O mais doido de toda essa história da Michelle é que ela tinha a eleição para o Senado no DF garantida e ela jogou isso fora.
Ela, querendo ou não, deu respaldo aos ataques da esquerda contra Bolsonaro, principalmente contra o próprio marido dela.
Quando vi a postagem do vídeo, ingenuamente pensei que era ela falando sobre apoiar a candidatura do Flávio.
Lembro que cheguei a pensar “Finalmente!”, mas depois que assisti ao vídeo, eu fiquei chocado e extremamente decepcionado.
Ela nunca gravou um minuto de vídeo para falar contra Alexandre de Moraes, o maior torturador do seu marido.
Ela nunca gravou um minuto de vídeo para falar da importância da candidatura do Flávio.
Mas ela gravou um vídeo de mais de 20 minutos que parece uma tentativa de desgastar a pré-campanha do Flávio um pouco antes do começo oficial da campanha.
Quem me conheçe sabe que não gosto de julgar intenções, mas podemos julgar as ações, independente das intenções.
E o que ela fez ontem foi péssimo, independente do que ela realmente queria alcançar com esse vídeo.
Se eu pudesse fazer uma única pergunta a Michelle sobre o vídeo de ontem seria esta:
O que a senhora esperava conseguir com isso?
Até agora não encontro uma resposta sequer que beneficie o projeto nacional de libertar o Brasil do PT e do Lula.
EUA 🇺🇸: D Trump postou neste domingo (28):
“O comunismo é a maior ameaça ao nosso país desde a Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Pearl Harbor ou 11 de setembro! Presidente DONALD J. Trump!”
Brasil 🇧🇷/EUA 🇺🇸: Em carta, Marco Rubio agradece profundamente Flávio Bolsonaro por “seu apoio à nossa decisão de designar o CV e o PCC como Terroristas Globais Especialmente Designados e Terroristas Estrangeiros”
Na carta, Rubio também define o “roteiro” da Seção 301 reafirmando o atual posicionamento da adm Trump e lembra qualquer parte interessada no Brasil pode participar da audiência pública sobre o assunto no próximo dia 06/07.
A carta de Rubio é uma resposta a carta enviada por Flávio no início do mês de junho.
Créditos da divulgação da carta :@malugaspar
⛑️🇻🇪 VENEZUELA: O Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio e o Presidente de El Salvador Nayb Bukele, anunciaram cada um, que seus países estão enviando socorristas, equipes de resgate e suprimentos para apoiar o povo Venezuelano, após o terremoto que atingiu o país.
EU ALERTEI. Ninguém dessa turma anti-Flávio gravou vídeo sobre LULINHA, JAQUES WAGNER, CARECA do INSS etc.
Mas para minar o Flávio vale tudo: usar Celina Leão como bom exemplo, ler teleprompter, beber água para dar ares de naturalidade. Porém, NADA DISSO funciona.
Se não deu certo expor o contrato sobre o filme, gravar vídeo de fofoca TAMBÉM não dará.
Flávio Bolsonaro sairá ainda maior de tudo isso. E quem sai pequeno não são filhos, nem o SEQUESTRADO Jair Bolsonaro.
PRÓXIMO.
Se o texto acima é da ex-primeira-dama, pode-se dizer que a emenda, como de costume, saiu pior que o soneto. Michelle resolveu aplicar remendo novo em roupa velha, proclamando, com ar de quem se redime, que não guarda raiva de ninguém. Excelente. Regozijemo-nos. Até ontem, o que se via no seu desdém pela candidatura de Flávio era, pura e simplesmente, uma raiva destilada, quase bíblica. Agora a questão já não é saber se a ex-primeira-dama tem ou não tem cólera no peito; é medir quantos bolsonaristas ainda conservam alguma simpatia por ela.
“Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada”, declarou, sem dizer, é claro, o que exatamente estava sendo deturpado. Teriam os bolsonaristas deturpado a ausência absoluta de empatia, ou de apoio, ao enteado? A verdade é que o problema não reside na suposta deturpação, mas no “esclarecimento” intempestivo. Michelle batizou de esclarecimento o que não passou de lavagem pública de roupa suja, e, sem risco de mal-entendido, só pode ser lido como sabotagem. Sim: para a maior parte dos mortais, o vídeo foi uma tentativa clara de torpedear o candidato que, mal ou bem, ainda encarna o voto anti-sistema. Um desastre estético e político. Ponto final.
Eis outra frase digna de divã freudiano: “Vamos trabalhar juntos para derrotar o atual governo”. Depois de fuzilar o enteado em praça pública, a matriarca estende os braços, magnânima, superior, quase iluminada. Venceu a luta imaginária, expôs o rival ao ridículo e, sentindo-se rainha, oferece a mão ao vencido: venha, pobre-diabo, vamos trabalhar juntos. Não cola, Michelle. Não cola.
Depois vem a pérola que toma todos por otários: “Não há briga nem competição”. Então o que há? Se briga não é briga e competição não é competição, que a senhora explique, com a clareza que diz prezar, que diabo são essas coisas que só atrapalham. Alguém aqui delira, e não são os bolsonaristas.
Por fim, a estocada que revela tudo: “uma nova história será escrita, com verdade, clareza e respeito”. Traduzindo: diz Michelle, nas entrelinhas, que faltaram a Flávio esses três atributos: verdade, clareza e respeito, mas agora que a roupa suja foi devidamente arejada, o enteado comportar-se-á como bom menino e a nova história será escrita. Não por ele, naturalmente. Por ela.
E a cereja envenenada do bolo: “fiquem em paz”. Palavras ocas. Paz é substantivo que só soa verdadeiro na boca de Cristo: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. A paz de Michelle, até agora, tem sido apenas confusão. Triste, ruidosa e desnecessária confusão.
Michelle Bolsonaro já foi naturalmente elegante. Sim, o verbo está no pretérito. A elegância, nela, era quase uma graça inata, algo que não precisava ser fabricado para as câmeras. Perdeu-a, porém, no dia em que decidiu não saber perdoar. Até as pedras o sabem: carrega no peito uma mágoa desmedida, maior do que a própria fidelidade que se espera de uma esposa. Não a conjugal, essa miudeza de alcova, ou um dever natural, mas a fidelidade maior, a adesão sem fissuras à vontade do marido.
Michelle não se curvou à indicação de Jair Bolsonaro. E isso, num universo onde a lealdade é moeda de troca e quase religião, revelou-se fatal. Uma dama verdadeira não desafia o chefe da casa em praça pública; menos ainda quando o chefe foi presidente da República. Lavou, ademais, roupa suja diante do espelho da nação: gesto que a elegância antiga jamais permitiria. Não vi o vídeo que hoje todos comentam, mas soube do excesso: o “galego” repetido até o fastio, como quem precisa, a cada sílaba, certificar-se de que o mundo inteiro tome nota da intimidade.
Usado com parcimônia, o vocativo podia ter um quê de charme brejeiro, pitada de cumplicidade conjugal exposta com leveza. Repetido como mantra, tornou-se brega, quase patético. Tornou-se o bolo excessivo de cerejas que enjoa à segunda garfada. Publicamente, a ex-primeira-dama deveria ter recorrido à forma que a liturgia do poder exige: “meu marido, o ex-presidente”. A frieza formal, nesses casos, carrega mais dignidade e mais força do que a necessidade histérica de exibir intimidade.
Michelle já foi naturalmente elegante e, por extensão, naturalmente importante. Perdeu ambas as qualidades. Sem elegância, restou-lhe a máscara rígida do passado; sem importância, restou-lhe a raiva miúda, a birrenta impaciência de quem vê o próprio mito escapar-lhe entre os dedos. Curiosamente, só o “galego”, por ora mudecido, rarefeito, recolhido à esfera privada, poderá ainda salvá-la. Mas, tal como as coisas se apresentam, nem mesmo Jair Bolsonaro, com todo o seu magnetismo, conseguirá reverter o sentimento que ela deixou no bolsonarismo: um misto de decepção e repúdio surdo, quase irreversível.
A dama dissolveu-se; sobrou a sombra ressentida. E as sombras, como se sabe, não elegem presidentes.
@Michelle_apoio profunda decepção com seu vídeo, em relação a críticas desnecessárias ao FB! Roupa suja, se lava em casa. Isso demonstra um verdadeiro boicote à pré-campanha de FB, e contra a vontade d quem não pode se manifestar: JB, seu esposo.