@gfalcone_43 Pois é, a droga é vendida muito mais cara em países desenvolvidos, mas por algum motivo facções e líderes criminosos só existem aqui. O que deveria acontecer globalmente é tipo uma campanha como a anticigarro aq no Brasil, que diminuiu drasticamente os usuarios
@gfalcone_43 A real é que só vai acabar quando os países consumidores pararem de consumir. Enquanto houver demanda o trafico vai continuar, e não adianta entrar em favela e sair matando geral pq primeiro que não dá, segundo que não muda nada
George Miller handed 480 hours of Mad Max footage to an editor whose credits were Happy Feet and Babe: Pig in the City. She had never cut an action film in her life. She was also his wife.
When Margaret Sixel asked why he wanted her, Miller said if a guy did it, it would look like every other action movie.
It took her three months just to watch the footage.
Then two years to cut it. Ten hours a day, six days a week, much of it while raising two teenagers alone because her husband was in the Namibian desert shooting for months at a time. The finished film runs 120 minutes and contains 2,700 cuts. The Road Warrior, the most celebrated action film of the 80s, had 1,200.
Cutting that fast usually turns action into blur. Miller solved it before she ever sat down, composing nearly every shot with the key detail dead center of frame. Your eye never has to hunt. Sixel could cut every 1.5 seconds and your brain kept up, which is why Fury Road feels fast where other action films feel like noise.
She won the Oscar for Best Editing. The only action film she ever cut.
And Miller was right about the guy thing. An action editor inherits the genre's reflexes. Sixel had none, so every one of those 2,700 decisions got made from scratch.
o cabrunco com os piores argumentos do planeta vai tentar te convencer de que ampliar de forma gratuita o acesso a cultura e a história do cinema do próprio país fortalecendo gradativamente a conexão das pessoas com sua identidade e com o Brasil eh algo negativo
um dos meus textos favoritos sobre O Agente Secreto é um comentário de Letterboxd escrito pelo cineasta Ramon Porto Mota.
Mota diz que grande parte da beleza do filme reside na ideia de que ele só existe do jeito que é porque Kleber assim o quis.
pode parecer uma afirmação óbvia, mas basta ler um comentário como esse abaixo ou como tantos outros que chamam de fragilidade o que o filme tem de mais forte.
suas digressões, imperfeições e estranhezas não são fruto de imaturidade ou de falta de amigos para dizer a verdade, como um texto porco publicado na Folha recentemente sugeriu.
esse tipo de coisa, as pontas soltas, a demora pra engrenar, a maneira como o filme em diversos momentos perde o foco da trama principal para observar outras nuances e outros personagens, tudo isso aconteceu porque Kleber construiu moral, reputação e capital simbólico o suficiente que o permitissem fazer um filme que, ao menos em estrutura, agrida ao bom gosto da formatação pronta.
a gente tá no momento da padronização do gosto. da linha de produção que determina não apenas como se filma mas como se escreve um filme. se antes um dos inimigos da imaginação na narrativa era o aprisionamento dos três atos, hoje em dia mais do que nunca (pois audiovisual é conteúdo de feed infinito) luta-se contra a noção de que o cinema é comunicação. de que deve-se passar uma mensagem a ser decodificada e entendida. de que carrega consigo sentidos únicos, lugares comum, formas já estabelecidas e conhecidas. o novo agride. o "incorreto" desestabiliza. mais do que nunca, é preciso ter coragem para defender um cinema imperfeito, desnecessário, inútil e de tempos mortos. um cinema com cenas sem serventia, com planos sem destino certo, com cortes que são como navalha cruzando os olhos ao luar.
em tempos de IA, a imperfeição segue sendo a maior garantia de que algo foi feito por mãos humanas. você pode achar o que quiser do cinema de Kleber Mendonça Filho, mas creio que não dá pra discordar da ideia de que os filmes são exatamente como o diretor quer que sejam. frutos de seus gostos de cinema, de sua visão de mundo e da maneira como enxerga o que um filme pode ser.
O Agente Secreto nesse Oscar era uma anomalia na esteira, um curto circuito na indústria. um ovni que causa estranheza numa primeira vista. um filme que convoca o público a ir ao seu encontro. Hitchcock dizia que o público precisava trabalhar, no sentido de que seus filmes exigem de nós a concentração, a atenção, a associação mas também o coração aberto. penso que o mesmo pode se dizer de O Agente Secreto. sigo na defesa dos filmes imperfeitos e irregulares que, tão humanos, nos convidam a jogar os manuais de roteiro e espectatorialidade no lixo. o novo precisa de amigos. quem aqui está disposto a dar as mãos ao cinema que não tem governo (nem nunca terá), que não tem vergonha (nem nunca terá), que não tem juízo?
@maiconkistadacn@ControlS2Z@allmaitos Tem literalmente uma opção extended, que eles mesmo explicitam que colocam cenas extras originais do anime. Tava até sem entender a discussão pq só vi nessa versão e tem as cenas que falam que foram cortadas, e nem tem episódio com 12 minutos.
@arthurcoag@San22507000 @talkingbairros Acredito que seja alguma reflexão que ele teve agora tendo uma esposa e sendo pai de 2 filhos. Ao mesmo tempo que ele mostra que é o mesmo Rocky de sempre, ensina o que é a realidade pra essa geração influenciada pela internet.
É muito bom que na manchete diz “sem herança”, ai vai ver a trajetória dela: saiu da escola foi pra Áustria com o Bolshoi e 9 meses depois tava no MIT. Acredito que seja uma jornada totalmente plausível para a maioria dos brasileiros