Acordei, lavei o rosto sem me olhar no espelho. Voltei, abri a janela e vi a cidade coberta pela neblina.
Fui a cozinha, fiz um café e trouxe uma caneca fumegante comigo. Sentei no banco ao lado da janela da sala, olhei a vista com o cigarro na boca e meu gato me olhava de volta.
Ou, do lado de fora, na beira da estrada, podemos plantá-las também. Elas podem ter um destino ótimo e virar o canteiro mais florido de todos... Mas o destino pode ser irônico, E elas virarem o presente único de outrem, Em outrora, em outro lugar.
Inocência
Brincamos, sorrimos e gritamos Fizemos o que não acreditavam que seria feito Vimos TV de perto e comemos doce antes do almoço Jogamos bola na sala e apontamos para as estrelas sem medo Ficamos estrábicos no vento e bebemos manga com leite.
Dentro da casa, no quintal, elas podem voltar ao que eram antes do vaso, Criar raízes, serem polinizadas pelas pequenas criaturas Que fazem isso e nem lembramos da existência... Virar um jardim colorido, cujo aroma seria perceptível a quadras de distância.