Pô, um brother meu casou com uma mina que não tem Instagram.
Zero.
Nada de story, nada de foto de comida, nada.
No começo a galera zoava pra caralho.
“Como assim não tem rede? É doida?”
Um ano depois o cara me falou uma parada que eu não consigo esquecer:
“Mano… eu casei com uma pessoa de verdade.”
E aí ele foi me contando.
Na mesa do almoço ela tá presente.
De verdade.
Não fica sumindo no celular a cada dois minutos.
Tu fala e ela escuta.
Parece óbvio, mas hoje em dia é quase luxo.
Ela não vive comparando a vida deles com a de ninguém.
Não tem aquela angústia de ver gente viajando, postando corpo, postando status.
Então não cria drama à toa.
A paz mental dela é outra coisa.
Os momentos deles são só deles.
Não precisa virar conteúdo.
Não precisa provar pra ninguém que tá feliz.
Viagem, jantar, até briga de casal… fica entre os dois.
O julgamento dela não vem de trend.
Não vem de tweet inflamado.
Não vem de gente gritando na internet.
Ela forma opinião com o que viveu, com o que viu na rua, com conversa de bar.
Atenção dela é absurda.
Consegue ler por horas.
Assistir filme sem pausar.
Trabalhar sem ficar pulando de aba em aba.
O cérebro não tá viciado em estímulo de três segundos.
Amizade? Pouca.
Mas de verdade.
Três, quatro pessoas que ela encontra no mundo real.
Não é legião de “amigo” que só manda meme.
Autoestima não depende de curtida.
Ela não precisa postar foto pra se sentir bonita ou validada.
A segurança vem de outro lugar.
E o dinheiro…
quase zero compra por impulso.
Não fica vendo anúncio o tempo todo.
Não sente aquela pressão de “precisar mostrar status”.
O que entra em casa acaba rendendo mais.
Quando rola problema entre os dois, resolve na hora.
Olho no olho.
Cinco minutos de conversa e acabou.
Não tem indireta em status.
Não tem post passivo-agressivo.
Não tem plateia pra validar quem tá certo.
No fim das contas ele me falou uma coisa que ficou martelando na minha cabeça:
Casar com alguém que não precisa da aprovação do mundo
é outra parada.
É sócio de vida de verdade…
não ator procurando plateia.
Sei lá.
Me fez rever os conceitos.
Tenho uma prima 30+ que casou virgem aos 32 anos.
Católica devota, fez voto de castidade ainda na adolescência e manteve até casar.
Casou e com 1 mês de casamento engravidou e está feliz da vida.
Eu me considero de esquerda e convivo normalmente com pessoas de direita, meu sogro é bolsonarista ferrenho e eu e ele nos damos muito bem, as vezes ele pergunta "e vc vai votar no Luladrão né?" E eu: "eu não, vou votar no Ciro" falo na zoeira e ele cai na risada kkkk
O problema de uma galera de esquerda é se fechar em um clubinho, achar que tem que seguir 100% das ideias que o clubinho fala e se colocar numa posição de superioridade acima das outras pessoas
Quando na realidade meu sogro, que é bolsonarista, adotou a filha dele (minha namorada), leva e busca ela no trabalho todos os dias, nunca roubou, nunca matou, não fala mal de ninguém, sempre colocou comida na mesa, cuida da esposa e bebe uma cervejinha aos finais de semana sem fazer mal pra ninguém. Sim esquerdista, existem pessoas que votam no Bolsonaro e são do bem.
O mundo não é tão simples de decifrar como você pensa, e com sua arrogância e fanatismo você nunca vai entender o real motivo que faz aquela pessoa votar no Bolsonaro. E não, nem sempre é pq ela é cuzona.
essa galera passou 4 anos falando em taxar herdeiros e milionários pra depois tornar uma herdeira milionária e defender voto em milionário
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