O grande erro dessa tese é tentar analisar o comportamento de Michael Jackson ignorando completamente a história e a psicologia do trauma. Mike não era um homem "obcecado" pela infância por desvio..ele foi uma criança que sofreu abusos severos e que começou a trabalhar aos 5 anos de idade, tendo sua infância completamente roubada pela indústria e por um pai abusivo.
Qualquer psicólogo sério explica o conceito de fixação e regressão: adultos que foram privados de suas fases básicas de desenvolvimento tendem a recriar esse universo na vida adulta como um mecanismo de cura e refúgio emocional.
Neverland não era uma armadilha, era o Santuário de um homem traumatizado que encontrava na pureza das crianças a segurança e a honestidade que os adultos gananciosos e a mídia nunca lhe deram. Além disso, vale lembrar que em 1993 e 2005 a promotoria americana contratou os melhores psicólogos e psiquiatras forenses do mundo para analisar o perfil dele, revirando sua vida do avesso..
Nenhum especialista jamais encontrou qualquer traço ou perfil de desvio nele. Tentar patologizar a dor de um homem que passou a vida tentando curar sua própria infância negligenciada, baseando-se em apostas e suposições pessoais em vez de laudos clínicos é de uma profunda falta de empatia.
imagina amanhã no discurso o Tadeu mete:
"Como diria um grande amigo - mil vezes eliminada, mil vezes voltaria - mas agora Ana Paula, você é mil vezes campeã."
gente vai ser uma canetada de fogo