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ALERTA GLOBAL: ONU pede preparação para novo El Niño "potencialmente forte"! 🔥🌡️⛈️
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu um alerta nesta terça-feira (2) sobre a possibilidade de formação de um episódio "potencialmente forte" de El Niño nos próximos meses.
Impulsionado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical, o fenômeno climático deve persistir ao menos até novembro, com a previsão de elevar as temperaturas acima da média em grande parte do planeta já entre junho e agosto. Segundo Celeste Saulo, secretária-geral da agência da ONU, o mundo precisa se preparar para um evento que agravará secas, chuvas intensas e o risco de ondas de calor extremas.
Historicamente, o El Niño altera de forma agressiva os padrões globais de precipitação, provocando um aumento das chuvas no sul da América do Sul e em partes da África Oriental, enquanto impõe secas severas na América Central, Indonésia e Austrália. A OMM adverte que os desdobramentos vão além do clima: a combinação de extremos ameaça a segurança hídrica e alimentar global, além de favorecer a proliferação de doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos.
O cenário é impulsionado por temperaturas subsuperficiais no Pacífico que já superam a média histórica em mais de 6°C em algumas áreas, acúmulo de calor que fortalece as condições para o fenômeno. Vale lembrar que o último episódio forte do fenômeno ocorreu entre 2023 e 2024, contribuindo diretamente para que 2024 se tornasse o ano mais quente já registrado.
Para o setor agropecuário e os produtores rurais, que dependem diretamente da estabilidade climática para o planejamento de safras, a intensificação desses extremos impõe um desafio de resiliência e adaptação sem precedentes. Como reforçou o secretário-geral da ONU, António Guterres, o fenômeno adicionará combustível ao fogo de um planeta já em aquecimento.
Transformar esses alertas globais em ações práticas e em comunicação técnica que prepare o campo e as cidades para a mitigação de impactos é um dos pilares estruturais do planejamento ambiental que defendemos diariamente no Florestal Brasil.
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#elnino #clima
Uma pesquisa inédita da USP, estampada na capa da prestigiada revista Nature, sequenciou 128 genomas e revelou uma diversidade genética surpreendente nas populações nativas da América do Sul.
O estudo documentou de forma pioneira a existência de uma "terceira onda" migratória, ocorrida há cerca de 1.300 anos a partir da região onde hoje está localizado o México. Essa nova leva populacional se soma às duas grandes migrações já atestadas pela ciência (datadas de até 12 mil e de 9 mil anos atrás), preenchendo lacunas importantes sobre como as severas mudanças ambientais do Holoceno Médio afetaram a distribuição humana e a disponibilidade de recursos no continente.
As análises de DNA trouxeram ainda descobertas intrigantes: foram encontrados trechos genômicos muito antigos característicos da Australásia, de neandertais e de denisovanos. A principal hipótese dos cientistas é que esses genes tenham conferido vantagens evolutivas, como melhorias na resposta imune e no metabolismo, sendo mantidos na população por meio da seleção natural.
O levantamento genômico também dimensionou o impacto devastador da colonização europeia. Ao analisar grupos como os Sirionó, Suruí e Karitiana (do tronco Tupi), identificou-se fortes sinais de endocruzamento, quando a reprodução ocorre em grupos extremamente reduzidos e isolados. Esse padrão genético é a assinatura clara de um colapso populacional drástico, provocado por epidemias, escravização e pela quebra dos modos de subsistência tradicionais a partir do século XVI.
A documentação desta prolongada e diversificada permanência humana contraria visões simplistas sobre a ocupação do território e escancara a urgência de se incluir essas populações de forma robusta nos bancos genômicos globais. Compreender a ecologia e a formação das paisagens sul-americanas passa obrigatoriamente por entender a fundo a ancestralidade de quem as manejou milenarmente.
A genômica comprova que a história da nossa sociobiodiversidade não começou com o contato europeu; ela é o resultado complexo de milhares de anos de adaptações e migrações que moldaram de forma definitiva o desenvolvimento e a resiliência das populações originárias.
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La primera ministra de Dinamarca, Mette Frederiksen:
"Existe un vínculo totalmente establecido entre el poder político, el capital, los gigantes tecnológicos y la IA. Y el propósito de todo esto es socavar la democracia. Ese es el objetivo".
🎥Vídeo gravado entre 6 e 11 de abril, durante a visita de Chico Buarque a Havana para gravar com Silvio Rodríguez “Sueño con serpientes”. Os benefícios serão doados à Sala de Pediatria do Instituto Nacional de Oncologia de Cuba.
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Apesar de ser a principal política pública de financiamento agrícola do país, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) alcançou apenas 21% do seu público-alvo durante o Plano Safra 2024/2025. O dado alarmante faz parte de um levantamento do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio), que expôs uma distorção profunda: o programa concentra seus recursos nas mãos de produtores já capitalizados, em regiões historicamente mais favorecidas e em cadeias produtivas totalmente consolidadas.
Os números revelam um abismo na distribuição do crédito estatal. As regiões Sul e Sudeste absorveram 68% dos recursos, enquanto culturas de commodity como soja, milho e café concentraram 67% do volume financiado. A disparidade fica ainda mais evidente ao constatar que os 10% dos contratos de maior valor ficaram com quase metade (47%) de todo o montante do programa, restando ínfimos 8% para a metade mais pobre dos contratantes. As linhas essenciais para a transição sustentável, voltadas à Agroecologia, Sistemas Agroflorestais, Jovens e Mulheres, representaram, somadas, menos de 1% do volume total.
O recorte de gênero escancara ainda mais as barreiras estruturais do sistema. Embora as mulheres respondam por 39% dos contratos firmados, elas conseguiram acessar apenas 23% do volume financeiro. O valor médio dos financiamentos destinados a elas foi de R$ 20.950, menos da metade da média liberada para os homens, evidenciando as dificuldades adicionais que as produtoras rurais enfrentam para aprovar garantias e contornar a burocracia bancária.
O governo federal anunciou recentemente um aporte de R$ 78,2 bilhões para o Pronaf no Plano Safra 2025/2026. Contudo, os dados do CPI/PUC-Rio evidenciam que o simples aumento do volume de dinheiro não resolve a exclusão produtiva no campo. Sem a ampliação massiva da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e a remodelação dos critérios de concessão, o programa continuará operando de forma regressiva, financiando o topo da pirâmide e deixando desamparada a imensa base que mais necessita do apoio do Estado para produzir comida e promover a sustentabilidade ambiental.
Fonte: ((o))eco
#agricultura #agronegocio #agro
A Câmara dos Deputados deu mais um passo na grave escalada de retrocessos ambientais desta semana. Avançou para o Senado o polêmico PL 364/2019, que altera o Código Florestal e, na prática, permite que áreas de vegetação não florestal, como os campos de altitude, o Pampa e formações campestres do Pantanal e Cerrado, sejam tratadas como "áreas rurais consolidadas". O detalhe mais absurdo da manobra legislativa: isso valerá mesmo para locais onde a vegetação nativa nunca foi convertida ou desmatada.
O que nasceu em 2019 como uma pauta focada nos campos sulinos foi totalmente deturpado na Comissão de Constituição e Justiça, sendo ampliado para abranger o país inteiro. O impacto ecológico dessa canetada é devastador. Segundo organizações da sociedade civil, o projeto retira as salvaguardas de cerca de 48 milhões de hectares de campos nativos no Brasil. Estamos falando de deixar 50% do Pantanal e 32% do Pampa vulneráveis à conversão indiscriminada, sem a necessidade de autorização prévia de supressão ou transparência.
Na ecologia, sabemos muito bem que os biomas não são feitos apenas de árvores de grande porte. As formações campestres são ecossistemas milenares e altamente complexos, fundamentais para a recarga de aquíferos, para o ciclo do carbono no solo e para a sobrevivência de espécies endêmicas. Restringir a proteção ambiental apenas à fisionomia de "floresta" é uma visão técnica atrasada e ecologicamente insustentável.
Como alertou o Ministério do Meio Ambiente, a aprovação desse PL se soma às recentes tentativas de barrar as multas do Ibama por satélite e de esvaziar a lista de espécies ameaçadas. É um verdadeiro "tripé da destruição" coordenado no Congresso. Aqui na equipe do Florestal Brasil, continuaremos denunciando essa movimentação. Um agronegócio verdadeiramente sustentável e tecnológico não precisa reescrever o Código Florestal para apagar o nosso patrimônio natural do mapa.
Fonte: O Eco
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O aquecimento global deixou de ser uma previsão para o futuro e já é uma realidade sentida no cotidiano de oito em cada dez brasileiros. Uma pesquisa inédita conduzida pelo Aurora Lab e More in Common revelou que 85% da população já nota as interferências do clima no dia a dia, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto como intenso.
Os reflexos mais dolorosos dessa crise já pesam diretamente no bolso e na saúde. O aumento do custo de vida foi a principal queixa, apontada por 53% dos entrevistados, seguido por problemas de saúde física (45%), dificuldades estruturais de acesso ao trabalho (40%) e adoecimento mental (32%).
Apesar da gravidade do cenário, há um dado que aponta para a mobilização: a imensa maioria (93%) tem clareza de que precisamos transformar urgentemente nossos modelos de produção e consumo. Em tempos de desinformação, a confiança na ciência segue forte, com 69% dos brasileiros apontando as universidades e os cientistas como as fontes de maior credibilidade no assunto.
Esses números validam a urgência da nossa atuação profissional. A transição energética e ecológica não é apenas uma pauta de conservação, mas uma necessidade econômica e de saúde pública. É fundamental que as empresas e o Estado assumam a responsabilidade de liderar soluções e modelos baseados na natureza antes que a fatura climática se torne insuportável para a população.
Fonte: Agência Brasil
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Um levantamento técnico interno do próprio governo brasileiro, repassado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), revelou um dado preocupante para o agronegócio: 147 substâncias químicas atualmente autorizadas e utilizadas nas lavouras do Brasil já estão banidas na União Europeia (UE). Além disso, o estudo apontou que, em pelo menos 306 casos, produtos brasileiros exportados apresentaram resíduos químicos acima do limite máximo imposto pelo bloco.
O diagnóstico coloca as exportações nacionais em um ponto de alta vulnerabilidade. A Europa vem adotando limites sanitários cada vez mais rigorosos, com países como a França e a Polônia endurecendo suas regras locais de importação. Como a tolerância europeia para certas substâncias aproxima-se de zero, um alimento pode estar perfeitamente dentro da legalidade no Brasil, mas ainda assim ser sumariamente barrado nos portos internacionais.
A pressão comercial e sanitária já tem gerado prejuízos reais. Recentemente, a UE anunciou a suspensão da compra de carne brasileira a partir de 3 de setembro, citando falhas no controle do uso de antibióticos na pecuária. Documentos internos mostram que o Mapa já sabia, mais de 40 dias antes da sanção, que o sistema nacional de fiscalização era "insuficiente", uma vez que dependia quase exclusivamente da autodeclaração dos produtores, sem auditorias independentes nas granjas e fazendas.
Avaliando a fundo este cenário, a dissonância entre as regulamentações do Brasil e da Europa expõe uma fragilidade estrutural. A dependência de um pacote químico que já é considerado obsoleto ou perigoso em mercados mais exigentes, somada à falta de um sistema de rastreabilidade independente, deixou de ser apenas um debate de saúde pública e conservação ambiental. A transição para práticas agropecuárias mais limpas e rigorosas tornou-se, agora, uma urgência de sobrevivência comercial e econômica para o país.
Fonte: Folha
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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra um ex-cacique e um gerente de garimpo pela extração ilegal de ouro e cassiterita na Terra Indígena Tenharim Marmelos, no sul do Amazonas.
A investigação, embasada por laudos da Polícia Federal e do Ibama, comprovou a devastação de 108,3 hectares de floresta nativa de forma contínua entre 2020 e 2023, afetando diretamente rios e nascentes vitais para o abastecimento da região.
O esquema criminoso funcionava mediante um acordo financeiro: em depoimento, o então líder da comunidade admitiu ter permitido a entrada de maquinário pesado e operários em troca de uma taxa de 10% sobre todo o minério extraído.
O gerente de garimpo, preso em flagrante coordenando frentes mecanizadas de lavra, era o responsável pela logística de extração e pelo repasse dos valores.
O MPF exige agora a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), além do pagamento de R$ 4 milhões em indenizações por danos materiais (usurpação de bem da União) e morais coletivos.
Avaliando a fundo este cenário, o caso escancara uma das dinâmicas mais complexas da mineração clandestina na Amazônia contemporânea: a cooptação e o aliciamento de lideranças locais.
O impacto da atividade garimpeira vai muito além da supressão vegetal ou da contaminação das águas. A inserção do capital ilícito desestrutura profundamente a organização social, a cultura tradicional e os costumes dos povos originários, gerando conflitos internos e criando uma perigosa dependência econômica de uma atividade predatória que destrói o próprio território.
Fonte: MPF
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