Deu-lhe as costas, naquele movimento enraivado. Mas, por cima do ombro, voltou a observá-lo ao canto dos olhos. ] Você é bom nisso. Só não fique convencido.
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[ útil? as palavras quase dançaram na ponta da língua rosada, percorrendo o sabor açucarado que seus lábios sempre portavam. Ele era útil? ao máximo ──────── e isso fazia com que sua irritação crescesse ainda mais. +
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com a imensidão acima. O astro rei surgia absoluto outra vez, quase tão quente quanto as bochechas rubras de Lola.
Irritadiça? Não via razão.]
Provei-me útil?
Quase como se o rapaz fosse maior e mais forte do que seus dotes. Em primeira instância, limpou a garganta discretamente. A língua estalou no céu da boca. Travessa ao máximo. ] É o que dizem. Sem uma tempestade, não existem espumas do mar. +
Uma coisa é fato. Meu cabelo continuaria lindo na chuva. Você adoraria ver.
[ exibiu uma piscadela, ainda que o tom denunciasse uma leve irritação. Era, de fato, como enxergar uma garoa serena. Nada irritava a prole do gigantesco zeus. ]
vinha da natureza.
O vento mudou de direção e as nuvens pesadas engoliram o sol.]
Irei poupar o seu cabelo. [Ribombou o primeiro trovão, comandado pela palma erguida. Correntes elétricas cortavam ciano dos olhos, explodindo ao passo que as primeiras gotas prenunciaram
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Ela sabia exatamente do que era capaz ────── mas adoraria a ideia de o esforço ser feito apenas para lhe provar. Estendeu o dedo com delicadeza e, ao recolher uma gota de chuva gélida, esboçou um sorriso mínimo. ]
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Acho que já sou útil o bastante por começar e terminar guerras. Diferente daqueles que apenas alimentam conflitos. Aliás, você saberia me dizer se vai chover? não sou fã de tempestades.
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