Cristiano Ronaldo com 41 anos.
Messi com 39.
Modric com 40.
Todos na mesma Copa do Mundo.
Eric Faria, comentarista da Globo, foi direto: está ficando normal jogadores com essa idade performarem bem, por mais tempo.
"A longevidade física dos atletas vai ser cada vez maior. Alimentação, suplementação, tecnologia de treinamento. Os atletas hoje são mais atletas do que eram há cinco anos."
Mas tem um limite que a ciência ainda não resolveu.
"O que pode impedir essa longevidade é a saúde mental. O esporte virou um negócio gigante. Esses rapazes começam com 13, 14 anos num ambiente de cobrança profissional. Mais redes sociais. Mais exposição. Menos privacidade. Às vezes o cara chega aos 30 já rico, já vencedor, e simplesmente não aguenta mais."
O Adriano foi assim.
O Ronaldinho foi assim.
O Neymar, na visão de Eric, está chegando perto desse limite.
O que faz Cristiano e Messi diferentes não é só o físico.
É que os dois ainda têm objetivos esportivos muito claros.
Cristiano quer o milésimo gol. Messi quer fazer mais história com a Argentina.
Esse combustível é o que os mantém jogando em altíssimo nível enquanto outros da mesma geração já pararam.
E o Neymar?
Ele carregou o peso sem ter tido uma transição.
Ronaldinho, Adriano e Kaká não passaram o bastão com suavidade.
O Brasil não fez esse esforço. E o Neymar teve que pegar na unha uma geração inteira.
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