ONDA DE CALOR EXTREMO EM SP
Acabo de oficiar o Governo do Estado para alertar sobre o grave perigo da onda de calor que São Paulo está enfrentando.
Essa onda que trará temperaturas de 40°C ocorre ainda no Inverno, com a população ainda não adaptada a temperaturas como essas.
Segundo cientistas, ondas de calor dessazonais e extremas ocorridas em 2022 na Europa semelhantes à esta acarretaram na morte de 61 mil pessoas.
Tendo em vista a urgência do tema, o risco para a saúde publica, o risco acentuado para as crianças, que não são capazes de auto-regular suas temperaturas como adultos, e outros grupos de risco, solicitei que algumas medidas sejam tomadas, como:
- Flexibilização da presença em aulas em todas as instituições de Ensino Básico e Autarquias, como Universidades, sem prejuízo à alimentação dos alunos do Ensino Básico.
- Orientações para que atividades educacionais sejam realizadas em ambientes mais frescos e arejados que as sofríveis salas de aula.
- Adoção de sistema híbrido ou de trabalho remoto para servidores públicos idosos ou em grupos de risco, e que o Governo oriente o setor privado à fazer o mesmo;
- Em parceria com Prefeituras, oferecimento de estruturas ventiladas e protegidas do sol para abrigamento diurno de pessoas em situação de rua, assim como pontos de água potável nos locais de concentração desta população.
- Flexibilização de qualquer código de vestimenta em vigor em qualquer órgão do Estado.
- Fiscalização do funcionamento do ar-condicionado nos ônibus da EMTU e vagões do Metrô e CPTM.
Também solicitei medidas como cartilhas de atendimento em saúde para casos de hipertermia, e campanhas de conscientização sobre como reduzir os riscos neste período.
A tendência é que essas ondas de calor e eventos climáticos extremos fiquem casa vez mais frequentes. E o Poder Público não pode continuar protelando a criação de um arcabouço de medidas para proteger a saúde e a vida da população.