Lembrai-vos, ó puríssimo esposo da Virgem Maria, meu doce protetor, São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa proteção e implorado vosso socorro sem ter sido consolado.
Com esta confiança, venho à vossa presença e a vós me recomendo com fervor. Não desprezeis as minhas súplicas, ó pai adotivo do Redentor, mas acolhei-as favoravelmente e dignai-vos atendê-las.
Amém.
A Virgem Santíssima em trajes simples, diante de uma força inconcebível que exige dela o impossível.
Longe de pedestais artificiais, a simplicidade de Maria revela a estatura gigante de quem estava disposta e pronta para dizer sim ao Altíssimo.
Na pintura de Tanner não tem auréola de ouro reluzente, nem asas pomposas ou pose teatral. O que tá ali é uma lâmina de luz pura invadindo o quarto e a Virgem compenetrada no canto da cama, assimilando o chamado que mudaria o destino da humanidade.
A doidera dessa obra é a recusa do espetáculo cenográfico. Tanner tira o excesso barroco que o pessoal tá habituado e joga o mistério da Encarnação na sua dimensão mais concreta.
O sagrado não precisa de maquiagem nem de pompa terrena para nos esmagar. A divindade se manifesta no contraste definitivo: a carne e o osso de uma mulher perfeita na fé, incumbida de sustentar no próprio ventre o Criador do cosmos.
O mal senta no trono reservado à Providência vestindo as cores litúrgicas da Igreja e usando uma moeda de ouro como se fosse a Eucaristia.
O diabo mais perigoso nunca vem com chifres ou rabo pontudo, ele vem com rosto bochechudo, sorriso amigável e uma tese bonitinha pautada no seu próprio bem.
A doidera é que todo mundo olha para a figura de carmesim e verde e acha simpática. O sujeito tá lá, corado, parecendo um burocrata bem alimentado num trono suspenso nas nuvens. Mas a sacanagem tá nos detalhes que o pessoal finge não ver.
Na pintura de Ludwik as asas não têm penas, são de morcego, esticadas no espaço num deboche direto ao Sagrado. O cajado dourado na mão esquerda não carrega nenhuma cruz. E na mão direita vem a profanação definitiva: ele segura a moeda exatamente na posição em que o sacerdote eleva o Corpo de Cristo. É a comunhão da ganância.
Aos pés desse trono de ouro, uma trilha de moedas cerca crânios usando coroas de reis, elmos de cavaleiros e cartolas de banqueiros. Reis, soldados e magnatas passaram a vida inteira sendo baba-ovo do mesmo senhor pensando que mandavam em algo. A morte nivelou todos no chão, enquanto o tirano de rosto jovem e confiável continuou no topo.
Toda tirania humana começa assim, prometendo ordem e entregando a profanação da fé e da dignidade.
A classe política enche a boca para falar de soberania, mas terceiriza todos os dados do país para servidores na Califórnia e chora as pitangas quando toma tarifa no lombo. É uma doidera.
Enquanto as potências globais travam guerras por capacidade computacional, inteligência artificial e semicondutores, a gente se limita a apagar incêndio com crédito emergencial para amortecer sanção estrangeira.
O Brasil não sofre por falta de recursos ou de talento. O nosso drama real é uma miopia cívica grotesca: trocamos um projeto de Nação de longo prazo por uma disputa mesquinha de síndicos que enxergam o Estado como mero caixa eletrônico para aliviar o baque da vez.
Soberania de verdade não nasce em palanque eleitoral, pacote de socorro financeiro nem populismo tributário.
Exige um Estado forte, unitário e planejado para décadas (e não para quatro anos), focado em fundições estatais de chips, supercomputadores e reindustrialização pesada.
Quem só consegue reagir ao estrago imediato pensando na próxima eleição já aceitou o papel de colônia. O resto é pura encenação de baba-ovo geopolítico.
Hoje reafirmamos o nosso compromisso com a soberania do Brasil e com os produtores brasileiros. Assinei e encaminhei uma Medida Provisória ao Congresso Nacional para ampliar o Plano Brasil Soberano. Também sancionei a Lei que criou as linhas de financiamento deste Plano.
Nosso objetivo é dar suporte e garantir crédito às empresas afetadas pelas injustas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, por conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio mundial. São R$ 18,5 bilhões em crédito, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES.
Ao mesmo tempo, seguiremos na mesa de negociação. Propusemos a mesa, fui pessoalmente aos EUA, e nossos ministros fizeram várias tentativas de dialogar. Mesmo não encontrando reciprocidade na conversa, seguimos e seguiremos negociando.
Seguiremos, também, ampliando nossas parcerias. Buscando novos mercados. E dialogando com todo mundo que desejar negociar com o Brasil. Desde 2023 estamos batendo recorde na balança comercial e cada vez mais abrindo novos espaços para as empresas do país. Há 25 anos esperávamos o acordo entre Mercosul e União Europeia e ele saiu, porque os países precisam dar exemplo a quem é contra o multilateralismo. É assim que o Brasil vai fazer. Negociar com quem quer negociar. Vender e comprar de quem quer vender e comprar.
📸@ricardostuckert
Eu conhecia a história por trás de Jeremias 29.11, mas certas verdades só assentam na cabeça quando a vida obriga a parar. Tô doente e encarando aquela realidade incômoda de que as coisas não vão se resolver no meu tempo.
Fiquei pensando nessa passagem e no peso real que ela tem. A promessa dos projetos de paz e futuro não foi feita como um passe livre contra a dor ou uma garantia de alívio imediato.
Aquele recado nasceu no cativeiro da Babilônia, para um povo que enfrentou setenta anos de exílio. Muita gente nem viu a libertação chegar em vida.
A paz que Deus oferece ali não é a interrupção imediata do desconforto. É a garantia de que a Providência continua governando cada detalhe da história, mesmo quando o corpo tá fraco e o tempo parece arrastado.
Entender isso não cura a doença, mas me lembra de ter humildade e parar de exigir que Deus siga o meu relógio.
«A salvação não pertence aos mornos. O Céu é conquistado por aqueles que recusam a mediocridade do mundo.»
Feitos de eternidade, tomamos o Reino pela força.
«O que é um coração misericordioso? É o fogo que arde por toda a criação: homens, pássaros e até demônios.» Santo Isaac, o Sírio.
Mortais pequenos, portando um oceano indomável.
meu sogro é padre ortodoxo e me deu um komboskini de presente.
como romano, qual o consenso de vcs sobre usar devocionais orientais? enriquecimento espiritual ou o tribunal da inquisição do tt vai me excomungar?
alguém aqui também usa na rotina?
@luludostoievski concordo, mas qi é só mede decoreba acadêmica. se for pra ter filtro, tinha que ser um teste de virtudes e lei natural. se a pessoa não entende o básico de família e tradição, não devia estar votando