Gente, odeio admitir isso, mas o estilo de vida de "dormir mais, movimentar o corpo, comer melhor, beber água e se cercar de boas pessoas" é irritantemente eficaz.
Vai pegar a mala Balenciaga, passar Sauvage , viajar na primeira classe escutando música no airpods do seu Pro Max 17, chegar em casa comer um salmão grelhado assistindo highlights do Bob Charlton pra depois meter no pelo na sua loira CBF.
Quem tá triste é o povo em Bangladesh
No fundo, a gente sabia que precisava acabar assim.
Depois de transformarem a convocação num culto, depois de metade do Brasil depositar esperança num super-herói hipotético, esse era o final perfeito pro Neymarzismo Cultural.
Quando o Brasil precisou do camisa 10 que fez 4 jogos inteiros e 4 filhos nos últimos 4 anos, Neymar finalmente entregou tudo que ainda podia entregar: não marcou, arrumou confusão, viu o Brasil tomar gol e cobrou um pênalti provocando o goleiro como se a gente estivesse ganhando de 5 a 0.
Mas não se enganem: a notícia é boa.
Foram 12 anos de uma Seleção refém de um gênio que desperdiçou a própria genialidade virando influencer de luxo. Um país inteiro ajoelhado diante de um sonho que nunca virou realidade.
Pelé não ganhou Copa sozinho. Romário não ganhou Copa sozinho. Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká também não.
O Brasil nunca foi sobre um gênio sozinho.
Sempre foi sobre onze pessoas entendendo que a camisa pesa mais que o ego.
"Bela participação do Neymar no jogo. Pra quem esperava que ele fosse decidir a copa do mundo pro Brasil, tá aí arrumando briga na reta final da partida" - Ana Thaís