A Revolução Constitucionalista de 1932, além dos que historicamente sempre tiveram suas participações registradas, também foi feita por quem a história oficial, em vez de registrar, apagou.
Em julho daquele ano, São Paulo se levantou contra um governo que havia fechado o Congresso, cassado a Constituição e passado a governar por decretos. A exigência era simples e urgente: uma nova Constituição, eleições e o retorno à legalidade.
Mais de 72 mil mulheres sustentaram o movimento. Costuraram 450 mil peças de fardamento, abriram hospitais de campanha e trabalharam nas fábricas de guerra. Algumas foram além. Maria José Bezerra, conhecida como Maria Soldado, alistou-se passando por homem e foi para a linha de frente. Só foi descoberta depois de ser ferida em combate.
A presença negra também foi imensa e igualmente apagada. A Legião Negra reuniu cerca de dois mil combatentes em batalhão próprio, mas havia mais de dez mil pessoas negras entre as forças paulistas, quase um quarto do contingente. Palimercio de Rezende, um dos principais comandantes da revolução, era negro. A maioria desses nomes nunca entrou nos livros.
São Paulo perdeu a guerra. Mas, mesmo derrotado militarmente, o levante deixou uma pressão política que Vargas não conseguiu ignorar. Uma Assembleia Constituinte foi convocada, e a Constituição de 1934 consolidou o voto feminino e a Justiça Eleitoral.
Carlota Pereira de Queirós, que organizou 700 mulheres para cuidar dos feridos durante o conflito, tornou-se a primeira deputada federal da história do Brasil.
Quando me formei em História, aprendi que a memória não se constrói sozinha. Parte do nosso trabalho é devolver protagonismo a quem foi apagado, reconhecendo a força da sociedade civil.
Esse mesmo espírito aguerrido paulista, que mobilizou o país em defesa da democracia e da ordem constitucional, é o que se faz necessário diante dos desafios do nosso tempo.
Hoje, o pioneirismo de São Paulo precisa se voltar para a vanguarda da sustentabilidade e da justiça climática. Olhar para 1932 é lembrar que este estado tem a coragem necessária para liderar as grandes transições do Brasil.
Tenho muito orgulho de ter sido uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial. Ao longo da minha vida, entendi que a arte e a militância sempre caminharam juntas. Nunca acreditei que bastava abrir uma porta para mim; era preciso ajudar a mantê-la aberta para quem viesse depois.
Ontem os bolsonaristas disseram que mulher não sabe votar, hoje o presidente do PL afirmou que mulheres não podem ser presidentes. E amanhã? Vão querer cassar o voto delas? O que mais? O bolsonarismo não é apenas uma posição politica, é um retrocesso civilizatório!
Se o Brasil é de todas as cores para todas as pessoas, o que o Governo do Brasil e o MDHC têm feito pela população LGBTQIA+ nos últimos anos? 🌈🌈🌈
Pra descobrir a resposta, você vai precisar seguir o nosso perfil e acompanhar o que a gente tem pra mostrar na próxima semana.
O Tela Brasil está no ar. 🇧🇷🎬
A primeira plataforma pública e gratuita de streaming do país reúne mais de 550 obras do audiovisual brasileiro em um só lugar. Clássicos do cinema, produções contemporâneas, séries, conteúdos educativos que ajudam a contar a história do nosso povo. (+)
Axl Rose antes do show em Porto Alegre mostrando em quem o Brasil deve votar.
Questionado sobre o Brasil, ele disse: "Sou um fã do Brasil e do presidente Lula, não deixem o Brasil retroceder".
Quem reza não mata nem ameaça com a morte, mas tem consciência dos próprios limites. Em vez disso, é escravo da morte aquele que virou as costas ao Deus vivo, para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo (Sl 115, 4-8), ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe. Basta com a idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta com a ostentação da força! Basta com a guerra! A verdadeira força manifesta-se no serviço à vida. #Paz
Ontem à noite, o Cine Alvorada trouxe à tela o filme “Por um Fio”, inspirado no livro de Drauzio Varella. Uma história sobre cuidado, resistência e a importância do acesso à saúde pública. A exibição destacou, de forma sensível, os desafios e as conquistas vividas por quem depende do SUS, evidenciando seu papel fundamental na garantia de dignidade e vida.
Mais do que um filme, a sessão foi um convite à reflexão sobre a força do SUS e a importância de defendê-lo como um direito de todos.
📸 @ricardostuckert
A forma como notícias são escritas influencia a compreensão dos fatos, e pode invisibilizar a violência ou apagar a responsabilidade do agressor.
Comunicar com responsabilidade também é uma forma de prevenir a violência.
#ManchetesSemViés#PorEParaTodas
Já estão sabendo da novidade? Vêm aí o MEC Livros e o MEC Idiomas 📚✨
Depois do sucesso do MEC Enem, que já ajudou milhões de jovens na preparação para o exame, agora a gente avança ainda mais no acesso à educação.
O MEC Livros vai disponibilizar cerca de 8 mil obras, entre clássicos e lançamentos, tudo gratuito. Com isso, vamos fortalecer a leitura e levar a literatura a todo o povo brasileiro.
E com o MEC Idiomas, teremos aulas gratuitas de inglês e espanhol, do básico ao avançado. E mais idiomas vão chegar à plataforma em breve.
É assim, com inovação e inclusão digital, que seguimos democratizando o acesso ao conhecimento e ampliando oportunidades no Brasil.
🎥 @ricardostuckert
Wagner Moura ha ganado el premio al mejor actor del Círculo de Críticos de París.
El brasileño también fue premiado por el Círculo de Críticos de Nueva York, la ICS, los Globos de Oro, los Satellite Awards y los festivales de Cannes y Chicago.
EL AGENTE SECRETO sigue en cines.
Estou próximo da população do Estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro.
🚨ATENÇÃO: Cientistas criaram bactérias que se infiltram em tumores cancerígenos e os devoram de dentro para fora.
Pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Waterloo desenvolveram bactérias geneticamente modificadas para consumir tumores cancerígenos de dentro para fora, numa nova e promissora abordagem de tratamento.
A equipe de pesquisa interdisciplinar encontrou duas soluções fundamentais para usar uma bactéria chamada Clostridium sporogenes, comumente encontrada no solo e que só consegue crescer em ambientes sem absolutamente nenhum oxigênio, para consumir o câncer de forma eficaz.
O núcleo de um tumor sólido e canceroso é composto de células mortas e é desprovido de oxigênio, tornando-se um ambiente ideal para a multiplicação da bactéria.
“Os esporos de bactérias entram no tumor, encontrando um ambiente com muitos nutrientes e sem oxigênio, que é o que esse organismo prefere, e então ele começa a consumir esses nutrientes e a crescer”, disse o Dr. Marc Aucoin , professor de engenharia química.
“Então, agora estamos colonizando esse espaço central, e a bactéria está essencialmente livrando o corpo do tumor.”
O promissor projeto surgiu do trabalho do estudante de doutorado Bahram Zargar, que foi supervisionado pelo Dr. Brian Ingalls, professor de matemática aplicada em Waterloo, e pelo Dr. Pu Chen, professor aposentado de engenharia química.