau presságio: quando, afinal, chegará esse momento certo?
Dona Michelle, que não se furta a uma enormidade de aparições públicas, que distribui sorrisos, bênçãos e declarações em todas as direções, não encontra, ao que parece, dois ou três míseros minutos por dia para dedicar ao “filho candidato” do marido. A dedicação exclusiva ao “príncipe”, ao “galego”, ao “amor da minha vida” não lhe consome, afinal, as vinte e quatro horas do dia. O que sobra é silêncio deliberado. E esse silêncio, na nação bolsonarista, soa como traição.
Para os fiéis, Michelle tornou-se a decepção encarnada. É difícil ser bolsonarista hoje e não se sentir, de algum modo, traído por ela. Pois a mesma mulher que expõe, com insistência quase cafona, um amor torrencial com os vocativos “meu príncipe”, “meu galego”, “minha vida”, como se precisasse a cada instante certificar ao mundo a legitimidade de um enlace que já deveria ser evidente, revela, na prática, uma frieza calculada para com o primogênito do esposo. Seria mais digno, e certamente mais coerente, provar esse amor supostamente abrasador apoiando Flávio, ainda que a contragosto, ainda que com os dentes cerrados.
O que se vê, contudo, é o oposto. E o contraste torna tudo hipócrita, quase obsceno. Por trás dos vocativos melosos ao marido, das declarações açucaradas despejadas em praça pública, parece residir uma vaidade mais mundana: a de parecer amável aos de fora e, simultaneamente, hostil ou indiferente aos de dentro. Michelle não se esforça sequer por dissimular que preferiria, na Presidência, alguém que não fosse o filho de Jair. Se assim for, e tudo indica que sim, que ao menos poupe o público desses vocativos melosos e empolados. Eles já não convencem ninguém. A elegância, uma vez dissipada, abre espaço apenas para o ridículo; e o ridículo, nessa altura do campeonato, soa francamente nauseante.
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