EXPLICA PRA UM GRINGO ESSAS HISTÓRIAS:
História 1: Um Delegado da Polícia Federal pega um carro importado que foi apreendido e que não é dele, sai pra beber com o carro, dirige doidão acima do limite de velocidade da via e tira a vida de um pobre motoqueiro trabalhador. Anos depois, é promovido e vai trabalhar fora do Brasil.
História 2: Um Funcionário Público decide incluir uma grande empresa em uma Lista Suja de situação de trabalho escravo, por ter encontrado mais de 150 trabalhadores em condições subhumanas na fábrica (alojamentos precários, excesso de jornada etc). Em 2 dias a empresa consegue retirar as denúncias e no dia seguinte o funcionário público é exonerado.
Brasil é várzea demais.
Deputado emocionou, esqueceu microfone aberto e confessou que “sua empresa” venceu licitação.
HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHHA
@essediafoilouco Aplicando o método de pontuação 5-4-3: Flamengo 33, Palmeiras 21, Botafogo 9, Atlético 7, Fluminense 5, depois SPFC, SCCP e CAP com 3. Domínio amplo do Flamengo.
OPINIÃO | FERNANDO SCHÜLLER: Uma grande democracia europeia dá uma lição sobre liberdade de expressão. Deveríamos prestar atenção @fernandoschuler
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Os áudios de desembargadores do TRF4 que a jornalista preferida do PT afirma terem sido encontrados na 13 Vara não passam de áudios de terceiros gravados legalmente em 2005 nos quais são mencionadas supostas conversas de desembargadores. E nenhum desses desembargadores meramente mencionados passou perto da Lava Jato. A jornalista ligada ao PT responderá na Justiça por sua negligência em divulgar falsas acusações sem checar suas fontes e os fatos.
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O Supremo se afunda na crise do Master
Malu Gaspar, O Globo (11/12/2025)
Quando o ministro Dias Toffoli chamou para si o caso do Banco Master e decretou sigilo absoluto, muita gente em Brasília dormiu aliviada. Acreditou-se que a decisão era suficiente para conter as revelações que poderiam emergir do inquérito que estava na primeira instância.
De fato, ela fez parar tudo, das oitivas à abertura de novos inquéritos, assim como as perícias no material apreendido pela Polícia Federal no dia da prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, e dos outros alvos da Operação Compliance Zero.
A investigação que começou com a venda fraudulenta de créditos de R$ 12,2 bilhões do Master ao estatal BRB ameaçava se espraiar por outros ramos dos negócios de Vorcaro e seus parceiros da política, mas a decisão de Toffoli parecia ter levado os potenciais envolvidos a porto seguro.
Logo se viu que a blindagem tinha furos. Só que os primeiros atingidos não foram os suspeitos habituais do Congresso, e sim os próprios ministros do Supremo. A revelação de que o próprio Toffoli viajou para o Peru com o advogado de um dos investigados no jato de um empresário amigo para assistir à final da Libertadores, horas antes de decretar o “sigilo master” sobre o processo, jogou por terra a pretensão de controlá-lo.
Dias depois, soubemos que Alexandre de Moraes também tinha muito a perder com o escrutínio sobre o Master.
Já era público que o escritório de sua mulher e de seus filhos, o Barci de Moraes Associados, tinha um contrato com o banco. O que não se conhecia era o valor: R$ 3,6 milhões ao mês por três anos, ou R$ 129,6 milhões ao todo.
O objeto da contratação é amplo. Prevê desde a defesa do banco e de seus controladores na Justiça até o “acompanhamento de projetos de lei de interesse” do Master no Senado e na Câmara Federal.
Que projetos são esses e que tipo de acompanhamento? Isso ainda é mistério, já que nem Moraes nem sua mulher, Viviane, se manifestaram até agora. Mas não precisa ter carteira da OAB para saber que a remuneração está muito acima dos parâmetros de mercado, mesmo o das grandes estrelas da advocacia.
Os defensores de Toffoli, Moraes e Viviane dizem que não há regra que impeça ministros de viajar em jatos e que não é ilegal seus parentes prestarem serviços a clientes privados — é verdade, assim como também é fato que o próprio Supremo liberou seus magistrados para julgar processos de escritórios de seus parentes.
Se fosse um argumento aceitável, porém, já teria aparecido algum acólito de plantão para defendê-lo em público. Antes, até havia quem dissesse que o sigilo de Toffoli era necessário para impedir vazamentos ou que o caso do Master poderia se transformar em Lava-Jato 2.0 e levar ao surgimento de novos outsiders como Bolsonaro, na linha do “se investigar o Master, o fascismo volta”. Agora, até esse pessoal anda calado.
No Supremo, o constrangimento pelo que já se sabe só não é maior que o pavor do que ainda pode vir à tona. Quem conhece bem as entranhas do Master reconhece que o abalo pode ser gigante.
A nova esperança de Toffoli, Moraes e companhia é que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mantenha o processo com o Supremo, endosse o sigilo e ajude a dificultar o andamento da investigação. Não é uma expectativa descabida, dado que Moraes foi um dos principais padrinhos da indicação de Gonet ao cargo. Com Gilmar Mendes, ambos formam uma trinca azeitada.
Mesmo que o caso venha a ser abafado pela PGR, porém, o estrago já está feito. Os requintes de promiscuidade com o Master são o coroamento de uma degradação que vem de longe — e resulta da simbiose entre a onipotência alienada dos ministros e a conivência de amplos setores da sociedade.
O temor de Moraes e seu modus operandi faz com que muita gente prefira não dizer em público o que fala todo dia em Brasília, na Faria Lima, ou na Central do Brasil: o STF, fundamental para assegurar a estabilidade democrática e proteger a Constituição, desmoralizou a si próprio ao se afundar na geleia moral dos centrões da vida.
A escolha que os ministros têm diante de si, agora, não é entre matar ou não o inquérito do Master, e sim entre aceitar que não são intocáveis e devem satisfação ao público ou se preparar para um futuro descrito de forma bastante crua nesta semana pelo senador Alessandro Vieira na CPI do Crime Organizado:
— Este é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministros de tribunais superiores. E me parece que esse momento se avizinha.
Pode parecer exagero, mas talvez seja melhor não pagar para ver.
Sou crítico do bolsonarismo, da sua intenção de se apoderar da direita e destruir qualquer pessoa que ameace o projeto da família. Ele teve sua chance e falhou.
Contudo acho a sua prisão uma injustiça. Um processo ilegal e cheio de vícios, por uma trama que considero uma peça de ficção.
Bolsonaro até que desejou, mas não chegou nem perto de arquitetar e tramar um golpe. E isso não é crime.
Dito isso, comemorar ou se posicionar a favor de sua prisão, apenas por conveniência momentânea, é concordar com o atual sistema de perseguição instaurado no país. Cuidado, um dia a vítima pode ser você.
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Um processo absurdo
Editorial, O Estado de S. Paulo (14/11/2025)
O caso Tagliaferro – que, por denunciar um suposto abuso de Moraes, virou réu e será julgado pelo próprio juiz denunciado – expõe um Supremo que transforma a exceção em método
Nenhum país se torna autocrático do dia para a noite. A degeneração institucional é um processo gradual, em que medidas “excepcionais”, no início incômodas, passam a ser aceitas como rotina. No Brasil, esse processo ganhou rosto e método. Sob o pretexto de defender a democracia, o Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou uma forma de poder que dissolve os freios e contrapesos constitucionais. O caso de Eduardo Tagliaferro – o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes transformado em réu pelo próprio ministro que ele denunciou – é o retrato mais nítido de uma Corte que se julga infalível, e por isso se permite tudo. É um tribunal que, em vez de corrigir abusos, os institucionaliza.
Segundo Tagliaferro, havia uma estrutura paralela dentro do Tribunal Superior Eleitoral, usada para monitorar críticos e produzir relatórios “sob medida” que justificavam censuras e bloqueios. A ordem, segundo mensagens atribuídas ao gabinete de Moraes e divulgadas pela Folha de S.Paulo, era explícita: “Use a criatividade”. Quando o denunciante expôs o suposto desvio, foi acusado de violar o sigilo funcional e passou a ser julgado pelo mesmo magistrado cujas irregularidades apontara. No Brasil de hoje, quem denuncia o abuso vira réu, e o juiz do caso é o acusado de praticar o abuso.
A perversão jurídica é tão evidente quanto constrangedora. Moraes atua, simultaneamente, como vítima, investigador e julgador – e o tribunal age como cúmplice passivo. A Procuradoria-Geral da República, em vez de apurar as denúncias feitas pelo ex-assessor, preferiu denunciá-lo. O processo tramita em foro indevido, e a decisão que tornou Tagliaferro réu por, entre outras acusações, “abolição violenta do Estado Democrático de Direito” foi tomada no plenário virtual, sem sustentação oral presencial e contraditório efetivo. Mensagens entre Tagliaferro e seu advogado chegaram a ser tornadas públicas, violando o sigilo profissional. Em nenhum Estado de Direito isso é justiça. É abuso de autoridade.
O escândalo não é circunstancial. O que está em jogo é a mutação da exceção em sistema. As mesmas violações se repetem com metódica naturalidade: inquéritos secretos, elásticos e intermináveis, censura prévia, mandados de busca por opiniões, prisões preventivas que se eternizam, decisões monocráticas que suspendem leis e calam vozes. A reação à barbárie do 8 de Janeiro degenerou num regime de tutela permanente. O “Estado de exceção” virou expediente administrativo; o poder de julgar, instrumento para intimidar; e a toga, um salvo-conduto ao arbítrio.
Essa lógica moralista substitui o Direito por cruzadas de salvação. A toga transformou-se em armadura, e o juiz, em parte interessada do próprio veredito. A imparcialidade virou fraqueza; a prudência, álibi dos que se calam. O Supremo já não age como intérprete da Constituição, mas como seu substituto, convencido de que encarna o bem e pode combater o mal à base de canetadas judiciais. O STF, afinal, parece ter descoberto o moto-perpétuo da moralidade: julga, absolve a si mesmo e aplaude a própria virtude. É a liturgia do poder travestida de zelo cívico.
Os ministros precisam fazer uma autocrítica, reafirmando o devido processo, a separação entre acusar e julgar e a humildade de absolver quando há dúvida, pois a autoridade da Justiça nasce da forma, não da força. A democracia não precisa de guardiões armados de exceção, mas de juízes capazes de obedecer às suas regras. Só quem compreende seus limites pode exercer legitimamente o poder. E é esse senso de limite que o STF parece ter pulverizado.
O caso Tagliaferro não é um acidente, é um sintoma. É o espelho de uma Corte que, a pretexto de salvar a República, decidiu que está acima dela. Não se defende a democracia traindo os princípios que a definem. Não se preserva a liberdade por meio da censura, nem a Constituição por meio da violação de suas garantias. Quando a exceção se torna método, a lei deixa de proteger o cidadão e passa a proteger o poder. E nenhuma democracia sobrevive muito tempo a essa impostura, sobretudo quando ela se traveste de virtude e fala em nome da lei.
Eu posso ser incluído nos inquéritos das “milícias digitais” até amanhã.
Eu, Eli Vieira e Eduardo Tagliaferro viramos alvo de uma representação criminal da Letícia Sallorenzo — a “bruxa da Vaza Toga”.
Ela nos acusa de “ataques coordenados” e mandou o caso direto para Alexandre de Moraes, apesar de mensagens em que dizia ser próxima da esposa dele. Moraes aceitou e a PGR decide amanhã se abre investigação.
E o mais absurdo: ela tenta nos enquadrar em quase todo o Código Penal — difamação, perseguição, incitação, organização criminosa e até abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Eu nunca ataquei Sallorenzo.
Eu só publiquei reportagens mostrando o papel dela como colaboradora informal do TSE — algo que ela mesma admite no Lattes.
Os ataques citados por ela são de terceiros.E o único tuíte meu no processo é eu divulgando a minha reportagem.
O que estão tentando fazer é claro:
criminalizar jornalismo investigativo.
E eu não vou recuar.
Mas preciso de você.
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‘Não há aumento de TDAH nem de autismo’, afirma primeiro brasileiro a ganhar o ‘Oscar da saúde mental’
O psiquiatra brasileiro Luis Augusto Rohde, referência internacional em transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), foi reconhecido em Nova York com o Prêmio Ruane, concedido pela Brain & Behavior Research Foundation (BBRF), o mais importante do mundo em psiquiatria infantil e adolescente. Rohde, professor da UFRGS e coordenador do Programa de Déficit de Atenção/Hiperatividade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio, considerado o “Oscar da saúde mental”.
TDAH não está aumentando
Contrariando a ideia disseminada nas redes sociais, Rohde afirma que não há evidências de aumento real nos casos de TDAH. Segundo ele, o crescimento de diagnósticos reflete maior conhecimento médico e social sobre o transtorno, além do avanço nas ferramentas de identificação. “A prevalência mundial permanece em torno de 5%, sem variações significativas nas últimas décadas”, explica.
Tecnologia não causa TDAH
O psiquiatra rebate a crença popular de que o uso excessivo de telas causa TDAH. Para ele, a relação é inversa: pessoas com TDAH tendem a utilizar mais dispositivos eletrônicos por apresentarem dificuldade em regular atenção e impulsividade. “Quem tem TDAH acaba usando mais telas, e não o contrário”, resume.
Raiva e agressividade são parte do desenvolvimento infantil
Rohde enfatiza que emoções como raiva e agressividade são naturais no desenvolvimento infantil e não devem ser patologizadas. “Essas emoções fazem parte do aprendizado emocional da criança e precisam de espaço para serem expressas”, diz.
TDAH é um transtorno dimensional, não categórico
O especialista também destaca que o TDAH não é uma condição binária, mas um espectro de sintomas que variam em intensidade e impacto. “O TDAH não é um diagnóstico categórico em medicina, como uma infecção. Ele envolve graus e combinações diferentes de desatenção, impulsividade e hiperatividade”, explica.
Cérebro e controle inibitório
Pesquisas de neuroimagem mostram que o cérebro de pessoas com TDAH apresenta diferenças em áreas relacionadas ao controle inibitório, especialmente no córtex pré-frontal. Essa diferença não significa anormalidade, mas um funcionamento distinto, que pode afetar a capacidade de adiar recompensas ou manter foco em tarefas prolongadas.
Desinformação e redes sociais
O psiquiatra também alerta para a desinformação sobre saúde mental nas redes sociais. Ele reconhece que há aumento nas buscas por informações sobre TDAH e autismo, mas critica diagnósticos feitos sem avaliação médica. “Precisamos de responsabilidade no debate público. O TikTok e outras plataformas não podem substituir o acompanhamento clínico”, afirma.
O que ainda falta compreender
Rohde ressalta que o próximo desafio da ciência é compreender as causas biológicas e genéticas do TDAH e desenvolver tratamentos mais personalizados. “Ainda há muito a aprender sobre como os fatores ambientais interagem com a genética”, conclui.
Créditos da imagem: INPD
EXCLUSIVO: Os piratas da Receita
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