Percebo que é o momento de colocar na rua (ou nas ruas) a campanha para o livro com as melhores crônicas do Meia Encarnada nos últimos doze anos.
Também haverá outros textos, como alguns publicados no portal místico Impedimento.
Vamos apoiar, gurizada.
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O pós-Copa do Mundo indica agravamento significativo no cenário de adoecimento coletivo causado pelas bets. Não é só percepção, são dados. Aumentou exponencialmente o consumo sob todas as métricas. O psicólogo Eslen Delanogare falou sobre isso durante o torneio (link no tuíte abaixo). Domingo, o Ministério da Saúde lançou nova campanha de conscientização. É uma luta impossível no campo da publicidade. Mas a gente tenta, no campo do diálogo. Pós-Copa é momento de cuidado redobrado.
Hoje seria aniversário de Marielle Franco, mulher, preta, LGBTQIA+, cria da Maré, flamenguista e vereadora eleita da Câmara do Rio de Janeiro. Celebramos sua trajetória e mantemos vivo seu legado.
O ar blasé e sem compromisso do Flamengo bilionário me dá muita saudade do Flamengo que me criou.
Não se tem mais fome. Não se tem mais pressa. A gente ganha quando quer.
Tenho nojo.
Nenhum gênio do futebol brasileiro foi tão baixo astral. Espírito do tempo, sim, mas personalidade e, sobretudo, uma impressionante falta de interesse ou sensibilidade pros contextos. Que coisa.
O comentarista suíço David Lemos, encerrou a transmissão resumindo com precisão os problemas desta Copa do Mundo, ele foi perfeito.
🗣️"Não há dúvidas de que esta foi a Copa do Mundo mais comercial da história e também uma das mais politizadas."
"Não esqueceremos os preços que pessoas sem grande poder aquisitivo tiveram de pagar para viver sua paixão pelo futebol."
"Em alguns casos, sequer puderam entrar no país por causa de sua nacionalidade, fossem torcedores, jornalistas ou até árbitros, como o somali Omar Artan."
"Também lembramos do tratamento inaceitável dado à seleção do Irã, que não pôde defender suas chances de forma adequada durante o torneio."
"E há ainda o caso de Folarin Balogun. Vimos um presidente se vangloriar de ter ligado para o presidente da FIFA para conseguir retirar a suspensão de um jogador."
"A política se infiltrou no coração do futebol, embora a FIFA afirme querer mantê-la acima de tudo. Fica claro que isso só vale até certo ponto."
"Foi uma Copa do Mundo em que todas as partidas foram disputadas em quatro tempos, e cuja final teve um intervalo de quase 30 minutos."
"A crise tem dois nomes: dinheiro e poder. Hoje existe uma crise de confiança entre muitos dos envolvidos no futebol e a FIFA."
"Nas próximas semanas, muito dinheiro será distribuído a diversas federações e a muitos agentes do futebol, que serão educadamente convidados a permanecer em silêncio."
"Esperamos que tudo isso seja levado em consideração e que não volte a acontecer."
Os dois maiores jogadores da história: um negro e um indígena (Pelé & Garrincha).
Aí, do terceiro em diante vocês decidem entre seus europeuzinhos de preferência, sejam eles da europa ou da América do Sul.
A Espanha se inscreve de vez como a nova escola consolidada de futebol. Se você ouvir falar "escola espanhola", saberá do que se trata, sem mais dúvida. Oyarzabal não tocou na bola nos primeiros 30 minutos da Copa, um 0-0 com Cabo Verde. Ficou. O time sabe como quer jogar. Enquanto isso, teve time que lançou Igor Thiago pra mesma posição, depois tirou, depois nunca mais apareceu e ninguém sabe bem o que o técnico queria da vida. Tem que aplaudir quem consegue, apesar de cada caso ser, sempre, um caso único com suas circunstâncias. A Espanha tomou 1 gol em 8 jogos, deveria ter tomado zero, e a gente mal fala dessa defesa assombrosa. Uma beleza de time. Um retrato de uma escola.
A Copa foi um barato. Na minha dispersa opinião, a melhor do século. E o @leandroiamin nos presenteará com um livro de crônicas com histórias mundialistas. Tenho a missão de ajudar a botar no mundo: sairá pela Editora Mórula. A pré-venda com desconto só até o almoço de segunda.