@Crusado_73@MariaXuni@O_Chatogptisse vou só traduzir para português corrente
‘lamento mas sou ignorante e fisicamente não sei responder à tua pergunta, vou inventar outra coisa qualquer e fingir que abordei o mesmo tópico’
lmao
@Crusado_73@MariaXuni@O_Chatogptisse nice, mais uma vez a fugir à minha pergunta e a meter um whataboutismo
folgo em saber que as pessoas que passam o dia no twitter estão tão perdidas que não sabem argumentar
por favor procura ajuda, desejo-te genuinamente as melhoras
@_goymaxxing@RuiLima85 ok queres usufruir do sns e não queres pagar, excelente
manda aí exemplos de sociedades que prosperaram com a tua mentalidade
eu fico à espera campeão!!
@MariaXuni@O_Chatogptisse a crítica dele ao ventura é essa mesma
se tivesses lido terias aprendido alguma coisa mas os teus recetores de dopamina já devem estar completamente queimados
Voltei a ficar com a mesma sensação da entrevista de Ventura na terça-feira, na CNN, e da de hoje no NOW: quando a conversa chega às contas, começa a ser difícil mantê-la no mesmo sítio.
João Ferreira juntou os custos que o deputado do PSD Bruno Ventura atribuiu a várias propostas que o Chega foi apresentando ao longo dos tempos, como baixar o IVA dos combustíveis e da restauração, eliminar o IVA de alimentos e o IMI, antecipar a idade da reforma e fixar a pensão mínima num valor igual ao salário mínimo nacional, e chegou aos 16 mil milhões. Os números podem estar certos ou errados. Era uma excelente oportunidade para Ventura dizer: não, as nossas contas são estas e o PSD enganou-se aqui, aqui e aqui. Em vez disso, fomos parar à REN.
É legítimo discutir se o Estado devia voltar a adquirir uma participação na empresa. Mas deixar de fazer uma despesa pontual não explica como se pagam compromissos anuais. Se eu deixar de comprar um piano, consigo pagar umas rendas, mas o senhorio tem o desagradável hábito de voltar todos os meses.
E há um pormenor: o INE já esclareceu que a aquisição da participação na REN é tratada como transação financeira, sem impacto no défice e sem efeito direto na dívida pública. Já Ventura acha que esse dinheiro devia antes servir para baixar o preço da energia. É uma opção política legítima. Só não responde à pergunta: como se financiam todas as outras medidas?
Depois de alguma insistência, lá apareceu um número para o IVA dos combustíveis. Para o resto continuámos sem saber bem que despesas seriam cortadas, que receitas apareceriam e o que ficaria para depois. “Emagrecer o Estado” pode ser uma orientação política. Ainda não é uma linha do Orçamento.
A certa altura apareceu Sócrates, porque o compararam com ele. Ventura respondeu que não rouba o país. Ainda bem, mas a pergunta era sobre sustentabilidade financeira. A honestidade é indispensável e a aritmética também. Curiosamente, pareceu-me ficar mais incomodado com a comparação com Sócrates do que por ter sido chamado “aldrabão”.
E lá voltou à ideia de que, se o Chega mandasse, Sócrates já estaria preso. João Ferreira perguntou-lhe como é que um primeiro-ministro podia garantir isso. A resposta passou então para uma maioria parlamentar que alterasse as regras dos recursos. Ora uma coisa é alterar regras processuais, outra é garantir antecipadamente que uma pessoa concreta acaba presa. Os tribunais continuam a ter aquele hábito constitucional incómodo de serem independentes e apenas estarem sujeitos à lei. No fundo, a comparação com Sócrates nasceu por causa da responsabilidade orçamental e acabou respondida no terreno da corrupção e da prisão. Ventura conseguiu fazer a pergunta mudar de assunto antes de a resposta chegar.
Pouco depois, Montenegro estava ligado ao futebol e à falta de autoridade, o PSD andava desorientado com as sondagens, o PS era inútil, hipócrita ou responsável pelo bloqueio e, no conjunto, tivemos os “50 anos de ladroagem”. Algumas críticas eram perfeitamente discutíveis, como as mudanças de posição sobre impostos. Mas o retrato acaba quase sempre no mesmo sítio: os outros agem por cálculo, medo ou desonestidade. Quem faz o retrato é que fica de fora, como é óbvio, e a regra sobre os insultos é que parece depender menos da palavra, do que da direção em que é lançada.
João Ferreira foi então procurar o governo-sombra. Onde está a equipa? Onde está o responsável pelas Finanças a explicar as contas? Ventura respondeu que a comunicação social mostra sobretudo André Ventura. Pode até ter alguma razão, como sabemos. Mas as contas têm uma vantagem maravilhosa: não precisam de convite para ir à televisão. Podem ser publicadas. 😌
Depois veio a comissão de inquérito a Luís Neves. Ventura falou da coragem de a conseguir, da importância que poderá ter e voltou a dizer que tem falado bastante sobre a CPI com Seguro. Quando João Ferreira perguntou se ele próprio estaria lá, já foi mais prudente: ainda tinha de decidir, falar com a liderança parlamentar, há outros deputados. Tudo legítimo, mas é curioso: o protagonismo é muito pessoal quando se conquista a comissão e bastante mais coletivo quando chega a altura de ocupar a cadeira. Ferreira ainda perguntou se isso não poderia parecer falta de coragem. Olha... 🤔
E é talvez isto que continua a faltar nestas entrevistas. João Ferreira fez boas perguntas, insistiu algumas vezes e apanhou várias fugas. Mas quando a resposta muda o terreno, é preciso voltar lá. Quanto custa? Onde está a conta? Quem a fez? Não é uma emboscada. É só não deixar que a resposta escolha outra pergunta. Ventura é muito bom nisso. Quem o entrevista tem de ser igualmente bom a não ir atrás. Porque coragem, convicção e talento para discutir ajudam muito a chegar ao poder. Depois aparece o Orçamento, essa personagem sem sentido de humor, e pergunta onde está o dinheiro.
@LordBoiled@RuiLima85 mais uma vez, como já disse aos outros bots:
o poster original disse "imposto é roubo". essa frase é completamente irracional
agora falar de impostos específicos é mudar de assunto, queres primeiro ceder que eu tenho razão e depois falar do imposto específicamente?
@HugoCar92021441@RuiLima85 preferias que eu tivesse pagado pelo meu ensino?
dá aí exemplos de sociedades que funcionem como tu queres para ajudar a entender o teu argumento
@HugoCar92021441@RuiLima85 não, eu andei na escola pública e não paguei pelas aulas. também já fui internado no SNS e não paguei por isso
graças à contribuição de todos. assim acontece no resto da Europa e o modelo funciona
mas quando estamos desesperados culpamos o próprio sistema...
@Afonso1820@RuiLima85 então o iva já é de um nível muito alto, dos maiores da Europa e tu queres aumentar ainda mais justificando que assim dá liberdade para "pagar" mais impostos se eu consumir mais?
@hiamsoares@RuiLima85 lmao o poster original diz "imposto é roubo"
e os bots do chega vêm a dizer que não concordam com impostos sobre produtos petrolíferos porque agora a gasolina ficou mais cara graças à guerra do grande trump
deixem-me rir e paga a tua gota caladinho