Ela mudou a vida dela e da família ainda criança, abriu/abre mão da própria juventude, pq vive a disciplina de ser uma atleta de alto rendimento mundial. Nada mais justo ela se sentir livre pra ser quem ela é, e principalmente amar quem ela quer amar, vc é orgulho Rayssa Leal ❤️
Sobre Loquinha e o Male gaze na direção
#loquinha#Tresgraças#analises
Eu acho que encontrei finalmente como descrever o que senti com as cenas de Loquinha desde que a Naina deixou de dirigir. “Censura”, “incômodo” ou “mau encadeamento” não são as palavras mais adequadas. Na verdade, é algo que pode ser descrito como MALE GAZE ( olhar masculino).
A Naina tinha uma sensibilidade sáfica na forma como mostrava a beleza das meninas. Ela incentivava o toque físico, construía o casal através de uma sensibilidade feminina, com muito afeto, gestos, beijos. Agora tudo acabo abruptamente.
Muitas vezes achamos que o male gaze está só na objetificação das mulheres, mas ele também aparece na negação da existência delas, no foco nos homens e nas vivências deles (olha como, em Vileo, só o Léo anda em destaque ultimamente).
Essa indiferença em relação às vivências femininas se sente nas cenas.
Não precisa para o Globo censurar explicitamente, não é preciso um decreto dizendo “a partir de agora, censuramos Loquinha”. Basta colocar um diretor homem cis hetero que não enxerga a beleza de um relacionamento sáfico. E pronto.
Ele não vai incentivar essas trocas de carinho porque não vê o valor nisso, e a direção fica mais técnica, mais fria.
É isso que, pra mim, está acontecendo. Essa é a minha leitura, de fora e muito longe do set, baseada no encadeamento e nessa sensação de frieza que agora sentimos nas cenas que antes eram muito mais quentes.
Male gaze é real. E por isso histórias sáficas precisam ser contadas por mulheres sáficas, ou pelo menos por pessoas da comunidade 🏳️🌈 🏳️⚧️ que tenham vivências e socialização feminina