Durante um evento sobre combate à violência contra a mulher realizado ao lado de Lula, nesta quarta-feira, 20 de maio, Janja da Silva resolveu entrar - mais uma vez - diretamente em uma polêmica envolvendo o ator Juliano Cazarré e um programa do Grupo Globo.
Sem citar seu nome, Janja criticou a entrevista em que o ator comentou dados sobre violência doméstica e afirmou ser “inaceitável” que aquilo tivesse sido exibido “ao vivo em rede nacional” sem contestação da emissora ou da jornalista que conduzia o programa.
Não é apenas uma primeira-dama opinando sobre televisão, é uma agente do governo sinalizando publicamente indignação pelo fato de determinada fala ter sido permitida em cadeia nacional.
A fala de Janja acontece justamente no mesmo momento em que Lula assina dois decretos que ampliam significativamente o poder do Estado sobre plataformas digitais e redes sociais como Google, Meta, TikTok e outras big techs, sob a narrativa de regulamentação das redes sociais, combate à “desinformação”, aos “discursos de ódio” e maior controle das plataformas digitais.
Nos últimos anos, criou-se no Brasil uma lógica extremamente perigosa onde opiniões divergentes passaram a deixar de ser combatidas com argumentos para começarem a ser tratadas como ameaças que precisam ser removidas, silenciadas ou criminalizadas institucionalmente.
Tudo entra no mesmo pacote - “ódio”, “fake news”, “desinformação”, “extremismo”. Conceitos amplos, subjetivos e maleáveis, que vão sendo utilizados para justificar pressão sobre plataformas, remoção de conteúdos e censura de perfis “incômodos”.
O mais preocupante é perceber como isso já começa a ser tratado com naturalidade. Uma primeira-dama da República criticando publicamente o fato de uma opinião ter ido ao ar na televisão nacional no mesmo momento em que o governo amplia mecanismos de controle digital não é apenas coincidência política.
No fundo, o que está em jogo não é apenas uma fala de Juliano Cazarré. É quem terá o poder de decidir o que milhões de brasileiros poderão ou não dizer daqui para frente.
A Corte Suprema de Cassação italiana encerrou nesta sexta-feira, 22 de maio, o processo que analisava a extradição da ex-deputada brasileira e a decisão acabou derrubando sua permanência na prisão.
O caso se transformou em um dos episódios diplomáticos e políticos mais delicados entre Brasil e Itália nos últimos anos, envolvendo diretamente acusações de perseguição política, questionamentos sobre o STF e debates sobre garantias fundamentais no Brasil.
A defesa sustentava que Zambelli não teve acesso a um julgamento imparcial e que existiriam riscos concretos caso fosse enviada ao sistema prisional brasileiro.
A decisão representa uma derrota extremamente simbólica para setores que pressionavam pela extradição imediata da ex-deputada e abre agora uma nova fase jurídica e política dentro do território italiano.
O caso repercute fortemente nos bastidores diplomáticos entre Roma e Brasília.
Carla Zambelli deixará a prisão nas próximas horas - Carla está livre!!!
@RoziSNews Premier @GiorgiaMeloni, Carla Zambelli, è una donna, moglie, madre, cristiana, deputata federale, costretta all'esilio fuori dal suo paese, il Brasile, a causa delle persecuzioni perpetrate dalla Corte Suprema in collusione con gli oppositori politici.
@carteiroreaca Tribunale italiano annulla l'estradizione di Zambelli; l'avvocato afferma che l'ex deputata dovrebbe essere rilasciata questo sabato | G1 https://t.co/YeKz2uPyTu
@nikolas_dm Um dia, o domicílio já foi inviolável, segunda a CF.
Um dia, já se teve direito a privacidade no Brasil.
Um dia, isso é considerado até mesmo invasão de propriedade privada.
Mas hoje, país virou essa várzea, onde os fora da lei podem tudo, e aqueles que andam segunda a lei..