Independente de qualquer coisa, a história do Filipe Luís no Flamengo foi escrita, e isso ninguém apaga. Foi leal como torcedor, jogador e técnico. Nos fez felizes das duas formas, obrigado!
“Entendo perfeitamente. Gosto de lembrar sempre que usava a camisa do Flamengo quando era pequeno, sou torcedor do Flamengo desde pequeno, igual eles. Quando me coloco no cargo de jogador primeiro, é uma escolha de vida, mas sabia da pressão que era. Um dos meus melhores amigos no futebol, o Diego Ribas vivia essa cobrança. Eu via de longe e quis viver essa torcida no bom e no ruim.
Como treinador, a partir do momento que quis começar aqui e o clube me abriu as portas, eu sabia de tudo. Sei que o torcedor acreditou em mim, me deu muita confiança, convenceu a diretoria a me deixar no cargo. Eu não tenho esse perfil de dar carrinho, gritar, mas tenho o perfil de respeito pelo escudo. Deixei minha alma aqui dentro.
O torcedor tem razão quando cobra, não está se sentindo representado. O resultado não está vindo e o torcedor não está se sentindo representado. Eu tenho que trabalhar mais, evoluir para poder devolver esse carinho em todos esses anos, que foram os mais felizes da minha vida. Eu sempre quero retribuir o máximo possível. Poderia te dizer que dói, mas não, eu entendo perfeitamente o torcedor.
O que posso fazer é dar meu máximo para trazer o torcedor de volta. O que me deixou feliz é que eles protestaram, mas apoiaram muito durante os 90 minutos, e isso refletiu nos jogadores. Quando o jogo acaba tudo é válido”