O Jonas e o Alberto (assim como a Sarah e outros) não podem sequer contestar o tratamento absurdo que receberam no BBB
Eles tem que aceitar tudo isso calados e ainda agradecer quem fudeu com a chance deles 🤡
nossa mas que inferno virou participar de bbb se a pessoa tem que ficar lambendo a pessoa que cagou na cabeça dela por meses pra não perder mídia, misericórdia
Vivi o suficiente pro primeiro escândalo de idol papando fã em território Brasileiro pertencer a nada mais nada menos que Jackson Wang *fingir surpresa*
Cara, se ela nem entendia (e até ficava irritada) quando meninas como Gabi e Milena falavam que não sofriam lá dentro e que sofrimento era aqui fora, como essa mulher pode ser “representante” da esquerda?
tirando o cancelamento global que deve ser uó meu sonho seria entrar em um reality show e ser considerado o vilão da minha edição unicamente por achar esteticamente mais interessante e icônico
Muita gente me pergunta como é possível ser de esquerda e não gostar da Ana Paula. E a minha resposta é simples: é justamente por eu ser de esquerda que eu não gosto do que ela representa. Não se trata de uma questão pessoal, mas política.
Vejo nela uma espécie de cavalo de Troia. O conjunto de comportamentos seletivos, contradições, falas problemáticas e o tipo de cancelamento que ela mobiliza tende a ser instrumentalizado no futuro para reforçar uma imagem de hipocrisia da esquerda. Isso não fica restrito ao campo simbólico do programa, tem impacto político mais amplo.
Por isso, não acho adequado colocá-la como referência ou porta-voz. Inclusive, considero que quanto menos ela for projetada como ativista, melhor para o próprio campo progressista. O dano político tende a ser maior quando ela se apresenta como representante da esquerda do que se simplesmente seguisse sua vida fora desse lugar.
Para efeito de comparação, acredito que até figuras muito piores como a Paula Sperling do BBB19, geraram menos impacto negativo no Brasil, justamente porque não reivindicavam esse papel político.
O que me preocupa ainda mais é ver organizações historicamente vinculadas à classe trabalhadora, como o PT e a CUT, tratando essa figura como se fosse uma espécie de símbolo. Isso me parece um erro estratégico grave. Ainda mais quando se trata de alguém cuja trajetória não está ligada à classe trabalhadora, mas a um contexto de privilégio, inclusive com vínculo familiar a estruturas políticas da época da ditadura.
Isso, no longo prazo, pode se transformar em um tiro no pé para a própria esquerda