Pagamos em Perez e Nardoni o que poderíamos ter dado no Arthur, mesmo sem dois os argentinos nós possivelmente teríamos dado um jeito, mas agora sem o Arthur fica muito mais difícil. Se acontecer, já se certifica como a grande derrota da direção… Até o momento…
⚠️🚨 Pessimismo no #Grêmio sobre continuidade de Arthur.
O clube deixou claro que não fará esforço financeiro caso o meia não consiga liberação junto aos italianos. Os €10 milhões pedidos são considerados inviáveis.
🗞️ Cenário atual é negativo para permanência.
Lembro de, em uma das noites naqueles anos em que trabalhei com José Trajano, uma vez por semana juntos comentando futebol em podcast e duas ou três vezes por semana produzindo o seu programa de TV na sala de sua própria casa, me perguntar: como é que esse cavalheiro, que viu ao vivo a Copa de 70, ainda tem tanta energia pra se envolver com a sexta rodada do campeonato brasileiro de, sei lá, 2019? Talvez eu não tivesse saco pra tanto goleiro fingindo lesão, tanto juiz egocêntrico, tanto cartão amarelo por comemoração de gol. O Zé fala de futebol e o olho muda. Tive uma camisa do América. Dei a ele, não sei se coube legal. O vermelho lhe cai muito bem.
É curioso observar, nos últimos tempos, a intensificação desse, digamos assim, "conceito": o Zé Trajano fanático pelo Arsenal contrasta com aquele nosso possesso de alma gentil que, por décadas, não parecia se importar tanto assim com o futebol daquela ilha. O negócio dele era a cobertura de um Brasil profundo, de histórias locais, do nosso rame-rame e das pelejas inglórias, sol a pino, jogadores horríveis e nem sempre esforçados, militando pelas divisões intermediárias do futebol carioca. Tudo aquilo que justifica estádios vazios, mas que a gente não larga a mão, porque ama. O Zé achou, muito bem achado, o conceito da coisa, que é um pouco o fio da vida: o futebol é um abraço. E abraço a gente dá, não proíbe.
Abraço de pai e filho, nesse caso. De um pai que vê o filho vivendo em outro país, amando outro clube, e sentindo, ali, a mesma conexão que nós temos quando vemos nossos pais sofrendo por um esporte que nem entendemos ainda. Não é complexo de entender. A história natural, na ampla maioria dos casos, traz os filhos para escolherem torcer pelo mesmo time do pai - muitas vezes nem sequer é uma escolha, já que somos tão crianças na hora de forjar esse encanto, e os pais e mães nem sempre são democráticos. Por qual motivo deveria ser difícil de entender que o pai também pode escolher o time do filho? Se o destino final é o abraço, por quê seria inviável forjar, depois de muita estrada, um afeto tardio em nome de estar com o filho? Meu amigo-irmão Paulo certa vez me disse: "se acabar o futebol, acaba 90% do meu assunto com meu pai". Tenhamos assunto, pois.
É muito bonito que o coração de José Trajano, depois de tanta pancada em transmissões amadoras, tenha vivido, no telão do Estádio dos "Gunners", essa paixão honesta e esperançosa por um clube que é acima de tudo uma outra chance. Bonito também que o Arsenal tenha se acomodado lá dentro como se na Tijuca estivesse. Clubes de futebol são instituições generosas, maleáveis, aceitam eventuais desaforos e sempre abraçam novos adeptos, mesmo aqueles "que vieram de longe". No fim, no rigor máximo, é tudo um pretexto pra gente dividir o tempo com quem ama - afinal, definitivamente, por obviedade matemática, não é um hobby que traz mais alegrias que frustrações. Quem leu Nick Hornby em Febre de Bola sabe bem disso. Hornby conta como, ao redor dos jogos do Arsenal, a sua vida foi tecida. Quem o leu, fez uma espécie de faculdade para torcer por aquele clube, já está habilitado para tal. Um clube especial, por sinal, inclusive na dor.
Mais uma vez escapou o título europeu do Arsenal - talvez seja um traço esquisito do destino do Zé, o futebol lhe deu poucas taças, radicalizando a lição que ele tem pra dar. João e José, filho e pai, assistiram juntos. O pai, tenho certeza, cruzou o oceano para o abraço, mais do que para o jogo, ainda que o jogo tenha sido o pretexto para o abraço. Eu também tenho dois clubes, um pequenininho e um grandalhão, no mesmo coração. Muitos de nós temos. E não, não é legal amar um time que só apanha, que não reage, que nem bravata tem pra soltar. Então a gente delira outros delírios. Vi uma semifinal de Copa do Mundo no sofá do Trajano, França x Bélgica, e também o vi tentando conectar um Youtube na TV pra assistir o Ameriquinha numa jornada vespertina safada pelo estadual. Via, nas duas ocasiões, o mesmo homem que ama futebol e me contagia, no mais nobre jogo e no quase anônimo duelo. Eu amo o amor que o Zé Trajano tem pelo futebol. E contemplo comovido o quanto esse esportezinho danado faz por nossas relações humanas e afetivas.
Viva @ultrajano , viva @j_castelobranco.
Eu me sinto muito feliz que Diego Costa e Luis Suarez jogaram no Grêmio, só de pensar que eu acordava cedo e passava o dia na espn no auge dos meus 12 anos pra dez anos depois ver esses caras com o manto tricolor. Uma pena que o restante do elenco era ruim e n ajudou ambos.
🇪🇪 ROMILDO DISPARA CONTRA O RIVER!
Romildo Bolzan Júnior, ex-presidente do Grêmio, relembrou, em entrevista ao canal "Opiniões do Sérgio", a polêmica eliminação para o River Plate, na Libertadores de 2018.
Romildo revelou que dias antes da partida, a equipe argentina solicitou um "tour" pelo estádio gremista. Segundo Romildo, o trajeto realizado pela equipe nesta visita, foi o mesmo realizado por Gallardo quando entrou indevidamente no vestiário da equipe visitante.
O ex-presidente ainda criticou a postura do River e destacou a falta de caráter do adversário.
📸 Rodrigo Fatturi
geralmente quando jornalismo ou publicidade fazem alguma coisa retrô eles pegam estetica anos 90 ou super nintendo porque é a nostalgia do publicitario, sem perceber que retrô pro publico alvo deles é tipo 2010. dessa vez acertaram
Sabe o que é muito foda nisso?
Essa turminha do "odeiam ele por causa da política" é a galera que mais leva a sério esse trem.
Eu sou corinthiano, de esquerda e meu maior ídolo no clube é o Marcelinho Carioca. O cara que deu a camisa pro bolsa de bosta. Agora o que já vi membro da Tricoloroquina (grupo que o Pica Torrone faz parte) diminuindo o Raí, que foi monstruoso pra eles é sacanagem.
Sem contar a Fiel Quartel, que tenta toda hora diminuir o legado do Sócrates.
Essa galera que é "contra o mimimi" é a mais mimizenta de todas.
Daqui uns 20 anos vamos ver as mesmas pessoas que reclamaram pagando mil reais nessa camisa para ir num show alternativo. Temos que aceitar que ficou muito foda.
Quando você tem que dar uma desculpa pra não dormir na casa da ficante:
"Tenho que pegar um trem pra voltar pra casa agora, se não, só amanhã de manhã"
Uai dorme aqui então
"Tenho que cuidar da minha mãe, ela não dorme até eu chegar".