Foram quase dois meses de paralisação. Tempo para férias, descanso, preparação, correção de erros e implementação de novas ideias táticas. Em tese, mas na prática estamos vendo o Fluminense e o Zubeldia com os mesmos problemas de antes da Copa. Talvez até com mais dificuldades.
Após ser apontado como o "melhor futebol do país" em fevereiro/março, o nível despencou e a equipe não dá sinais de evolução. A situação se agrava quando observamos uma junção muito perigosa de fatores que podem colapsar o trabalho do argentino.
Queda técnica individual e coletiva + lesões + péssima leitura de jogo do treinador. Alguns velhos problemas se juntam a outros novos que obrigam a comissão técnica a ter que atacar em muitas frentes de recuperação. Isso num calendário como o que teremos a partir de agora pode ser inviável.
Diante do Grêmio, por exemplo, vimos muita coisa que levou ao empate contra o Bragantino. Falhas na marcação, péssimo meio de campo e poucos chutes no gol. Martinelli fez duas das suas piores partidas com a camisa do Fluminense desde que se tornou um titular absoluto. Hércules uma água. Acosta se esforçando para ser aquilo que ele não é, ruim.
Se a sua base técnica está tão mal, no coração do jogo, é inevitável você ter muitos problemas. O Fluminense tem uma posse de bola mansa, morosa, quase pedindo desculpas ao adversário por querer atrapalhar o seu dia. Pouca agressividade, verticalidade e poder de criação. Passes laterais que deixam o marcador em ótima situação de previsibilidade.
Quantas jogadas de linha de fundo fez o Fluminense? Onde está a profundidade? Laterais passando, criando, abrindo espaço... pontas limitados que criam pouco ou quase nada... é fácil marcar o Fluminense.
Quando conseguiu agredir foi na transição, com campo aberto, mas na hora da tomada de decisão... erros e mais erros. Ontem, tirando o pênalti, apenas dois chutes fracos no gol de um time que está perto de entrar no Z4.
A leitura de jogo do Zubeldia parece sempre ruim. Não havia sentido para Germán Cano entrar nas duas partidas. Não agregou em nada, até porque o jogo não pedia isso. Escalações e substituições feitas com base em hierarquia de elenco. Como técnico, o argentino precisa ajudar o time, mas na maioria das vezes demora a tomar decisões com o jogo rolando e, quando toma, tem errado com muita frequência.
O debate precisa ser além dos resultados. O Flu segue dando sinais preocupantes e não demonstra reação.
A pergunta que eu me faço neste momento é: o que realmente o Fluminense faz de bom? Em que hoje o Fluminense é muito bom? Creio que a reflexão de Zubeldia e sua turma deve começar a partir daí. Pelo menos enquanto há tempo.
Foto: Marina Garcia
@Fluzo298537@LeoWaber007@mbsmbs76@Victorg_Lessa com o canobbio o savarino iria jogar no meio campo, de 10. sem canobbio, ele vai pra ponta direita, diminuindo a capacidade dele e fazendo jogar cortando pro meio com a perna ruim. quem vai de 10 é o ganso, isso q o cara quis dizer.