Levei minha filha na Parada LGBTQIA+
Não foi nada difícil explicar para ela que pessoas se amam.
Difícil é explicar que elas ainda precisam protestar, porque tem pessoas que são contra elas amarem quem amam.
Quando casei com Malu 13 anos atrás, pessoas próximas me diziam: você vai acabar com a sua carreira. Eu escolhi pagar para ver. Segui minha caminhada de peito aberto, sob a luz do sol, sem esconder de ninguém o nosso amor. E foi dele que nasceu uma família linda: juntas, temos 3 filhas. E Malu adotou com o coração meus 2 filhos mais velhos. Somos uma família LGBTQIAPN+. Temos muito orgulho disso.
E hoje é dia de celebrar o orgulho com ainda mais altivez. Mesmo com a saída de grandes empresas do patrocínio da Parada, ela está acontecendo. Mesmo com os vereadores de São Paulo querendo taxar nossas famílias de “inapropriadas” e dizendo que crianças e adolescentes não podem frequentar o evento, em mais um ato de violência e discriminação com nossa comunidade, nós estamos de pé. De pé e com a cabeça erguida para seguir lutando e impedindo retrocessos.
Aqui ninguém voltará para o armário. Aqui ninguém se cala. Aqui é dia de luta e de orgulho. Axé, minha comunidade. 🏳️🌈🏳️⚧️❤️
Família Mercury Verçosa
e depois de anos de terapia, de processo de autoestima e de finalmente me cercar apenas de pessoas que me amam e que eu confio. redescubro que posso sim encontrar e doar, afeto e muito acolhimento em conversas profundas até tarde da noite.
se um dia eu morrer por qualquer motivo que seja, por favor, contem pra minha psicóloga. imagina ela lá em chique chique Bahia simplesmente achando que eu tô dando vácuo e desistindo da terapia