PhD e Professor de Filosofia e Ciências da Religião no Reino Unido. Love my family, Theology, Politics and Economics... (and I do not endorse all retweets)
Tostão em sua coluna na Folha:
“Receio que no futuro, a história conte que havia um país do futebol que tinha um rei, Pelé, e um grande número de craques fenomenais que jogavam o futebol bonito, espetacular e eficiente.
O mundo parava para ver o Brasil jogar.
Porém, por conta da desorganização, ganância, incompetência, corrupção, dos otimistas prepotentes, da globalização e da evolução dos outros países, o futebol brasileiro tornou-se igual a tantos outros e abaixo das principais potências.
É preciso reagir. O futuro não é destino, futuro é o que será construído.”
Se fosse um país, o estado de São Paulo teria uma economia maior que a da Argentina. Mas nem sempre foi assim. Até meados do século 19, São Paulo era uma província sem grande relevância econômica, política ou demográfica: https://t.co/zSSLXF8mJf
#ArquivoBBC
The US economy is now dependent on AI spending:
AI investment now accounts for more than 25% of US GDP growth, the largest contribution on record.
This includes spending on software, IT equipment, R&D, and data centers.
In other words, for every $4 of US economic growth today, over $1 is coming from AI investment.
This comes as AI spending is up to a record ~8% of US GDP.
By comparison, spending on IT equipment, software, and R&D peaked at ~6.5% of GDP during the 2000 Dot-Com bubble.
US economic growth is now all about AI.
E lá vamos nós para mais uma aposta...
Olha, Tony, sinceramente, acho curioso esses conceitos aleatórios de calote, como o seu, que aparecem nos debates públicos. Mas apostaria fácil com você nos seus próprios termos do que significa calote.
Antes, para ajudar as pessoas a entenderem melhor: na primeira camada, a do calote como risco do Estado não pagar dívida na própria moeda, parece que você e quase todo mundo já tem acordo, certo? Operacionalmente impossível o default involuntário. É meio óbvio, o mínimo do mínimo, mas é preciso dizer claramente para as pessoas.
Aí entra a segunda camada, extremamente imprecisa: "calote via inflação". O que seria exatamente isso?
Forçando muito, muito mesmo, seria tolerável assumir como a situação em que a inflação fica acima do rendimento nominal do título. Retorno real negativo. Mesmo aí o contrato é pago integralmente, em reais, então de inadimplência não tem nada, mas vá lá, aceito jogar no seu campo e topo essa definição.
Só que veja o que a sua definição exige na prática. As LTNs hoje pagam por volta de 14% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses roda 4,6% e o Focus projeta algo como 4,9% para 2026. Ou seja, o seu "calote de fato vai ocorrer" precisa de uma inflação equivalente ao TRIPLO da corrente, patamar que o Brasil não vê desde 1995. É essa a sua projeção? Se for, ótimo: aposto com você, nos mesmos 5 pra 1, que a inflação dos próximos 12 meses não supera a taxa das LTNs vendidas hoje. Topa?
E tem mais um detalhe. O seu calote inflacionário é impossível por construção na NTN-B, que paga IPCA mais juro real, e não funciona na LFT, já que a Selic acompanha a inflação, é a função de reação do próprio BC que você conhece bem. Sobra a fatia prefixada do estoque, e só até o vencimento. Então o "calote via inflação" se resume a isto: a possibilidade de uma fração da dívida ter, temporariamente, retorno real abaixo do esperado. Isso tem nome, e não é calote. É o risco que quem trava juro nominal aceita por escolha própria, num mercado em que o próprio Tesouro vende a proteção completa no mesmo balcão.
Por fim, você poderia tornar ainda mais impreciso e freestyle o seu conceito de calote, falando que é quando o ganho vem abaixo do esperado para o investidor, ou que ele teve um custo de oportunidade ao pegar uma LTN em vez de ficar em LFT ou NTN-B. Mas aí, olha que loucura: teria que concluir que o cara que compra ações de uma empresa esperando um rendimento real de X em determinado prazo e ganhou menos que isso tomou calote. E olha que o caso da LTN é ainda pior para esse conceito: ali existe contrato, e ele é cumprido ao pé da letra. Na ação não há promessa nenhuma, e mesmo assim ninguém sai por aí chamando frustração de expectativa de calote.
Eurostar has ordered trains that can operate in 55C heat as it prepares for the prospect of Saudi-style summers in the UK and parts of Europe by the middle of the century.
https://t.co/dLvMBmOZFY
Depois que a Noruega eliminou o Brasil, os brasileiros estão em choque ao descobrir que o Haalland faz basicamente o que o trabalho dele exige: treina seríssimo, tem uma vida regrada em alimentação e sono e vive sem ostentação de forma simples, focado em melhorar fisicamente e taticamente.
Ou seja, ele é um atleta.
No Brasil, jogador de futebol virou sinônimo de putaria, farra e excesso. Mas, em qualquer esporte no mundo todo, os profissionais de alto padrão tem uma vida extremamente regrada e voltada para resultados.
🔴 VEJA: Seis pessoas da mesma família são investigadas por manter uma idosa de 62 anos em situação de trabalho análogo à escravidão no Ceará, em condomínio de luxo do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
O Brasil não perdeu a Copa por causa do ciclo de Ancelotti ou de uma "falta de identidade".
A derrota para a Noruega é uma chance de ver a realidade.
Enquanto o mundo se globalizou e transformou a formação do jogador em ciência, o Brasil continuou acreditando que naturalmente é "o país do futebol".
Precisamos nos libertar da confusão de improviso com planejamento. E principalmente: criar uma identidade que nunca existiu na prática enquanto método e sempre foi consequência de um país que ficou no passado.
Para refletir, no @geglobo 👇https://t.co/oJMtIkWtif
A economista que tenta entender a insatisfação dos brasileiros sob Lula: 'Redes sociais criam desejos de consumo para além do crescimento da renda' https://t.co/5hK3WGrOFT
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 era, infelizmente, mais do que previsível. Tudo caminhava para esse desfecho. Não apenas pelo desempenho medíocre da equipe, muito distante da seleção que povoa a memória afetiva rodriguiana de tantos brasileiros, mas também por todas as evidências que estavam escancaradas desde o início desse ciclo.
Falta talento a esta geração, e a culpa nem é dela. O futebol brasileiro alijou e sabotou jovens sistematicamente, tentando espelhar um modus operandi europeu porque, claro, somos vira-latas. O Vini Jr., coitado, é a andorinha que não faz verão.
O treinador, apesar do currículo vitorioso, parecia muito mais preocupado em fazer publicidade e agradar patrocinadores do que em formar uma equipe de verdade. E, acima de tudo, havia a insistência em convocar um ex-atleta em atividade, hoje muito mais reconhecido por sua carreira no Instagram.
Neymar é uma das piores coisas que aconteceu para o futebol brasileiro nos últimos vinte anos. E olha que passamos por crises bem severas nesse período. Não consigo imaginar um norte pior para tantos jovens. Neymar é o símbolo de uma era que transformou dinheiro e ostentação em virtude. O talento que o popularizou ficou em último plano. “Exxxquece!”
Quem desfila há tempos é o homem de 34 anos que age como um menino (menino!) de 14, que provoca, humilha ou menospreza adversários, que agride companheiros de equipe, que xinga árbitros e que se acha maior do que as instituições que representa. Até porque, para alguns bajuladores, que medem grandeza por seguidores no TikTok, ele é.
Sonhávamos com um hexa e faturamos um diferente: seis Copas do Mundo consecutivas sem conquistar o título. Quando esta Copa acabar, estaremos atrás não só da Noruega (um país com oito meses de inverno e do tamanho do Maranhão), mas também de argentinos, mexicanos, colombianos e, em certa média, até de cabo-verdianos.
Sim, meus amigos. No futebol, o Brasil regrediu. O Brasil se apequenou. Encolheu-se diante de indivíduos, de marketing, do dinheiro e, por fim, diante de um influencer.
Mais um.
Aliás, já jogaram no Tigrinho hoje? O pai tá on!
(Som de risada idiota de pai de família que sofre de síndrome de Peter Pan…)
NEW: The Times has established that Nigel Farage and his partner own at least five homes spanning Surrey, Essex and Kent.
All but one were bought with cash since 2000. Farage described himself as "skint" in 2017.
https://t.co/dwVOv9TQvs
The irony in this story is overwhelming.
The guy fled China in 2014 because he faced prison for fraud and corruption. No-one believed China, despite them issuing an Interpol Red Notice for his arrest. Western media and US officials universally presented him as a brave dissident unfairly harassed by the "CCP" in a "politically motivated" way (https://t.co/z0vpZvYDrT) because he was fighting corruption (see this VOA story for instance: https://t.co/0rC47K7QDM), a complete inversion of reality.
Steve Bannon even started a nonprofit with him called the "Rule of Law Society." The irony writes itself.
Long story short and true to form, Miles Guo used his "dissident" credibility in the US to - guess what - defraud Americans of $1 billion.
And here we are, 12 years afterwards, with US courts essentially concluding "yeah no, he is actually a crook, our bad."
Which makes it probably the most expensive fact-check in history: $1 billion of damage to verify what an Interpol Red Notice said a decade ago.
I know I'll sound like a broken record but this is yet another fantastic illustration that the kneejerk anti-China bias in Western media is actively harmful. When China says "careful, that guy is a dangerous crook" maybe, just maybe, it's worth checking before branding him with a heroic "dissident" narrative that he can then use to rob your people's life savings... Just a thought 🤷