Uma contradição gigantesca.
Em 2023, Tabata Amaral acionou a Justiça por uma piada que considerou machista.
Em 2026, diz que piada não é crime e que o PL da Misoginia não ameaça a liberdade de expressão e que “fazer piada” não é crime.
Afinal, qual das duas Tabatas está dizendo a verdade?
Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões.
Simone Tebet quer ser senadora pelo Estado de São Paulo. Vai defender as bandeiras do combate aos narcoterroristas ou manter fidelidade ao chefe, Lula da Silva? Vai defender o Agro paulista ou passar a mão na cabeça do bando fora da lei do MST, como faz o chefe?
Afinal, o que Tebet fez nos últimos três anos e meio pelo país?
É extremamente danoso à imagem da Justiça, perante o Brasil e o mundo, o enriquecimento de familiares diretos de juízes da corte constitucional do país por meio de contratos obscuros, com valores extraordinariamente acima dos praticados pelo mercado.
A Folha presta um grande serviço ao trazer à luz mais essas informações estarrecedoras. Contudo, erra ao afirmar que “As informações financeiras não mostram irregularidade em relação às aplicações ou ao acúmulo de dinheiro pelo advogado”. Ao contrário do que diz o jornal, as informações apresentadas na matéria sobre valores de remuneração absolutamente incompatíveis com os padrões de mercado da advocacia (inclusive em âmbito internacional), somadas às circunstâncias agravantes da atuação do pai, juiz, em processos bilionários envolvendo empresas investigadas por corrupção e crime organizado, trazem indícios fortíssimos não apenas de “irregularidades”, mas, muito possivelmente, de crimes.
O caso da família de Nunes Marques se assemelha ao gravíssimo caso do contrato de R$ 129 milhões da família de Alexandre de Moraes — ou potencialmente o supera —, que também envolvia empresa corrupta e ligada ao crime organizado, com interesses no Supremo.
É fundamental que a sociedade brasileira exija, incansavelmente, que as instituições responsáveis, como a OAB, o CNJ, o STF, o CNMP, a PGR e o Congresso Nacional, cumpram seu papel e reajam à degradação institucional. É crucial que conduzam não apenas apurações e eventuais responsabilizações nos casos dos ministros Moraes, Nunes Marques e Dias Toffoli e de seus familiares, mas também que liderem um processo abrangente de reformas capaz de resgatar a integridade institucional e impedir o colapso reputacional da Justiça brasileira.
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