A direita agora está com um problemão. 1) Precisa desesperadamente se livrar de Flávio, mas precisa com igual desespero dos votos de Bolsonaro. Não tem chance sem eles. 2) Bolsonaro não está nem aí para a direita: preocupa-se apenas com o seu sangue. Não confia nem na mulher.
Esse jogo de interesses pode levar Bolsonaro a colocar Flávio debaixo do machado de Lula, mas não desistir dele. O precedente de Lula, que colocou Haddad debaixo do machado do próprio Bolsonaro, para depois dar a volta por cima e recuperar o lugar que considera seu deve pesar.
3) Bolsonaro sabe que se ajudar a eleger alguém da direita (Caiado, Zema) o poder nunca mais voltará para ele. Quem imagina uma raposa como Caiado aceitando apenas esquentar a cadeira e guardando lugar para a volta de Jair? Só um filho seria um "guardador de lugar".
Já saiu lá na frente na competição com outros nomes da direita. Alguns até desistiram. 3) A rejeição a Lula é imensa, a tal ponto que ele corre(u) o risco de perder para um poste do bolsonarismo. Os fatores 2 e 3, porém, não vão bastar para anular o fator 1.
Flávio Bolsonaro nunca foi um bom candidato. A razão básica é que ele tem pés de barro por conta de um passado "complicado", como todo mundo que ainda está lúcido deve saber. Subiu nas intenções de voto não por conta dos seus méritos pessoais, mas por 3 razões: (segue)
1) O jornalismo estava focado em pesquisas eleitorais, não tinha ninguém puxando as capivaras do moço. Nem foi preciso procurar o passado, o presente-Vorcaro foi suficiente para mostrar que a ficha dele é suja; 2) A unção de Jair e o sobrenome dão a qualquer um pelo menos 20%
Somoza fez isso na Nicarágua, Carlos Lacerda no Brasil. Quem não consegue autoridade plena em sua casa tenta exibi-la como chancela estrangeira: os Bolsonaros precisam dessas fotos ao lado do trono do imperador. https://t.co/NYAdpiwHnj
O que Flávio Bolsonaro foi fazer na Casa Branca? A resposta simples: foi atrás de uma fotografia. A completa: foi tentar mudar a pauta desfavorável da mídia, receber a bênção de Trump, o grão-sacerdote da nova direita mundial, reanimar a base com o tema da repressão ao crime
dar um verniz a uma pré-candidatura desacreditada. A história conhece esse expediente. O intermediário local oferece ao centro imperial a garantia de alinhamento do país e, ao mesmo tempo, vende o império à própria base. A intimidade com o império, então, vira prova de força.
"Trump não tem amigos, tem interesses. O colo imperial desaparece quando o protegido vira estorvo. A história está cheia de intermediários locais que confundiram proximidade com garantia e se viram sem nada. A base pode até pensar que Flávio voltou de Washington maior. Para o eleitorado amplo, voltou menos candidato a presidente do Brasil e mais despachante de uma causa estrangeira." (@willgomes, na @folha)
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#OPINIÃO
📝Wilson Gomes | A masculinidade penitente convence? O debate sobre masculinidade expôs duas saídas para o mal-estar dos homens: a culpa e a autoafirmação
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é exatamente o mesmo caso das suspeitas em torno do tayayá do toffoli e do contrato da esposa do moraes, que causam indignação nos bolsominions que, agora, passam pano pro flávio.
toda militância é um misto de burrice e mau-caratismo.
"mas era investimento privado num negócio lícito"
🙄 plmdds, negócios legais são usados para repasses ilícitos com layering (camadas de transações), concealment (ocultação do beneficiário real) e trade-based corruption (valores transferidos em operações financeiras legítimas).