quando passa na televisão alguma senhora com o pé no caixão de velha e a minha avó diz que as roupas desta parecem com as minhas é aí que o mundo me compensa o sofrer.
admiro e me digo até encantada sobre o amor, o ato de cuidar e o ato de renúncia em nome do afeto.
mas é como telespectadora desse fenômeno que existo; caso estique a mão para tocá-lo, ela queima e corta.
me dói.
o contato com o amor me mata.
diário dos sonhos (30/09/2026): é preciso que uma multidão contenha Mussolini de me agredir.
busco apoio emocional em minha querida avó, mas ela caminha lá longe e não parece me ouvir.
diário dos sonhos (29/09/2026) (pt. 1): um casamento de haters ocorre nas dependências de uma chácara.
estou desconfortável o tempo inteiro por saber ser odiada.
no fim da cerimônia ganho algumas relíquias africanas, mas as perco na rua da escola que frequentei.
diário dos sonhos (29/09/2026) (pt. 2): o espírito da liberdade está em meu coração, quebrando meu filtro e me tornando uma boca aberta sociável.
mas me diverti!
elogiei roupas, brinquei com filhotes e fui mordida por um cachorro de língua azul e pelagem verde.