nenhuma seleção do mundo viraria esse jogo. nem a própria argentina. a questão é que o cidadão lá lembrou que ia se aposentar perdendo pênalti e resolveu reencarnar o demônio. só mesmo tendo um messi no time pra conseguir a remontada que conseguiram hoje. cidadão é assombroso
Antigamente, um jogador CAMPEÃO DO MUNDO era crucificado pela mídia e opinião pública por, por exemplo, ser displicente e ajeitar o meião numa partida de Copa do Mundo.
Hoje é essa putaria de ‘forças guerreiro’, ‘Deus vai te honrar’ e os caralho.
Tem que expurgar da seleção!
🚨🇧🇷 Bruno Guimarães se pronuncia após eliminação do Brasil na Copa do Mundo:
“Já escrevi e apaguei tantas e tantas vezes que já perdi as contas.”
“O futebol, que me deu tudo o que eu tenho, está sendo o responsável por me fazer sentir a pior dor dos meus 28 anos de vida.”
“Perder o pênalti e ser eliminado nas oitavas de final é duro, é sofrido, dói muito, mas será mais um obstáculo para superar.”
“Deus sabe de tudo.”
“Obrigado pela oportunidade, Jesus.”
O neopentecostalismo futebolístico tem que acabar. O filho da puta perde o caralho de um pênalti numa porra de uma eliminatória de copa do mundo diante de um goleiro desempregado que atuava num time que está quase sendo rebaixado no cu da Espanha e vem glorificar ao senhor.
Vai se fuder doidão, bagre desgraçado
👏🏴 SENSACIONAL! Jogadores e torcedores da Inglaterra cantando juntos "Wonderwall", do Oasis, após a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo.
🎥 @CazeTVOficial
Sou fã do projeto da CazeTV. Não sou o público alvo, mas admiro como eles democratizaram o acesso a diversas competições, criaram uma comunidade e fomentam o esporte olimpico.
E acho que eles erraram feio em como vinham promovendo as apostas esportivas na Copa.
Porque é possivel admirar um projeto, algo, alguém, e mesmo assim reconhecer suas falhas. Infelizmente, boa parte da comunidade da CazeTV não entendeu. E seria importante a própria Cazé, ou o indivíduo Casimiro, explicar.
É óbvio que a forma como a Cazé promoveu as casas de aposta passou o limite do aceitável, enquanto o país vive uma epidemia de ludopatia.
Todos os veículos divulgam bets, é verdade, mas ninguém usa os talentos para fazer um call to action tão incisivo, que agora o Ministério da Justiça vai dizer se ultrapassa a linha do que é legal.
Diversos veículos de comunicação são bancados, direta ou indiretamente, por bets. E sempre entendi que o grande problema disso estava no uso do conteúdo para promover bets. Explico:
O site xis ganha dinheiro como afiliado quando o João, lendo uma matéria sobre Copa, lê que o jogador Y de machucou, clica no banner e resolve apostar no time oposto.
Isso já é grave. Agora pense que o jornalista que tá escrevendo o texto escrevesse: o jogador machucou, isso torna muito mais provável que o outro time ganhe, clica no banner e aposta, vai, aposta.
É exatamente isso que faz (ou fazia) a Cazé. Ela usava jornalistas para sugerir apostas que, se dessem ruim (e a casa SEMPRE ganha), muito provavelmente renderiam dinheiro para a própria Cazé, já que o QRCode é trackeado (a casa de aposta reconhece quem a promoveu e remunera esse promotor).
Então a Caze usava seus talentos (e não somente a exposição que tem) para incentivar (via call to action) a aposta, ganhando com isso. E fazia isso de forma obviamente desonesta, porque em nenhum momento os talentos diziam que a odd sugerida era ruim ("olha, é baixa a chance de isso acontecer, por causa disso, disso e disso").
Isso expõe o público, maioritariamente jovem, expõe a marca e submete os talentos a usa situação obviamente antiética.
Tudo errado.
Que bom que pararam. Agora, que se discuta se deve haver punição.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.