Tainara Souza teve as duas pernas amputadas depois de ser atropelada e arrastada por mais de 1 km na marginal Tietê. Mais uma tentativa de feminicídio. Mais um ataque brutal contra uma mulher. Havia uma dúzia de pessoas filmando, mas nenhuma capaz de deter o agressor.
Ainda teve uma mãe relatando ter sofrido tentativa de estupro pelo próprio filho adotivo, e ainda assim há quem tente culpá-las. Enquanto isso, basta abrir essa rede para ver red pills defendendo que mulher tem que ficar em casa, obedecer e cuidar de filho. Tem quem diga que não há ligação entre esses discursos e a violência, mas há sim. Está tudo conectado.
A internet virou um propulsor de misoginia. Agressões, estupros e assassinatos de mulheres estão sendo naturalizados. Nossa vida virou estatística, meme, entretenimento. Valemos menos que uma barata, e nada disso ganha a repercussão que deveria. Era pra estar em todos os jornais, em todas as capas, em todos os debates. Era pra ser um escândalo nacional. Mas não é. Porque o feminicídio está sendo normalizado diante dos nossos olhos.
Se cuidem, mulheres. Se protejam. E não confiem em nenhum homem. Estamos por nossa conta, lutando pela nossa própria sobrevivência todos os dias.
Não me confunda.
Sempre levei com muito orgulho meus filhos ao plenário porque entendo que lugar de crianças e mães é também na política, mas NUNCA para ser escudo enquanto cometia crimes e defendia criminosos. Foi e sempre será sobre escancarar que mães constroem este país e que a política também é lugar de cuidado. Lutei para ampliar licença-maternidade para deputadas, trocador no plenário, posse virtual no puerpério. Sempre defendi a presença de crianças nos espaços de decisão como construção de um novo projeto político, não como instrumento de golpismo. Você ENVERGONHA as mães, famílias, crianças e os jovens brasileiros.
Usar uma criança como ESCUDO, numa invasão ilegal, mesmo após ordem de evacuação da Polícia Legislativa, é um ato covarde que coloca essa criança, que você deveria proteger, em risco. É nitidamente uma afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Não compare o incomparável.
No seu caso foi uma irresponsabilidade criminosa.