Já se pode dizer que é fortíssimo candidato à Bola de Ouro?
Vitinha pode pegar na bola e levá-la para casa. É o melhor médio da atualidade e foi o melhor jogador da Liga dos Campeões.
Sublime.
Bons sinais de vários jogadores do Sporting, ainda que o contexto não tenha sido muito desafiante. Felicíssimo esteve bem, estou curioso para o ver em jogos grandes (não sei até que ponto terá espaço, mas há muitas competições).
Fica-me um ponto de interrogação pela não entrada de Rui Silva - se o titular da baliza vai mudar (as notícias recentes fazem crer que é uma possibilidade), a mudança devia chegar mais cedo. Faye também não jogou - o impacto é outro, mas esta é uma nota importante.
Altimira, Doumbia e Silas são reforços de peso para o meio-campo do Sporting. Juntamente com Zalazar/Derry (numa equipa que já contava com Geny), a ideia passa por dar mais verticalidade e aceleração ao jogo do Sporting em fase ofensiva, em contraponto com aquilo que acontecia com Rúben Amorim ao leme (Morita, Trincão e Pote são sinónimos de mais pausa no jogo). Fazer Bragança subir no terreno (parece que já não é opção para 6/8) vai no mesmo sentido.
Em Alvalade, bons sinais de Felicíssimo e Doumbia. Demasiados erros típicos de pré-temporada numa fase adiantada da mesma - o de Virgínia foi grosseiro. Flávio Gonçalves é curto.
Paredes terminar o jogo já era suficiente descabido, mas aquilo que fez após o apito final é completamente vergonhoso para quem aprecia futebol.
O clima de provocações constantes teve ali o ponto mais baixo e é imperativo que haja, da FIFA, um castigo que imponha respeito.
Paredes levou amarelo. Desde então já fez 3 faltas, 2 delas plausíveis para segundo amarelo. Continua em campo. A Argentina só se pode queixar de si por ter 10 homens - e podia ter menos.
A paciência de Espanha valeu a vantagem - Ferran como Iniesta. Os espanhóis cederam demasiado a iniciativa do jogo e passaram por calafrios - o segundo golo do jogo podia cair para qualquer lado, mas Espanha acabaria por sorrir.
Paredes levou amarelo. Desde então já fez 3 faltas, 2 delas plausíveis para segundo amarelo. Continua em campo. A Argentina só se pode queixar de si por ter 10 homens - e podia ter menos.
Há situações de remate para Espanha, ainda que sem grandes oportunidades. Ainda assim, já são duas defesas muito inseguras de Emiliano Martinez, perto de comprometer em ambos os casos. Com 80 minutos de jogo, Messi ainda não apareceu - mas está talhado para fase final dos jogos.
O melhor desenho de Espanha surge quando a Argentina subiu na pressão. Protegeu mal o corredor central e os espanhóis aproveitaram. A Espanha está a ser superior (sem grande diferença) mas não cria oportunidades para marcar - não está a fugir muito ao guião que Scaloni terá planeado (defender a baliza e arrastar o empate no tempo).
Trincão é um dos que vai diretamente para a galeria de honra do Sporting. Ajudou o clube a crescer, a estar nas decisões e até vencê-las (com impacto direto em toda a linha). A capacidade de encontrar espaços dentro de blocos baixos foi decisiva inúmeras vezes e tão cedo não será esquecido em Alvalade.
Tuchel limitou-se a meter 11 homens em 30 metros e rezar, desde o 1-0 (seriam 35 minutos mais descontos). Correu mal. A Argentina criou muito e estava adivinhar-se o empate Genialidade de Messi no lance.
A Argentina apanhou-se a perder e agarrou no jogo durante alguns minutos. Ataques sucessivos como ainda não havia acontecido (para qualquer equipa) em 60 minutos de jogo.
Muita luta e pouco futebol, na primeira parte. A Inglaterra marca no melhor momento da Argentina até então, porque que os sul-americanos entraram bem no segundo tempo - Molina não estava a ver Anthony Gordon e é apanhado de surpresa pelo movimento do inglês a atacar a zona de finalização.
Trincão evoluiu ao ponto de ser um monstro de regularidade competitiva, quando parecia destinado a ser um jogador talentoso a viver de momentos soltos. Marcou o Sporting e a liga portuguesa nos anos recentes. É uma perda desportiva, independentemente dos valores de venda.
A Argentina brincou com o fogo, deu a bola à Suíça (mais uma vez) e levou o golo do empate (estava a adivinhar-se). A expulsão de Embolo cortou as pernas à Suíça (não mais se encontrou) e evitou problemas maiores para os argentinos.
Brilhante Julián Alvarez. Fartou-se de lutar contra os adversários (mostrou porque tem a preferência de Scaloni) e, já muito cansado, marca um golaço contra a letargia da organização ofensiva da Argentina. Monstruoso.
Pedro Proença continua a fugir às perguntas (só fala quando ganha, nunca quando perde). Antes de se iniciar um ciclo, fecha-se outro e deixam-se pontas soltas que merecem resposta - mais pelas exibições e pela falta de ambição (equipa e treinador) do que pela eliminação vs Espanha. A culpa vai morrer solteira numa lógica de 'porque posso'.