A noticiada presença do procurador-geral da República no casamento do filho do magistrado que ele tenta blindar contra abertura de investigação, defendendo nulidade de relatório policial, é mais um motivo de suspeição que torna indefensável sua atuação no caso Master.
O corporativismo do Conselho Superior do Ministério Público Federal, que na sexta-feira (25/9) blindou o PGR por 5 votos a 4 contra abertura de apuração, deixou Paulo Gonet à vontade para confraternizar no sábado (26/9) com a família Moraes, sob a proteção amiga de Gilmar Mendes, o supremo influenciador que exaltou em rede social a decisão do CSMPF e o modo de agir de seu ex-sócio e afilhado político, notadamente à sua imagem e semelhança.
A amizade íntima entre o procurador-geral da República e Alexandre de Moraes - também organizador da degustação de charutos e whisky Macallan, na qual Gonet foi fotografado fumando à mesa com Daniel Vorcaro - turbina a desconfiança da sociedade em relação à sua capacidade de atuar com imparcialidade e independência.
O mesmo sistema que desmantelou uma força-tarefa anticorrupção com base em ilações sobre conteúdo não autenticado de mensagens entre magistrado e procurador roubadas por hackers não tem agora qualquer cerimônia em demonstrar e legitimar a intimidade presencial entre as partes envolvidas no mesmo processo.
Na República do Escambo, a casta do sistema tem uma ética própria de proteger-se acima de tudo e de todos, esfregando na cara dos demais cidadãos sua condição de pairar acima das regras impostas a eles em tribunais e órgãos de fiscalização e controle instrumentalizados por ela.
É uma afetação deliberada de poder por parte de quem se apossou das instituições brasileiras, em razão da covardia e do rabo preso de políticos da esquerda lulista, do velho tucanato e do Centrão bolsonarista, todos eles hoje fingindo, em campanha eleitoral, ter interesse em reformar o sistema de Justiça que ajudaram a desvirtuar.
O efeito dominó da ganância incontida resulta em regimes autoritários, onde a reação sistêmica contra quem ousa apontar meios indecentes de faturamento produz cada vez mais disfuncionalidade institucional, concentração de poder, intimidação, censura, retaliação e injustiça.
O Brasil continua aprisionado neste ciclo, no qual, a julgar pelas preferências do eleitorado, está fadado a permanecer por mais quatro anos, pelo menos.
Não por falta de aviso, os brasileiros seguirão tendo notícias, e pagando as contas, das festas nababescas da casta mais cínica de sua história.
Quem assiste notícias no Brasil e acha que o problema da Lava Jato é que não seguiu os procedimentos 100% corretos e que errou o CEP, é um completo idiota.
Neste momento tá o PGR opinando sobre a denúncia da PF que envolve.... o PGR.
👍
Flavio reconheceu ontem que recebeu dinheiro do Vorcaro por serviços jurídicos. No dia 1 de julho ele disse que só tinha falado com Vorcaro sobre o filme.
Esse é o candidato que cita a Biblia dizendo que a verdade nos libertará.
Só a renúncia dele à candidatura nos libertará do Bolsopetismo! Ainda dá tempo
O aspecto mais grave do escândalo do BM é o contrato de R$ 129 mi — dos quais R$ 80 mi já foram pagos — à esposa de Moraes em apenas 18 meses, seguido pela compra de milhões em imóveis.
Ninguém consegue explicar qualquer finalidade legítima para isso, mas ele permanece no STF.
Sejamos sinceros: A coisa chegou em um ponto em que todos os poderes já admitiram, através de suas atitudes concretas, que seu único objetivo é sentar lá e pensar sobre novas maneiras de concentrar poder e roubar. Não existe mais Estado. Ou o brasileiro vai pras ruas, ou já era.
O ministro Alexandre de Moraes é alérgico à honestidade intelectual.
Ele diz: "Não há nenhuma carreira pública com tantas vedações como a magistratura. Já começam as vedações constitucionais. O magistrado não pode fazer mais nada da vida."
Sim, e ganha mais de QUARENTA SALÁRIOS MÍNIMOS PRA ISSO.
Isso sem falar nas férias de 60 dias,
Isso sem falar na VENDA dessas férias de 60 dias,
Isso sem falar nos auxílios issoeaquilo,
Isso sem falar nos seguranças,
Isso sem falar nos motoristas,
Isso sem falar nos carros blindados,
Isso sem falar na mordomia dos tribunais,
Isso sem falar nas diárias no exterior,
Isso sem falar nas passagens aéreas pagas pelo tribunal,
Isso sem falar nas licenças,
Isso sem falar nas gratificações,
Diz aí que carreira pública que tem essa farra do boi, ministro.
Eu vou além e faço um desafio público ao ministro Alexandre: em qual país do mundo desenvolvido os juízes tem tantas regalias?
"E, como o magistrado só pode dar aulas e só pode dar palestras, passaram a demonizar palestras dadas por magistrados. Todas as carreiras podem ser sócio comercial, inclusive atuando, podem exercer em outros horários outras atividades. O magistrado, não."
'Ain, tão reclamando das minhas palestrinhas'
Ministro, o problema é que tem juiz da suprema corte virando palestrante enquanto o gabinete tá com processo até a tampa, o problema é que tem magistrado da suprema corte que vai palestrar em evendo de empresa com processo no STF.
Sabia que teve juiz do STF que até foi evento do Banco Master, ministro?
'Ain, mas eu não posso ser empresário"
Ministro, agora você vai se supreender: sabia que os familiares dos juízes não tem essa vedação e isso é usado para ganhar dinheiro?
Tem familiar de juiz com escritório de advocacia que ficou milionário, Moraes!
Termino dizendo o seguinte:
ESSE é o ministro Alexandre de Moraes.
Não tem nada de paladino da democracia.
Não tem nada de xerife do Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes é apenas mais um funcionário público com caráter patrimonialista e tendências autoritárias.
É o guarda da esquina com poderes supremos.
Fachin, presidente da corporação
Por Demetrio Magnoli
Folha de São Paulo
“Primeiro, Edson Fachin clamou aos céus pela ética e a transparência. Depois, deu um passo atrás, legitimando de antemão as estripulias de Dias Toffoli. No fim, rendeu-se sem combate a uma maioria oculta. O ministro escolheu a condição de presidente da corporação. Seu partido não é o direito, mas o STF.
O projeto do código de conduta nasceu das suspeitas que cercam as relações de Alexandre de Moraes e Toffoli com os negócios piramidais do Banco Master. Já de início, era uma tentativa de trocar investigações sobre os colegas por um elenco de regras éticas. Tratava-se de enterrar o presente na cova do futuro.
O passo seguinte foi a nota oficial embusteira destinada à dupla função de proteger Toffoli e cortar-lhe as asas (https://t.co/N6OjKfpRev). O colega ficaria a salvo de qualquer questionamento, com a condição de transferir o processo do Master à primeira instância. O intercâmbio já seria ruim o suficiente para a credibilidade do STF sem o texto arrogante que o envelopa.
Atribui-se a Luís 14 a proclamação de que "o Estado sou eu". Na sua nota, Fachin parafraseia o monarca ao sugerir que a democracia é o STF: "Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito".
Tradução: na opinião do presidente da corporação, a "democracia constitucional e o Estado de direito" convertem seus colegas juízes em figuras especiais, imunes ao escrutínio público. O célebre contrato da esposa de Moraes e as aventuras de Toffoli no país das maravilhas do Master tornam-se temas proibidos. Tabu.
Os antigos comunistas cultivavam o hábito de invocar a História (com maiúscula) para encerrar debates incômodos. Fachin os imita, evocando uma "história implacável" contra "aqueles que tentam destruir instituições", ou seja, os insatisfeitos com o silêncio da dupla de ministros. Por algum motivo estranho, o ministro das sentenças pomposas imagina cavalgar o corcel da História.
Há mais de cem anos, Trotsky anunciou a ditadura bolchevique ao condenar os mencheviques à "lata de lixo da História". Fachin assinou sua capitulação ao insinuar que a proverbial lixeira é o destino do tal código de conduta. Nas suas palavras, em entrevista ao Estadão: "Sendo necessárias, as regras são viáveis? Eu tenho colegas que entendem que são necessárias, mas que o momento não é agora, por ser ano eleitoral. Reconheço que esse argumento é sólido". Tradução: sólido é o que interessa aos juízes da corporação.
Da gloriosa investida de Fachin, sobra apenas o acordo destinado a preservar os segredos da dupla de colegas do presidente. O STF remeteria a papelada à instância inferior, desistindo da artimanha de impor sua jurisdição sobre o escândalo do Master. Contudo, mesmo essa saída providencial segue pendente de conchavos internos. Motivo: Toffoli resiste à hipótese de eliminação do manto do segredo judicial máximo com o qual recobriu os parceiros políticos de Vorcaro.
A regra da colegialidade tem o propósito de cotejar publicamente as opiniões dos juízes supremos. Fachin, porém, a interpreta como instrumento de conluios ocultos destinados a produzir consensos corporativos. Por isso, não submeterá suas propostas ao voto dos ministros. O STF fecha-se na sua caverna.”
"São várias investigações de grande envergadura convergindo e tocando personagens centrais no poder brasileiro. INSS, Banco Master, emendas. Todas as vezes que aconteceu isso teve um grande acordo de acomodação”, diz senador Alessandro Vieira (MDB-SE). #Estúdioi
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@sportv Explica pro nosso comentarista lá que o gremio é sistematicamente roubado, e ano passado perdeu com um ESCÂNDALO, o título do campeonato brasileiro!! É uma vergonha esse comentário!
@giovanigrizotti Olha para as vendas casadas e negativas de crédito nas agências bancárias de CEF, BB e Banrisul. Volume altíssimo de relatos de todos os tipos de absurdo. O Crédito não está chegando em quem deveria receber.
Se tem algo que a História ensina é que presidente sem responsabilidade fiscal é irresponsável com uma classe especial de seres humanos: os mais pobres.
São os mais pobres as maiores vítimas da inflação descontrolada, do dólar alto e dos juros impagáveis. Não é a Faria Lima.
Que o bolsonarismo seja para sempre lembrado pelo que estamos vendo nesse momento:
Um movimento autoritário e populista, que parasita explorando a mentira, reacionário e revolucionário, liderado por uma figura caricata, covarde e mimada, intelectualmente limitada e imoral.
Em defesa da liberdade!
(menos a de ir e vir)
Pela democracia!
(mas só quando o meu candidato vence)
Pela ordem!
(e o direito de dar porrada por aí)
Pelos bons costumes!
(e o direito de tacar fogo nas estradas)
Contra a fraude!
(em defesa do golpe)
Curioso como aquele pessoal do "critico quando erra e elogio quando acerta" de uns tempos pra cá critica única e exclusivamente um governo que acabou há anos
É incrível como certos ideais se movem ao sabor das pesquisas de opinião e são sazonais como as eleições
É incrível como o conceito de "liberdade de expressão" é completamente distorcido pra defender absurdos
Inflar narrativas usando robôs na rede social não é liberdade de expressão
Ameaçar alguém não é liberdade de expressão
Espalhar notícias falsas não é liberdade de expressão