>seja eu, 22 anos, virjão clássico e todo travado
>conheço uma mina nota 10/10 na faculdade
>milagre divino acontece e começamos a namorar faz 3 meses
>ela manda: "amor, almoço domingo lá em casa pra conhecer meus velhos"
>"fica suave, meu pai é de boa" (alerta de loss iminente)
>chega o fatídico domingo
>coloco minha única camisa social e me banho de perfume barato até arder o olho
>compro uma caixa de ferrero rocher no cartão de crédito pra parecer playboy
>chego lá com o c* na mão
>sogrinha abre a porta, pura simpatia de vó
>olho pra sala: o sogro sentado de braço cruzado encarando minha alma
>pqp, o maluco tem 1,90m e cara de sargento da reserva
>sento no sofá travadão parecendo uma estátua
>começo a puxar assunto sobre o mengão só pra não morrer de vergonha
>ele vai amaciando, solta uma risadinha, clima fica sussa
>hora do rango: feijoada braba com tudo que tem direito
>como feito um condenado pra puxar o saco da velha
>termino o terceiro prato me sentindo o genro perfeito
>fomos pra sala tomar um cafezinho
>de repente, a desgraça: um ronco ensurdecedor ecoa na minha barriga
>parece uma britadeira misturada com turbina de boeing
>pqp, o suor frio começa a escorrer na nuca na hora
>olho pro teto e vejo a morte passando
>mando na maior cara lavada: "com licença, onde fica o banheiro?"
>namorada aponta o lavabo bem no meio do corredor da sala
>entro, passo a tranca e agradeço a cristo
>sento na privada e cometo um atentado terrorista sem precedentes
>sensação de alívio puro, quase transcendi pra outra dimensão
>me limpo, ajeito as calças e puxo a descarga
>e é aí que o pesadelo começa
>a água sobe
>sobe mais
>sobe até a pontinha da louça
>pqp mano, a água não desce nem um milímetro
>um submarino de Chernobyl boiando e me encarando com desprezo
>o cheiro começa a tomar conta de tudo, parece um apocalipse químico
>entro em parafuso procurando um desentupidor
>cadê essa p*rra de desentupidor?
>não tem nada, só um difusor de cheiro de lavanda que só deixa o fedor gourmet
>pego aquela escovinha de plástico mixuruca pra tentar cutucar o monstro
>faço força
>o cabo quebra na metade, vtnc kkkkkkkkk
>agora tá o tolete radioativo E meio cabo de plástico boiando
>de repente, duas batidas secas na porta: toc toc
>"ô genro, sai logo daí que preciso mijar antes de buscar o refri" (voz do sogro)
>meu cérebro congela, meu sistema desliga por 3 segundos
>não tem janela pra fugir
>olho pro espelho e vejo um homem sem dignidade
>abro a porta devagar com a maior cara de derrotado da história da humanidade
>o bafo da morte sai do banheiro e acerta a cara do velho em cheio
>o sogro arregala os olhos e dá dois passos pra trás tossindo
>eu, com a voz tremendo de vergonha alheia:
>"seu Carlos... sinceramente? se o senhor der um passo aí dentro, o senhor não volta com vida"
>silêncio absoluto por 5 segundos
>achei que ia levar uma surra
>o velho simplesmente se dobra no
meio de tanto rir, chorando de gargalhar
>"PQP MULEQUE, TU CAGOU UM PARALELIEPÍPEDO É?! CORRE LÁ ATRÁS E PEGA A MANGUEIRA!"
>passei as próximas 2 horas desentupindo a privada com o velho me zoando e bebendo cerveja
>resultado: ganhei o respeito do sogro pra sempre
>agora em todo almoço de família ele me apresenta como "o Demolidor"
This kind of consideration wouldn't even cross the mind of the average American or Israeli who have brought so much pain and devastation to innocent children simply because of greed and bloodthirst