Eu vi quando o Pingos Nos Is anunciaram a nova cara da programação e automaticamente lembrei que o programa e a JP cagaram para a democracia, Bolsonaro, bolsonaristas e se renderam ao imperador.
Nesse momento enxergamos que éramos apenas número$.
E agora eles voltam reformulados em busca dos mesmos número$.
Olha, a Ludmilla não é burra. Pelo contrário. Ela sabe muito bem que ninguém está criticando figuras políticas como Nikolas e Michelle por acaso. Há um motivo, e tudo isso teve um ponto de partida.
Esse discurso de “infiltrado” é uma tentativa de tratar as pessoas como se fossem imbecis. Todo mundo sabe o que esse pessoal fez nos últimos anos. Nada aconteceu às escondidas; tudo foi feito de forma pública e explícita.
Na minha avaliação, a doutora Ludmilla não demonstra ter firmeza de caráter suficiente para contrariar o grupo de amigos com o qual convive ou, talvez, até o próprio marido. Se realmente lhe falta essa firmeza, desculpe, mas considero uma bênção que ela não seja mais juíza. Afinal, um juiz que não possui independência e força de caráter para agir conforme sua própria consciência não deveria exercer a magistratura.
A speedrun da mulher de 40 anos que é boderline e escolheu não ter filhos e ai se descobre feminista porque os homens começam lentamente a não prestar tanta atenção nela e agora ela quer destruir a vida de todas as mulheres bonitas e jovens para se vingar dos homens que não olham para ela tanto assim.
Goleiro Vózinha:
* Ganhou 100 milhões de seguidores
* Seguiu 2 mil gostosas
* Meteu propaganda de BET
* Tá pegando uma blogueira
Simplesmente um HERÓI!
Michelle nunca mais vai ter a simpatia de toda a base do bolsonarismo. Ela virou um Sérgio Moro. Não tem mais volta.
Ela conseguiu, sozinha, destruir um capital político imenso e praticamente sem rejeição, tudo por ego e vaidade.
Ainda é uma política com extremo potencial, mas não mais para presidente.
É um estudo de caso psicológico sobre como até pessoas inteligentes e bem preparadas ficam bêbadas pela vaidade e pela bajulação, até caírem em desgraça.
Michelle Bolsonaro já foi naturalmente elegante. Sim, o verbo está no pretérito. A elegância, nela, era quase uma graça inata, algo que não precisava ser fabricado para as câmeras. Perdeu-a, porém, no dia em que decidiu não saber perdoar. Até as pedras o sabem: carrega no peito uma mágoa desmedida, maior do que a própria fidelidade que se espera de uma esposa. Não a conjugal, essa miudeza de alcova, ou um dever natural, mas a fidelidade maior, a adesão sem fissuras à vontade do marido.
Michelle não se curvou à indicação de Jair Bolsonaro. E isso, num universo onde a lealdade é moeda de troca e quase religião, revelou-se fatal. Uma dama verdadeira não desafia o chefe da casa em praça pública; menos ainda quando o chefe foi presidente da República. Lavou, ademais, roupa suja diante do espelho da nação: gesto que a elegância antiga jamais permitiria. Não vi o vídeo que hoje todos comentam, mas soube do excesso: o “galego” repetido até o fastio, como quem precisa, a cada sílaba, certificar-se de que o mundo inteiro tome nota da intimidade.
Usado com parcimônia, o vocativo podia ter um quê de charme brejeiro, pitada de cumplicidade conjugal exposta com leveza. Repetido como mantra, tornou-se brega, quase patético. Tornou-se o bolo excessivo de cerejas que enjoa à segunda garfada. Publicamente, a ex-primeira-dama deveria ter recorrido à forma que a liturgia do poder exige: “meu marido, o ex-presidente”. A frieza formal, nesses casos, carrega mais dignidade e mais força do que a necessidade histérica de exibir intimidade.
Michelle já foi naturalmente elegante e, por extensão, naturalmente importante. Perdeu ambas as qualidades. Sem elegância, restou-lhe a máscara rígida do passado; sem importância, restou-lhe a raiva miúda, a birrenta impaciência de quem vê o próprio mito escapar-lhe entre os dedos. Curiosamente, só o “galego”, por ora mudecido, rarefeito, recolhido à esfera privada, poderá ainda salvá-la. Mas, tal como as coisas se apresentam, nem mesmo Jair Bolsonaro, com todo o seu magnetismo, conseguirá reverter o sentimento que ela deixou no bolsonarismo: um misto de decepção e repúdio surdo, quase irreversível.
A dama dissolveu-se; sobrou a sombra ressentida. E as sombras, como se sabe, não elegem presidentes.