Quando Jesus, Maria e José são acolhidos em um lar, o coração aprende a confiar, a perdoar e a recomeçar. Assim, mesmo nas dificuldades, a casa se torna morada de Deus e sinal do céu entre nós. 🙏🏼
Estava pensando agora há pouco sobre esse cara, o Frei Gilson.
Um homem comum. Nada de extraordinário à primeira vista. Apenas alguém que decidiu rezar o Rosário de madrugada. Alguém que, em um mundo viciado em conforto, escolheu a mortificação silenciosa.
E não me entendam mal: ele tem muitos talentos. Canta muito bem, compõe belas canções, comunica-se com naturalidade. Se não joga na seleção brasileira é porque futebol pertence ao mundo, pois até nisso ele parece levar jeito.
Mas não é disso que estou falando.
Espiritualmente, Frei Gilson não apresenta nada do que o imaginário moderno costuma chamar de “sobrenatural”. Não faz milagres públicos, não relata visões, não promove curas espetaculares. Não há êxtase, não há sinais, não há holofotes místicos. Há apenas fé. Simples, dura, repetida todos os dias.
Ele apenas acreditou que valia a pena acordar às quatro da manhã e rezar. Rezou quando ninguém via. Rezou quando ninguém assistia. Rezou quando havia uma única pessoa do outro lado da tela. E continuou rezando.
O que o mundo chama de sucesso veio depois, e quase como consequência indesejada. Uma live que começou no silêncio tornou-se, com o tempo, a mais assistida do país, alcançando milhões todos os anos. Não porque ele buscou visibilidade, mas porque permaneceu fiel quando não havia recompensa alguma.
Frei Gilson não prova que todos podem ser famosos. Ele prova algo muito mais incômodo: que Deus age quando alguém decide, de verdade, escolher Cristo em vez do mundo. Não é preciso ser extraordinário. É preciso ser constante. Não é preciso ter dons raros. É preciso ter fidelidade. No fim, o mundo se dobra não à genialidade, mas à santidade silenciosa que se recusa a negociar a própria alma.