Em São Paulo, em 2026, a despesa com o Judiciário é bem maior que a despesa com Segurança Pública. É maior do que o gasto com Transporte também
Judiciário: R$ 14,7 bilhões
Transporte: R$ 12,8 bilhões
Segurança Pública: R$ 11,0 bilhões
As prioridades orçamentárias estão fora de lugar. Essa deveria ser uma discussão obrigatória a qualquer candidato por SP
Paulo Gonet, o procurador-geral, não para de trabalhar. Em benefício de seus colegas do MP, não da sociedade
Em pouco mais de um mês, ele autorizou:
- Pagamento de Adicional por Tempo de Serviço (ATS) retroativo a 2006. Aquele penduricalho que foi incorporado ao subsídio, mas que magistocratas insistem em ressuscitar
- Pagamento de licença-compensatória retroativa a 2015. O cálculo deve considerar, além do subsídio, dos juros e da correção monetária, outros penduricalhos, tais como o próprio ATS, Abono Permanência, Gratificação por Exercício Cumulativo de Jurisdição (GAJU) e até auxílio-alimentação
- Pagamento de licença-prêmio. A base de cálculo contempla penduricalhos como ATS e GAJU. Um privilégio em avançado estágio de extinção
Impacto financeiro? Não importa. Dinheiro dá em árvore e fazer conta é coisa de pobre
"Para Alexandre de Moraes, Luís Pablo cometeu o crime de "perseguição", um termo elástico que pode incluir qualquer investigação que incomode o poder.
Nada disso seria possível sem o pecado original cometido em 2019.
O Supremo abriu de ofício o famigerado Inquérito 4.781, o das "fake news", sem provocação do Ministério Público e com relator designado igualmente de ofício, sem sorteio. A Corte passou a acumular os papéis de vítima, investigador e julgador.
O inquérito nunca teve objeto delimitado, e é isso que o mantém vivo sete anos depois. Sem objeto, vale tudo.
Um mês depois de aberto o inquérito, houve a censura prévia à revista Crusoé, depois revogada. A caixa de Pandora estava aberta.
Com a péssima repercussão da quebra do sigilo de fonte do jornalista Luís Pablo, o STF resolveu que deveria arbitrar a própria definição do que é um jornalista e de quem pode exercer a profissão, com suas prerrogativas.
O problema é que sigilo de fonte é uma garantia de qualquer cidadão, cláusula pétrea da Constituição. O jornalismo gritou, mas a mudança do entendimento do preceito constitucional pega todo mundo."
- Leia aqui: https://t.co/G1RD2VvwLO
Por que as pessoas são tão apegadas a autoridades? Não entendo. Defendem com unhas e dentes políticos, juízes e ministros. Eles são ~nossos~ funcionários, pagos com dinheiro público para servir à sociedade