“Achou que o mercúrio estava longe? O urubu mostra que não”
Hoje fico com um alerta que confirma algo que temos comentado repetidamente por aqui. O mercúrio está se espalhando. E não escolhe lugar, nem espécie. Pesquisadores encontraram mercúrio em 100% das amostras de penas de urubu-de-cabeça-vermelha analisadas na Amazônia Oriental. O urubu é um animal comum, presente em muitos ambientes e frequentemente ignorado por nós. Mas justamente por ocupar diferentes ambientes e posições na cadeia alimentar, ele acaba funcionando como um importante indicador do que está acontecendo ao seu redor.
E aqui está o ponto que merece reflexão: o mercúrio circula pelo ambiente; alcança organismos aquáticos; chega às aves e também interage com plantas e outros componentes dos ecossistemas. Não se trata apenas de um problema localizado. É um sinal de que contaminantes persistentes continuam atravessando fronteiras ecológicas e alcançando lugares onde muitas vezes não imaginamos. O urubu apenas nos ajuda a enxergar. Vale acompanhar.
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#Amazônia #Mercúrio #Biodiversidade #Ciência #ContaminaçãoAmbiental #Natureza
“Que nunca nos faltem flores, pessoas e bons encontros”
Que semana. Intensa, produtiva, cheia de movimento. Dias de construir, concluir, celebrar e seguir abrindo caminhos. Dias que lembram que vale a pena insistir no conhecimento, nas pessoas e nos sonhos que carregamos. E então aparece uma cena como esta. Uma explosão delicada de formas e cores, silenciosa, elegante, lembrando que até nos períodos mais intensos existe espaço para florescer. Talvez seja isso que o domingo nos peça: desacelerar um pouco, respirar fundo e estar perto de quem nos faz bem. Desejo que cada uma e cada um de vocês tenha um domingo especial, ao lado das pessoas que querem manter sempre por perto. Um abraço fraterno e um beijo no coração.
“Quem ensinou engenharia ao joão-de-barro?”
Hoje fico com um dos exemplos mais elegantes do comportamento inato dos animais. Sem escola. Sem projeto. Sem cálculo. Ainda assim, o joão-de-barro constrói uma estrutura que combina resistência, ventilação, proteção e conforto térmico. Seu ninho não é apenas bonito; é funcional. A escolha do barro, a espessura das paredes, a posição da entrada e a organização interna ajudam a reduzir extremos térmicos, controlar circulação de ar e proteger ovos e filhotes.
E aqui está o que mais me impressiona: isso não foi ensinado; isso não foi planejado; isso foi moldado pela evolução. Comportamentos como esse nos lembram que a biodiversidade não é apenas diversidade de espécies. É também diversidade de soluções.
Em tempos de mudanças climáticas, olhar para essas estratégias naturais talvez seja uma boa forma de lembrar que a natureza continua sendo uma extraordinária engenheira. Vale muito conhecer essa história. Leia mais em: https://t.co/ArrWAVvHEL
#JoãoDeBarro #Biodiversidade #ComportamentoAnimal #Natureza #Ciência #Bioinspiração
“Cuidar hoje para não apagar incêndios amanhã”
O Brasil acaba de registrar o maior volume de recursos da história para controle do desmatamento e combate aos incêndios florestais, ampliando a capacidade de prevenção, monitoramento e resposta aos eventos extremos.
E o momento não poderia ser mais oportuno. Temos comentado por aqui sobre a possibilidade de aproximação de um novo El Niño de grande intensidade. Em cenários assim, temperaturas elevadas, secas prolongadas e maior suscetibilidade ao fogo aumentam o risco para ecossistemas e populações.
Por isso, medidas como essa ganham importância estratégica. Proteger florestas, prevenir incêndios, monitorar áreas vulneráveis e fortalecer equipes em campo não são apenas ações ambientais. São ações de proteção da biodiversidade, da economia, da segurança hídrica e da qualidade de vida.
O reforço inclui ampliação da atuação dos órgãos ambientais, contratação de brigadistas, logística operacional, monitoramento e fortalecimento das ações preventivas. Temos insistido nisso: antecipar cenários não é alarmismo; é desenhar ações para reduzir impactos. Decisão acertada. Vamos em frente.
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#amazônia #elniño #IncêndiosFlorestais #MudançasClimáticas #ciência #Conservação #futuro
“O extremo climático não chega sozinho. E seus efeitos também não”
Hoje fico com um alerta importante sobre a Amazônia. As projeções para um possível novo episódio de El Niño trazem preocupações porque já vimos recentemente o que eventos extremos podem provocar na região. Em 2024, secas severas afetaram rios, biodiversidade e populações humanas e há preocupação de que novos episódios possam produzir impactos semelhantes ou até mais intensos.
Mas vale lembrar: o problema nunca é apenas climático. Os reflexos são multifacetados e afetam plantas e ciclos ecológicos; pressionam fauna aquática e terrestre; ampliam o risco de incêndios; dificultam transporte e abastecimento e aumentam vulnerabilidades sociais e econômicas. Na Amazônia, rios mais baixos alteram mobilidade, pesca, acesso à água e o funcionamento de sistemas naturais inteiros.
Por isso temos insistido tanto: antecipar cenários não é prever o futuro, é criar condições para reduzir impactos. Planejamento, monitoramento, ciência e ações coordenadas continuam sendo nossos melhores instrumentos para mitigar efeitos e aumentar resiliência. A Amazônia já mostrou sua força. Agora precisamos mostrar sabedoria.
Vale a leitura: https://t.co/UsLVV7zRKM
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“A próxima pandemia pode estar sendo construída agora”
Hoje fico com um artigo de opinião magistralmente escrito por Renato Cordeiro. Vale muito a leitura. Temos insistido por aqui que conservar biodiversidade não é apenas proteger espécies. É também proteger pessoas. A floresta profunda guarda um universo que ainda conhecemos muito pouco. São milhões de espécies, incontáveis interações biológicas, uma imensurável diversidade enorme de microrganismos, incluindo vírus que sequer imaginamos existir. Isso não é motivo para medo. É motivo para conhecimento e responsabilidade.
Ao longo de milhões de anos, esses sistemas se organizaram em equilíbrio dinâmico. Mas quando fragmentamos habitats, aceleramos mudanças ambientais e aumentamos o contato entre fauna silvestre, animais domésticos e populações humanas, alteramos processos que ainda compreendemos apenas parcialmente.
E aqui está o alerta central do texto: o desequilíbrio dos ecossistemas pode aumentar o risco de emergência de novas doenças. Não é previsão. Não é alarmismo. É um convite para compreender que saúde humana, biodiversidade e estabilidade ambiental são partes inseparáveis da mesma equação. A floresta guarda riquezas extraordinárias. Mas também exige respeito.
Conservar continua sendo uma das formas mais inteligentes de proteger o futuro.
Vale a leitura: https://t.co/adb2nh36Rd
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“Tome diversidade! Cada cor esconde uma biblioteca de informações da natureza”
Cores vibrantes, formas improváveis, metamorfoses extraordinárias. Mas por trás dessa beleza existe algo ainda mais fascinante. Cada cor, cada espécie, cada fase de vida esconde um vasto conjunto de moléculas, sinais químicos e estratégias evolutivas construídas ao longo de milhões de anos. E agora chega um alerta importante. Um novo estudo mostrou que girinos da Amazônia já carregam microplásticos em seus corpos. Pela primeira vez, partículas também foram encontradas nos ambientes aquáticos onde vivem. Isso merece atenção porque os anfíbios ocupam uma posição singular: conectam água e terra, respondem rapidamente às mudanças ambientais e funcionam como importantes sentinelas da qualidade ambiental.
Alterar essas fases iniciais da vida pode significar interferir em processos biológicos que ainda conhecemos muito pouco. E aqui fica uma reflexão que repito com frequência: o desconhecido continua sendo muito maior que o conhecido.
A biodiversidade brasileira ainda guarda segredos extraordinários mas já sabemos o suficiente para entender que conservar não é opcional.
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#Amazônia #Anfíbios #Biodiversidade #Microplásticos #Ciência #Natureza #Conservação
“Conservar não é luxo. É qualidade de vida”
Hoje fico com uma decisão importante. Ainda conhecemos apenas uma fração da biodiversidade brasileira. Há espécies por descobrir, processos ecológicos por compreender e interações que sequer imaginamos. Mas o que já sabemos é mais do que suficiente para orientar boas decisões.
Fortalecer pesquisa, inovação e repartição de benefícios associados ao uso da biodiversidade significa reconhecer algo essencial: conservar e conhecer caminham juntos. A biodiversidade não é apenas um patrimônio natural. Ela sustenta água, alimentos, saúde, novos materiais, bioeconomia e oportunidades para construir desenvolvimento com base no conhecimento. Para um país que abriga cerca de 20% da biodiversidade global, com a Amazônia ocupando lugar central, investir em ciência e valorizar esse patrimônio é investir no futuro.
Decisão acertada. Vamos em frente. Conhecer mais. Conservar melhor. Construir com evidências.
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“Que semana! Que privilégio!”
Há semanas que passam. E há semanas que ficam. Esta foi daquelas que deixam marcas bonitas.
A Medalha Le Cren chegou como reconhecimento de uma longa caminhada construída com muitas mãos. Também celebramos a publicação de um artigo emblemático do nosso laboratório mostrando como o tambaqui remodela seus lábios para sobreviver à hipóxia, mais uma lição extraordinária que a Amazônia nos oferece. E ainda tivemos a alegria de avançar e finalizar teses, formando gente, produzindo conhecimento e abrindo novos caminhos.
No meio de tudo isso, encontro esta imagem. Delicada. Serena. Quase um convite para desacelerar. Talvez seja isso que o domingo nos peça: celebrar conquistas sem esquecer de agradecer às pessoas que caminham conosco.
Deixo aqui um beijo no coração de cada uma e cada um de vocês. Que o domingo seja leve, cheio de afeto e vivido ao lado de quem faz sentido na sua vida.
#bomdomingo #ciência #amazônia #gratidāo
“Estudar Biologia é conviver com o desconhecido todos os dias”
Hoje fico com uma notícia que diz muito sobre a ciência. Pesquisadores registraram na Serra do Japi espécies de libélulas nunca antes observadas no estado de São Paulo, inclusive espécies raras e quase ameaçadas. Mesmo em uma das regiões mais estudadas do país, ainda havia descobertas esperando para acontecer. E aqui está o que mais me encanta: o desconhecido continua sendo muito maior que o conhecido.
Muita gente imagina que já descobrimos quase tudo. Mas a biodiversidade insiste em lembrar o contrário. Cada espécie encontrada amplia nossa compreensão sobre como os sistemas naturais funcionam, evoluem e persistem. Conhecer o mundo continua sendo uma das grandes aventuras humanas. E isso vale ainda mais para ambientes megadiversos como a Amazônia. Há espécies por descobrir. Interações por entender. Perguntas que ainda nem aprendemos a fazer.
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#Biodiversidade #Ciência #Biologia #Natureza #Amazônia #Descobertas
“CNPq: Uma longa trajetória. Muitas mãos. Uma distinção especial”
Recebo esta distinção com profunda gratidão e com a convicção de que ela nunca é individual. Por trás de cada reconhecimento existe uma extensa rede de interações: estudantes, técnicos, colegas, colaboradores, instituições, parceiros nacionais e internacionais, além do apoio permanente da família.
Ao longo dessa caminhada, a Amazônia foi muito mais do que cenário. Foi laboratório vivo. Foi inspiração. Foi escola. A ciência nos permitiu compreender processos ambientais em curso, antecipar cenários e propor soluções baseadas em evidências mas também mostrou algo igualmente importante: conhecimento se constrói coletivamente.
Seguimos estudando, formando pessoas, construindo pontes e tentando compreender um pouco melhor esse extraordinário sistema vivo que é a Amazônia. Meu sincero agradecimento a todas e todos que fazem parte dessa trajetória. Leia mais em https://t.co/Edl00xMsxw
#Ciência #Amazônia #CNPq #Pesquisa #Conhecimento #Brasil #Trajetória
“Você acha que sobreviver na Amazônia é só questão de força? Pense de novo.”
Hoje fico com mais um exemplo fascinante dos segredos escondidos na biodiversidade amazônica. O peixe-folha parece exatamente aquilo que seu nome sugere: uma folha morta levada pela água. Mas isso está longe de ser coincidência. Ele usa um mimetismo impressionante para desaparecer no ambiente e capturar presas nos igarapés e canais da Amazônia.
E aqui está o que mais impressiona: cada espécie amazônica carrega soluções refinadas por milhões de anos de evolução. Sobreviver não é apenas ser forte, é ser eficiente. Em um ambiente diverso, competitivo e cheio de desafios, o peixe-folha encontrou outra estratégia: não correr atrás da presa, mas convencer o ambiente de que ele faz parte dele.
A Amazônia continua ensinando uma lição poderosa: a diversidade não está apenas nas espécies. Está também nas formas de sobreviver. Leia mais em https://t.co/ARgyUypfBW
#Amazônia #Biodiversidade #Peixes #Evolução #Ciência #Natureza
“Você sabia que o tambaqui remodela o próprio corpo para continuar respirando?”
Acaba de sair um novo trabalho do nosso laboratório revelando um dos mecanismos adaptativos mais fascinantes da biodiversidade amazônica. Quando a água perde oxigênio, situação comum em muitos ambientes da Amazônia, o tambaqui (Colossoma macropomum) expande o lábio inferior para captar a água mais oxigenada da camada superficial. Mas agora descobrimos algo ainda mais impressionante: não se trata apenas de aumentar o tamanho do lábio.
Mostramos que existe um programa molecular altamente regulado por trás dessa resposta. Ocorrem a ativação da via HIF (Hypoxia Inducible Factor), a formação de uma rede vascular complexa, o remodelamento dos tecidos e ajustes metabólicos para sobreviver em baixa disponibilidade de oxigênio. Ou seja: o lábio do tambaqui passa por uma reorganização funcional e reversível, uma solução refinada pela evolução para enfrentar um ambiente naturalmente desafiador.
A Amazônia continua ensinando. Cada espécie guarda respostas construídas ao longo de milhões de anos de evolução, respostas que só aparecem quando olhamos com profundidade. Leia mais: https://t.co/kYyCusMlxC
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“Achou que era só um peixe? Pode virar um problema para todo mundo”
Hoje fico com um alerta importante vindo do Pantanal. Muitas vezes tudo começa de forma aparentemente inofensiva: um escape de tanque, uma soltura sem controle ou uma decisão tomada sem considerar consequências. Mas, quando espécies exóticas encontram condições favoráveis, o problema raramente termina no ambiente. As consequências podem se espalhar rapidamente: competição com espécies nativas, mudanças nas cadeias alimentares, redução da produtividade pesqueira, prejuízos econômicos e impactos sociais sobre populações que dependem diretamente dos recursos naturais.
E aqui está uma lição que vale para Amazônia, Cerrado, Pantanal e qualquer outro bioma: ecossistemas são resultado de milhões de anos de ajustes finos entre espécies e ambiente. Introduzir organismos sem controle é alterar uma engrenagem complexa que ainda conhecemos apenas parcialmente. Temos insistido nisso por aqui: prevenir custa menos do que controlar. Controlar custa menos do que restaurar. E restaurar quase nunca devolve tudo o que foi perdido.
Persistir no erro não é desenvolvimento. É transferir problemas para o futuro.
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#Pantanal #EspéciesExóticas #Biodiversidade #Natureza #Ciência #Conservação
“Quando um rio muda de caminho, a vida muda junto”
Hoje fico com um fenômeno fascinante e com profundas implicações biológicas para a Amazônia: a captura de rios.
Parece improvável, mas acontece. Um rio pode desviar parte ou toda sua drenagem para outra bacia hidrográfica, alterando o fluxo de água, sedimentos e, junto com eles, os caminhos da vida. Na Amazônia isso ganha uma dimensão extraordinária: populações de peixes antes isoladas passam a se encontrar, outras ficam separadas, espécies se dispersam e novas trajetórias evolutivas podem surgir.
Um dos exemplos mais impressionantes do planeta ocorre justamente aqui: a conexão entre as bacias do Orinoco e do Amazonas pelo canal do Casiquiare, um sistema interpretado como uma captura fluvial ainda em andamento.
A biodiversidade amazônica não nasceu por acaso. Ela também foi moldada por rios que mudaram de curso, redesenharam paisagens e abriram ou fecharam caminhos para a evolução. Talvez uma parte importante da história da vida na Amazônia esteja escrita não nas florestas, mas nos movimentos silenciosos dos rios.
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“Que nunca nos acostumemos a perder a delicadeza”
Que semana! Celebramos conquistas. Sentimos perdas. Recebemos novas informações. Seguimos vendo o mundo girar, às vezes iluminado pela ciência, às vezes entristecido pela falta de noção em decisões que afetam o presente e o futuro.
E então aparece uma cena como esta. Desde que me deparei com essas flores, fiquei com uma sensação simples e poderosa: i) precisamos de mais tranquilidade; ii) precisamos de mais paz; iii) precisamos conservar a beleza do mundo em que vivemos. A natureza continua nos oferecendo lições silenciosas. Cabe a nós decidir se ainda somos capazes de escutá-las.
Desejo que este domingo traga leveza, serenidade e esperança a cada uma e a cada um de vocês. Um abraço fraterno.
“Você teria coragem de apostar que já conhecemos todos os segredos da Amazônia?”
Hoje fico com um dos personagens mais intrigantes das águas amazônicas: o candiru. Conhecido por lendas e histórias que atravessaram gerações, ele revela algo muito mais fascinante do que o imaginário popular costuma mostrar. Em águas naturalmente turvas, o candiru desenvolveu sistemas extremamente refinados de percepção química para localizar alimento e sobreviver.
E aqui está o ponto que mais impressiona:cada espécie amazônica carrega soluções construídas por milhões de anos de evolução e cada adaptação conta uma história sobre como viver em um ambiente diverso, complexo e competitivo. Hoje, mecanismos biológicos como esses ajudam inclusive a inspirar novas perguntas científicas sobre percepção, comportamento e funcionamento dos organismos.
A Amazônia continua revelando seus segredos. E talvez a maior descoberta seja perceber o quanto ainda não conhecemos o mundo em que vivemos. Leia mais:
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“Da Amazônia para o mundo: a ciência brasileira sendo reconhecida”
Recebo com enorme honra a Medalha Le Cren. Mais do que um reconhecimento individual, vejo esta distinção como um reconhecimento à ciência construída coletivamente: por estudantes, técnicos, colaboradores, instituições parceiras e tantas pessoas que caminharam juntas ao longo dessa trajetória. E há algo que considero especialmente simbólico: esta é também uma homenagem à Amazônia.
Uma região que muitos ainda enxergam apenas como patrimônio natural, mas que é também território de produção científica de excelência, formação de pessoas e geração de conhecimento relevante para o Brasil e para o mundo. Ao longo dos anos buscamos compreender como os organismos amazônicos respondem às transformações ambientais e o que isso nos ensina sobre o futuro do planeta.
A Medalha Le Cren reforça uma convicção antiga: ciência feita na Amazônia tem impacto global. Meu agradecimento a todas e todos que fizeram e seguem fazendo parte dessa caminhada. Seguimos. Leia mais em
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“Persistir no erro não é destino. É falta de sabedoria”
Hoje fico com esse alerta pertinente de Estevão Monteiro de Paula. Fala-se cada vez mais na possibilidade de um novo El Niño forte entre 2026–2027 e a mensagem central não deveria ser medo. Deveria ser preparação. Porque já conhecemos parte da história:
-calor extremo
-mais risco de incêndios
-secas mais intensas
-impactos sobre rios, biodiversidade e pessoas
E para a Amazônia existe um componente adicional: a floresta já mostra sinais de perda de capacidade de recuperação após eventos extremos.
Se os sinais estão dados, se o conhecimento existe, se os alertas são conhecidos … então o desafio agora é agir.
= Adaptar.
=Planejar.
=Cuidar.
Ainda há tempo para reduzir riscos. Mas o relógio não espera. Leia mais em https://t.co/TBP5ybmVIt
#ElNiño #Amazônia #MudançasClimáticas #Ciência #Futuro #Reflexão
“Quantos tesouros da Amazônia ainda vivem sem que a gente os conheça?”
Hoje o destaque vai para um pequeno animal que quase ninguém viu, mas que ajuda a contar uma grande história. A cuíca-de-cauda-peluda (Glironia venusta) é um dos mamíferos mais raros e esquivos da Amazônia. Agora, um novo estudo reuniu o maior conjunto de informações já obtido sobre essa espécie e ampliou significativamente o conhecimento sobre sua distribuição na floresta. E aqui está o ponto que mais me chama atenção: mesmo depois de décadas estudando a Amazônia, ainda estamos descobrindo quem vive nela.
Pela primeira vez, pesquisadores registraram comportamentos antes desconhecidos e mostraram como mudanças no uso da terra podem representar riscos para sua conservação. Conhecer é o primeiro passo para conservar. A Amazônia continua revelando seus segredos e lembrando que proteger biodiversidade exige também investir em ciência.
Talvez o mais extraordinário não seja descobrir uma espécie rara. Talvez seja perceber o quanto ainda desconhecemos o mundo em que vivemos.
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