“Se ele também pediu para as urnas ficarem abertas por mais tempo, por que tá questionando agora? Ele questionaria se tivesse vencido a eleição?”
A Renata Lo Prete falando isso depois que o filhote de cruz-credo pediu a anulação da vitoria do Lula por causa da extensão do horário de votação KKKKKKK #Eleições2026
O QUE FOI FEITO NESTE PAÍS NESSAS ÚLTIMAS 3 SEMANAS É A PROVA DE QUE ESSE PAÍS PERTENCE A CLASSE TRABALHADORA
NINGUÉM NOS TIRA SE NÃO QUISERMOS DEIXAR
SINTAM MEDO DOS TRABALHADORES DAQUI PRA FRENTE
EU QUERO POLÍTICO COM MEDO DA CLASSE TRABALHADORA!
Agora imagina tentar romper uma tornozeleira achando que ia dar nada?
Família BURRA DO CARALHO, o que me mata é isso. Ficamos 4 anos a mercê de um QI de sola de sapato e que ainda instaurou um fandom CHATO PRA CARALHO no país.
Que APODREÇA
O mundo é cheio de contradições? Olha só:
A gente vive vendo o povo japonês lembrando das bombas atômicas. Os judeus nunca esquecem o Holocausto. Os europeus têm seus memoriais de guerra. E estão mais do que certo! São histórias que precisam ser contadas, para que nunca se repitam.
Mas quando a gente é preto, a história é outra. Nosso passado vem com um manual de instruções diferente: "Esquece isso aí", "Isso já foi", "Supera". Como se a escravidão fosse só um capítulo fechado nos livros de história, e não uma ferida que ainda sangra hoje.
Nossos ancestrais foram arrancados da África, acorrentados, estuprados, mortos, torturados. Foram tratados como mercadoria por séculos. E aí a gente ouve que tem que virar a página? Como?
A verdade é que o racismo não é coisa do passado. Ele tá no presente, vivo e cruel. Tá no jovem preto sendo abordado de forma violenta pela polícia. Tá na mulher preta humilhada no trabalho. Tá na violência que mata um de nós a cada 23 minutos. Tá no olhar de desconfiança quando entramos num elevador.
Não dá pra simplesmente "esquecer" quando a cada dia o presente nos lembra que nosso sangue ainda vale menos. O racismo é estrutural, tá nas fundações dessa sociedade. E a gente precisa falar sobre isso sem papas na língua, sem medo de ser chamado de "vitimista".
Enquanto a dor dos outros é tratada como história, a nossa dor é tratada como mimimi, frescura. Essa é a real. E enquanto isso não mudar, a gente vai continuar sim com a memória viva, porque o nosso passado ainda é o nosso presente.
A gente não quer pena. Quer respeito. Quer justiça. E pra isso, primeiro precisam parar de nos pedir para esquecer quem somos e de onde viemos.
VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA ✊🏿