O colunista afirma que os desdobramentos mais recentes da investigação sobre os repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse" apontam para suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Lauro Jardim revela ainda um segundo encontro, até então desconhecido, entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, ocorrido a sós numa mansão alugada pelo banqueiro em Brasília, sem outros convidados, o que reforça a suspeita de que havia "assuntos só dos dois para tratar".
@appneto O consórcio é antigo e a ação entre amigos rola solta! A diferença é que agora o processo caiu no colo da indicação do Bolsonaro. Se o Mendonça tiver a coragem que o Brasil espera e usar a caneta, essa panela de pressão explode! 🔥🇧🇷
@luismarmmendes Exatamente! O castelo de cartas está desmoronando de dentro para fora. Eles podem tentar engavetar e dar liminares, mas a verdade não pode ser escondida para sempre. A hora da conta chegar é inevitável. Tic-tac! ⏳🔥
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Na semana passada, Lula ligou para se solidarizar com seu companheiro Jaques Wagner após as revelações envolvendo as conexões entre o Credcesta e Daniel Vorcaro. Demonstrando confiança, Wagner afirmou, em entrevista à BandNews TV, que considerava “muito difícil” perder a liderança do governo no Senado.
Menos de uma semana depois, o cálculo político parece ter mudado. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, cresce dentro do Palácio do Planalto a pressão para que Wagner deixe o comando da liderança do governo após a operação da Polícia Federal que o colocou no centro das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
Até aqui, o governo tentou sustentar a narrativa de que o problema era exclusivamente do senador. Mas a simples discussão sobre sua saída desmonta esse discurso. Se tudo se limitasse à esfera pessoal, não haveria necessidade de afastar um dos homens mais influentes do PT.
Jaques Wagner é um dos aliados mais antigos de Lula, ex-governador da Bahia, ex-ministro, ex-chefe da Casa Civil e um dos principais articuladores do PT nas últimas duas décadas. Quando uma figura desse porte passa a representar desgaste para o governo, o sinal vermelho é acionado e a prioridade passa a ser a contenção de danos.
Nos bastidores, auxiliares do presidente trabalham para construir uma saída que preserve a imagem de Jaques Wagner. A fórmula é velha e conhecida - uma licença apresentada como decisão pessoal, sob o argumento de que Wagner precisa se dedicar à própria defesa e à articulação política na Bahia.
O Planalto tenta impedir que a crise avance em direção a Lula e contamine o governo.
O mesmo Jaques Wagner que, dias atrás, garantia contar com a confiança irrestrita de Lula, agora vê crescer a pressão para deixar o cargo que simboliza essa confiança.
Lula sabe muito bem quem é seu companheiro Wagner, a confiança nele depositada é inquestionável - mas continuar demonstrando essa confiança em público passou a ter um custo político que Lula não está disposto a pagar.
Melhor tirá-lo de cena, reduzir o desgaste e tentar encerrar o assunto.
E segue o jogo.
Flávio Bolsonaro compara STF a "delegacia de polícia"
“O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia, não uma corte constitucional. A todo momento, um ou outro naquela corte quer interferir no processo eleitoral, escolhendo quem pode ser candidato e quem não pode.”