O São Paulo Futebol Clube comunica o desligamento do executivo de futebol Rui Costa, que estava no cargo desde 2021.
O clube agradece ao profissional pelos anos de dedicação e deseja êxitos na sequência de sua carreira.
Rui Costa, Rafinha e Massis criaram exatamente a crise que previram ao decidir demitir Crespo.
Nem sempre o torcedor tem razão. Mas também é pretender demais que um presidente tampão em sua primeira experiência no cargo, um diretor de futebol que passou quatro anos sem que a torcida sequer soubesse sua voz em uma gestão investigada pela polícia e um ex-jogador em sua primeira aventura como dirigente resolvam peitar uma arquibancada inteira como se fossem referências incontestáveis de gestão.
Para tomar uma decisão impopular e contrariar completamente o sentimento da sua torcida, é preciso ter credibilidade acumulada, histórico de acertos e capacidade de sustentar pressão quando o resultado não vem. Não era o caso dessa diretoria.
E talvez o trecho mais simbólico de tudo tenha sido justamente a coletiva de apresentação de Roger Machado. Rui Costa afirmou: “Estar associado ao Roger é um orgulho. Se ele não for bem, eu corro risco? Isso não é problema.”.
Agora que o trabalho fracassou no curto prazo, o risco aparentemente desapareceu. Roger cai e os dirigentes permanecem, como se fossem apenas espectadores da própria decisão.
Mais contraditório ainda foi ouvir Rui Costa afirmar, na coletiva da demissão, que “a contratação do Roger não foi minha”. Se na apresentação havia orgulho e convicção compartilhada, por que agora surge a necessidade de diluir responsabilidade? Quando o projeto parecia promissor, havia donos da ideia. Quando fracassou, virou uma escolha “do departamento”.
Não se enganem: o torcedor tem memória.
A demissão do Hernán Crespo entra para a história como um dos maiores retratos de como uma gestão desastrosa consegue afundar um clube.
Mesmo em meio às crises políticas, financeiras e ao elenco limitado, o São Paulo iniciou o ano mostrando competitividade e perspectiva de evolução com o trabalho do Crespo. Havia um time com identidade, entrega e confiança.
Mas veio uma demissão até hoje inexplicável. E dali começou um verdadeiro efeito borboleta: troca de comando, decisões sem planejamento, perda de identidade, ambiente deteriorado e um ciclo de erros que, anos depois, ainda cobra a conta.
O resultado está aí: mais um ano praticamente comprometido ainda em maio. O problema do São Paulo nunca foi só técnico dentro de campo. Há muito tempo, o maior adversário do clube está sentado na própria diretoria.
O time tá brigando pela liderança do campeonato e vivendo o seu melhor momento na temporada.
Já sei, vou demitir o treinador e contratar outro que ninguém quer.
O que pode dar errado?
A mudança estapafúrdia de Crespo por Roger implodiu o São Paulo. Se for eliminado contra o Juventude, nono colocado da Série B, outras mudanças precisam acontecer. Do banco ao comando no futebol.
Crespo foi demitido por falar verdades. Qual é a mentira que querem te vender, torcedor? Um clube que não consegue fazer um jogo digno contra o nono colocado da Série B brigará por títulos?
#PodeCravar 🤝
Julio Casares RENUNCIOU da presidência do São Paulo oficialmente. Ele não passará pela votação na Assembleia Geral dos Sócios.
Massis passa a ser presidente do São Paulo em definitivo, com mandato até o final
Abel Ferreira quer analisar erro de arbitragem só a partir do jogo contra o São Paulo, quando o Palmeiras foi beneficiado com um erro evidente, um dos maiores do torneio.
Só que o mínimo que ele poderia fazer de forma honrosa é analisar a arbitragem desde a Rodada 1 do Brasileirão.
Qualquer coisa que fuja disso é a narrativa rotineira dele e de sua
comissão técnica, que há dois anos fez um escândalo dizendo que o sistema não queria deixar o Palmeiras ser bicampeão brasileiro e o Palmeiras foi bicampeão brasileiro...
Será que o Abel Ferreira coloca a cabeça no travesseiro quando chega em casa e realmente pensa que o Palmeiras foi prejudicado nesse Campeonato Brasileiro? Depois do jogo contra o Vitória ele defendeu o Abatti Abel e falou que foi punido por um lance “que ninguém disputa a bola”. Outro planeta.
Não é possível que as pessoas estejam achando isso normal. Três canais (Globo, TNT e ESPN) estiveram no dia seguinte, após um escândalo de arbitragem, entrevistando um jogador do Palmeiras no CT do clube para lhe perguntar sobre um lance no qual esse jogador deveria ter sido expulso.
Nenhum desses canais ou outros canais estiveram no CT do São Paulo para entrevistar os jogadores do time prejudicado.
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