Falschgefühl é uma expressão alemã que captura o sentimento contraditório de se desejar estar errado mesmo sabendo que a realidade vai se impor em contrário.
O Pix vingou porque passou despercebido. Se a base bolsonarista estivesse ciente, acusaria o projeto de "controle do estado" ou "volta do anticristo" (vi isso por aí). Pro bem ou pro mal, foi a grita que matou a reforma do Cintra, baseada num imposto sobre transações financeiras.
🤥🤥 Mais uma mentira da extrema direita, Bolsonaro nem sabia o que era pix mesmo após seu lançamento.
“Timeline histórico do Pix (pagamentos instantâneos no Brasil) – fatos precisos e sem viés político:
• Origem da ideia (2016): Os estudos e discussões técnicas sobre um sistema de pagamentos instantâneos começaram em 2016, durante o governo Michel Temer. Na época, o presidente do Banco Central do Brasil (BC) era Ilan Goldfajn. Uma equipe técnica do BC, liderada pelo engenheiro Carlos Eduardo Brandt (frequentemente chamado de “pai técnico do Pix”), publicou relatório sobre a eficiência de sistemas de pagamentos instantâneos. Em dezembro de 2016, Goldfajn lançou an Agenda BC+ e sinalizou publicamente a intenção de criar uma ferramenta inspirada no Zelle (EUA), com foco em transações rápidas, baratas e seguras.
• 2017: Continuação de estudos internos no BC, em parceria com o mercado financeiro e outros bancos centrais, para avaliar viabilidade técnica, segurança e inclusão.
• Maio de 2018: Sob gestão de Ilan Goldfajn (ainda governo Temer), o BC instituiu formalmente o Grupo de Trabalho “Pagamentos Instantâneos”, reunindo técnicos do BC e representantes de mais de 130 instituições (bancos, fintechs, cooperativas etc.). O objetivo era definir especificações para um ecossistema competitivo, eficiente, seguro e inclusivo.
• Dezembro de 2018: Ainda na gestão de Goldfajn (fim do governo Temer), o BC publicou os requisitos fundamentais do sistema de pagamentos instantâneos (Comunicado 32.927/2018). Nesse ponto, o conceito já estava maduro e aprovado pela diretoria colegiada do BC.
• Fevereiro de 2019: Ilan Goldfajn deixa a presidência do BC. Assume Roberto Campos Neto.
• 2019–2020: Fase de desenvolvimento técnico, especificações detalhadas, construção da infraestrutura e criação da marca “Pix” (tudo conduzido pelo corpo técnico do BC, com autonomia).
• 19 de fevereiro de 2020: Lançamento oficial da marca “Pix” pelo BC.
• Outubro de 2020: Início do cadastramento de chaves e testes iniciais.
• 16 de novembro de 2020: Lançamento oficial completo do Pix, com funcionamento 24h para todos os clientes das instituições participantes.
De quem foi a ideia?
Não foi ideia de um presidente da República nem de um único indivíduo político. O Pix foi concebido, desenvolvido e implementado pelo corpo técnico do Banco Central do Brasil, com total autonomia da instituição. Os estudos iniciais e a estruturação ocorreram sob a gestão de Ilan Goldfajn (presidente do BC de 2016 a fevereiro de 2019) e no governo Michel Temer. A implementação final aconteceu na gestão de Roberto Campos Neto, mas o projeto técnico já estava em curso desde 2016.
Quanto tempo demorou do “dia 1 da ideia” até a implementação?
• Dia 1 da ideia/conceito: 2016 (estudos iniciais e relatório técnico).
• Lançamento oficial: 16 de novembro de 2020.
• Duração total: aproximadamente 4 anos (de dezembro de 2016 até novembro de 2020).
A fase de planejamento e requisitos fundamentais durou cerca de 2 anos (2016–2018); o desenvolvimento prático e lançamento levou mais 2 anos (2019–2020).
O Pix é um projeto institucional do Banco Central, resultado de trabalho técnico contínuo e independente do Poder Executivo.“
@exilado Eles conseguem ser piores que o pai, que é um boçal preguiçoso, mas ciente de suas limitações intelectuais. Esses se enquadram no espectro do "incompetente com iniciativa", o pior quadro da matriz.
Muito curiosas essas casas que resistem à gana construtiva na China. A impressão normalmente é de que o governo mandava uma ordem de despejo e obedecia-se, com ou sem juízo. Os processos jurídicos desses casos devem ensinar muito sobre a mentalidade e organização chinesas.
These are an example of what in China is called a 'nail house' (dingzihu).
Buildings like this represent those who, like stubborn nails, defy state-ordered evictions and demolitions by refusing to vacate their properties.
@EconomicsArtBRL Rubio é um ressentido conduzindo uma politica que considera a América Latina um quintal. Ao longo do século XX ao menos foi disfarçada. Hoje, volta ao século XIX, abertamente tratada como um direito à extorção na defesa do interesse dos EUA sobre seus satélites. Tem quem goste.
@xicograziano Faz assim: entre no site da Embrapa, procure uma inovação interessante. Qualquer uma. Veja quem é o pesquisador. Busque seu currículo e veja em que faculdade ele se formou e, provavelmente, fez mestrado e doutorado. Continue fazendo coro contra as universidades públicas.
@EdwardKonings@atlanticista Em algum momento, se dizia que "beber água da torneira construia o caráter" nos EUA. Hoje, é difícil evitar água engarrafada. Pós-Reagan, não se fez mais obra pública. Nem na Califórnia tem trem-bala. Estão esperando o Elon Musk resolver as coisas. Sem o estado decidido, não sai.
@EdwardKonings@atlanticista O exemplo dos trens da China é pertinente. Impactam pela tecnologja, rapidez e segurança. Vão desenvolver regiões, afetar positivamente a urbanidade e impulsionar a inovação. Sua operação nunca vai ser lucrativa. Sob uma perspectiva neoliberal não sairiam do papel.
@exilado Mas esse assunto tem muito mais a ver com os EUA cuidando da hegemonia econômica e interesse de empresas americanas do que com combate ao crime de fato. Ao contrário, crime e aparato repressor se retroalimentam, e a "guerra as drogas" na AL é um exemplo clássico.
@pierolei O tiro deve sair pela culatra. Pela vinculação transfaccional da família mas também porque o brasileiro se torna "especialista" em qualquer assunto em dias. Virar alvo de sanções é ruim sob qualquer aspecto, mesmo os acuados pela violência real ou imaginária perceberão isso.
@Porcorneta_SEP@AlvesDisiderio Vale pra qualquer setor tipo aviação ou equipamento militar, que são exportadores e podem ser facilmente prejudicados por sanções. No caso do agro, que sim é inovador, os produtores americanos adorariam que o governo deles criasse empecilhos aleatórios para produtos brasileiros.
@EdwardKonings Sim, o Brasil está em meio a mudanças tectônicas nas vias de financiamento global. No entanto, antes de ser apenas um problema financeiro, que pode ser transitório, a ausência de players no capitalismo de nuvem e a derrocada da engenharia pós-lavajato são alertas mais sistêmicos.