O Rio de Janeiro vive uma das maiores chacinas da história recente: mais de 120 mortos, superando o Carandiru. O governador Cláudio Castro transforma a praça pública em necrotério e faz da morte um palanque, tentando recuperar popularidade com sangue
Em vez de sufocar o crime com inteligência onde ele se organiza e lucra nas zonas nobres, nos paraísos fiscais e nos gabinetes dos criminosos, milicianos de colarinho branco, o Estado escolhe matar sem critério nas favelas, entre quem já sofre com a pobreza, o desemprego e a ausência de politicas de estado para além de um projeto falido de massacre, que governa o Rio há mais de 20 anos. É um projeto de poder construído sobre corpos negros e periféricos.
O que acontece no Rio não é uma tragédia, é uma escolha. Uma política de extermínio fantasiada de segurança pública, que transforma o medo em método e a morte em discurso. O país precisa reagir e cobrar responsabilização de quem tornou essa violência brutal em política de Estado.
Nesse momento doloroso para o país onde a desumanização é a regra, me solidarizo com cada família, mãe, tia, avó, gente decente e honesta que sofrem com a dor de, mais uma vez, verem os corpos dos seus estirados no chão, suas comunidades sendo vítimas de uma chacina televisionada.
A FAVELA QUER VIVER
- Bandeira estadunidense bem posicionada ao fundo
- Trump se erguendo 10 segundos pós atentado (com a permissão da equipe de segurança)
- O punho serrado
- O público se levantando p aplaudir
Nem os roteiristas de The boys seriam capazes…