“Quando Deus quer julgar uma nação, Ele lhes dá governantes ímpios.”
— João Calvino
Impossível olhar pra este julgamento do STF e não ver as mãos de Deus julgando o nosso país. Nós merecemos de fato.
"Não há nada escondido que não venha a ser revelado nem oculto que não venha a ser conhecido. O que vocês disseram no escuro será ouvido à luz do dia; o que sussurraram nos ouvidos dentro de casa será proclamado dos telhados." (Lucas 12:2-3)
Pastores também são pecadores, mas Deus cobra uma integridade moral, ética e espiritual particular de quem se propõe a liderar uma igreja. Por isso, uma igreja precisa estar preparada para a possibilidade de remover do ministério quem não cumpre os qualificadores bíblicos.
Paulo exige que o pastor seja irrepreensível, sóbrio, sensato, respeitável, hospitaleiro, apto para ensinar, não dominado pelo dinheiro, pela ira ou pelo vinho, fiel à sua esposa e capaz de governar bem sua própria casa. Pedro acrescenta que ele deve pastorear de boa vontade, sem ganância, sem autoritarismo e sendo exemplo para o rebanho.
O pastor não vai conseguir ser impecável, porque ninguém consegue. Mas ele precisa possuir um caráter que não contradiga o evangelho que prega. Quando falha em ser o que seu ofício cobra, precisa ser removido imediatamente pelo bem daqueles que pastoreia.
Quando Paulo escreve aos Gálatas, seu foco não está nas ideologias, no paganismo, e na opressão política de Roma. Ele mira nos falsos mestres que estavam dentro das próprias igrejas, pervertendo o evangelho.
Os inimigos externos da igreja; sejam políticos, ideológicos ou religiosos, são reais e são perigosos. Mas os mais difíceis de identificar, e muitas vezes mais perigosos, são os que surgem dentro dela, até mesmo pregando e falando em nome de Cristo.
Adultério começa no coração. Se há verbalização não há questionamento. Não estamos falando de um membro sem ofício. Estamos falando de um homem ordenando ao presbiterato do rebanho de Cristo, a respeito dos quais as exigências são rígidas nas escrituras, quer para o exercício quer para o juízo. Quem advoga que é simplesmente pedir perdão e advertir não entendeu nada sobre presbitério, membresia e saúde eclesiástica. E isso explica muita coisa em relação ao estado atual da Igreja.