@LucasFelype14@TNTFortalezaEC Se tu parar pra assistir aos jogos do Náutico vai entender o motivo desse otimismo. O time é bem treinado, tem um coletivo forte e joga pra amassar o adversário. Isso não significa que vai ganhar sempre.
Falta qualidade, óbvio. Se fizer uma boa janela, briga em cima até o final.
Nem todo torcedor vai conseguir “relevar” derrotas como a de hoje.
Mas só estamos onde estamos na tabela pelo modelo de jogo – que continua sendo elogiável e um dos + interessantes dessa Série B.
São apenas detalhes que nos separam de algumas vitórias, e acho isso positivo.
A verdade é que um time com a capacidade financeira do Náutico só vai conseguir praticar bom futebol se for no limite. E isso envolve riscos.
Muitas vezes vai ser suficiente p/ vencer, outras não.
Tá claro que, com reforços pontuais, a tendência é continuarmos brigando no topo.
Sem poder de definição, a conta do Náutico não fecha. Em jogos contra adversários mais capazes, a situação fica muito no limite. Ainda que o gol do Fortaleza tenha sido acidental, havia espaço para contra-ataques desde o começo. O risco estava ali.
O placar é injusto? Possivelmente. Assim como o do São Bernardo e, para alguns, o do Sport... mas quando o roteiro vai se repetindo, deixa de ser exceção, certo?
Hoje, só a torcida do Náutico desconfia do time mais que qualquer outra.
Dois times que a gente dominou do primeiro ao último minuto.
Se não cair na pilha, entender que não vai ganhar todo jogo e fizer uma boa janela, temos tudo pra subir.
@FredFigueiroa Na análise fria, Fred, concordo totalmente. E é exatamente esse tipo de avaliação que precisa ser feita sobre o Náutico nessa Série B – dessa vez, sem levar em conta o peso do clássico.
O campeonato é muito longo e o estilo de jogo tende a funcionar na maioria das partidas.
Li e vi muitas análises do clássico de ontem. E percebi, a partir do ângulo do Náutico, uma considerável divergência de visões. Do "jogou bem" ao "jogou mal", do "dominou" ao "pipocou". Do "perdemos muita chances" ao "não conseguimos criar".
Na minha análise, o Náutico fez um jogo totalmente dentro da sua característica. O que não significa que sempre dará certo, será eficiente ou terá o adversário envolvido. O Náutico tentou, o tempo inteiro, fazer o seu jogo. Foi corajoso e confiante na sua proposta.
Mas os jogos recentes talvez tenham dado a falsa sensação de que isso basta. América e Cuiabá não têm basicamente nenhuma capacidade de responder ao estilo de jogo do Náutico. Encurralados, eles lutam pela sobrevivência apenas.
Talvez esteja faltando a uma parte da torcida do Náutico compreender o adversário. O Sport tem uma capacidade de definição de jogadas muito grande. É o melhor da Série B nesta característica. Qualquer espaço cedido na intermediária pode se transformar em uma chance na cara do gol. E ter um time com essa capacidade, do outro lado, tira do Náutico o imaginário "controle da situação".
No jogo do Operário - que o Náutico virou e goleou por 6x2 - houve um recorte que poderia ter sofrido o 2x0. É um risco que o time alvirrubro corre todo jogo contra times mais qualificados.
E ontem correu muito esse risco. O 2º tempo do Náutico foi um "all in" muito grande. Encurralou o Sport, mas ao mesmo tempo estava com o último zagueiro no círculo central. Qualquer contra-ataque tinha potencial destrutivo. E isso com um tempo inteiro ainda para ser jogado. Antes do 2º gol, o Sport desperdiçou uma descida de 4 contra 2. Já tinha tido duas tentativas de lançamento de Barletta que foram cortadas.
Particularmente, acho que o Náutico abriu demais a possibilidade de levar 2x0. E, na balança, o 2x0 esteve sempre mais perto que o 1x1. O time alvirrubro dominou a intermediária do Sport, mas não conseguiu criar chances efetivas. Não sei se aqueles primeiros 25 minutos do 2º tempo podem ser conectados ao volume contra o São Bernardo.
Debatemos no @Podcast45 se o Náutico extrapolou o limite no 2º tempo. Chegamos a uma conclusão geral que foi corajoso e que fez o que deveria ter sido feito pelas próprias características do time. Mas, particularmente, acho que poderia ter ido "dosando" a maior pressão, sem uma exposição quase radical.
Mas, ok, futebol é uma grande aposta. Se daquele volume todo sai rapidamente o 1x1, a gente poderia estar analisando aqui uma virada contundente do Náutico. No entanto, analisando a "vida real", faltou qualidade técnica para construir uma jogada diferente, encontrar espaço e criar uma finalização "limpa".
E talvez esse "teto técnico" apareça outras vezes na sequência de maior exigência que começou ontem na Ilha. Minha sensação é que o Náutico precisa trazer esse seu "teto técnico" - inclusive com escassez de opções no 2º tempo - para a conta do seu próprio estilo de jogo. E passar a calcular o risco levando em conta que, em um nível mais alto de jogos, pode não ter peças tão decisivas assim.
E, sem essas peças, a construção de uma vitória - ou mesmo trabalhar para empatar quando preciso - talvez precise de outros caminhos.
O risco do Náutico ontem foi calculado. Sempre é. Mas neste corredor polonês talvez seja necessário recalcular o peso técnico de alguns dos seus jogadores.
O resultado de hoje é aquele mesmo papo de toda a temporada.
Em bola jogada, o Náutico foi muito bem. Só que futebol não é só isso. Thiago Couto fez grande partida e o Sport foi mais eficiente.
Mas para o decorrer do campeonato, esse jogo só mostra que estamos no caminho certo.
Que jogo espetacular. Que negócio fantástico!!!!
279 jogos que Djokovic abriu 2-0 em Grand Slam. Só perdeu um. Esse é só o sétimo que vai pro quinto set.
JOÃO FONSECA!!!
Eu assisto tênis há muitos anos, e definitivamente não lembro de ter visto Djokovic perder um jogo em Grand Slam depois de estar vencendo por 2x0. O normal sempre foi ele fazer o contrário, na verdade.
João Fonseca foi lá e conseguiu esse feito.
Inacreditável. Espetacular.
O Náutico PRECISA fazer uma graça lá na Ilha no sábado.
Volta pra liderança do campeonato e deixa o Sport em crise por 10 dias.
Fim de semana perfeito.
Sabado tem clássico, um jogo complicado, talvez o mais difícil até aqui na Serie B.
Se perde, entra em crise e depois passa 10 dias sem jogar.
Se ganha, vira a pagina da eliminação.
A pergunta que fica é, vai ter competência pra ganhar de um adversário em casa que tem um estilo de jogo que expõe as fraquezas do Sport?
Assim como CRB, que era pedra cantada, o Náutico vai jogar pra cima e explorar as maiores dificuldades do Sport.