Tinha uma amiga que meu pai praticamente a adotou pq ela tinha perdido o pai e ela era como se fosse uma irmã pra mim. Ela era o tipo de pessoa que fazia tudo perfeitamente bem e sempre era elogiada por isso principalmente por meu pai, mas no fundo sabia que tinha algo errado, +
*vou à praia com meu amigo*
— Ah, cara! Tá muito quente! A gente tinha que escolher logo esse dia de cão pra vir à praia...
— Au au! São meus dias favoritos! — late o humilde cachorro areia, emergindo do solo.
Será que valeu a pena abdicar da intensidade inconsequente da adolescência para cumprir uma ordem moralizante de comportamento e viver remoendo a covardia de ter negado a potência da própria vida por medo do olhar do outro?