OS VERDADEIROS CULPADOS
Ontem, qualquer pessoa com um pingo de decência, que não seja um psicopata ou um fanático cego, ficou revoltada com as imagens brutais de Charlie Kirk sendo baleado no pescoço em público. Não é preciso concordar com ele para sentir nojo do que aconteceu. Quem tem um mínimo de princípios sabe que isso é inaceitável.
Há dois tipos de culpados aqui. Primeiro, o covarde que puxou o gatilho. Segundo, e não menos responsáveis, os políticos, os jornalistas e os pseudointelectuais que, há anos, vomitam rótulos venenosos como “extrema-direita”, “direita radical” e “fascista” para demonizar quem ousa pensar diferente. Esses hipócritas, com suas canetas e microfones, pavimentaram o caminho para essa violência com uma campanha de ódio disfarçada de moralidade.
Mal o sangue de Charlie Kirk tocou o chão, a máquina dos Media já cuspiu, sem pudor, o mesmo chavão de “extrema-direita”. Um homem conhecido por enfrentar debates abertos em universidades, por confrontar ideias opostas com argumentos, é reduzido a um rótulo vil. Chamar Charlie Kirk de “extremista” ou “radical” não é jornalismo — é manipulação descarada, desenhada para que leitores engulam a repulsa sem questionar.
Essa tática suja não é nova. Nos últimos anos, grande parte dos Media americanos e praticamente toda a Europa transformaram o ódio em profissão. Tudo que foge da narrativa oficial é rotulado, deturpado, demonizado. Vimos isso recentemente com a morte de Iryna Zarutska, convenientemente abafada vários dias porque não servia aos interesses da imprensa. Em outros casos, teriam explorado a tragédia até a exaustão. A hipocrisia é gritante.
Concordem, discordem parcialmente ou totalmente do Charlie Kirk, o que está em jogo é maior. O debate livre, sem violência, sem censura, sem rótulos covardes, é o alicerce de uma sociedade que respira. Quem cala ideias com balas ou manchetes manipuladoras não quer liberdade — quer controlo.
Aguardamos, a qualquer momento, que Marcelo Rebelo de Sousa se pronuncie sobre a responsabilidade politica do caso das gémeas brasileiras que foram tratadas em Portugal, através de "cunha", com um medicamento de 4 milhões €.
A FUNÇÃO PÚBLICA COMO UM EMPREGO PARA A VIDA INDEPENDENTEMENTE DO DESEMPENHO TEM DE ACABAR
Na última década, o número de funcionários públicos aumentou como nunca. Está no máximo de sempre
A vida dos portugueses está melhor? Não.
Temos um Estado forte em números, mas fraco em resultados. E os números não enganam: na última década, o número de funcionários públicos disparou, passando dos 659 mil no final de 2015 para mais de 760 mil em 2025 - um crescimento de mais de 100 mil postos de trabalho.
Isso num país onde continua a haver filas de espera no SNS, tribunais lentos e uma burocracia sufocante.
Precisamos acabar com a ideia de que a função pública é um emprego vitalício garantido, independentemente do mérito ou do desempenho.
Quem cumpre, quem trabalha, quem serve bem os cidadãos deve ser reconhecido e valorizado. Mas quem falha sistematicamente, quem bloqueia processos, quem vive à sombra da inércia não pode continuar eternamente pago pelos contribuintes.
Portugal precisa de um Governo que tenha coragem de enfrentar os problemas em vez de viver de propaganda.
O que temos hoje é um Governo que anuncia reformas que nunca chegam.
Que apresenta fusões de entidades como grandes conquistas, mas que na prática não passam de pequenos ajustes: mudam os nomes, mudam os organogramas, mas nunca se mexe no essencial.
Nunca se despede quem está a mais, para poder contratar onde faz falta ou automatizar onde já é possível.
Nunca se corta nos gabinetes inúteis, para reforçar hospitais, escolas e tribunais. Nunca se elimina as redundâncias e sobreposições de competências.
A Iniciativa Liberal tem uma proposta clara: uma avaliação profunda da Administração Pública.
Não para fingir que se muda, mas para identificar quem cumpre e quem falha, quem serve os cidadãos e quem se limita a ocupar lugar.
E depois dessa avaliação, despedir quem está a mais, quem bloqueia processos, quem vive à sombra da inércia.
Só assim poderemos libertar recursos para enfrentar os nossos desafios.
Só assim deixaremos de ter um Estado pesado, que se serve a si próprio, para termos um Estado eficiente, que serve as pessoas.