O mal social não é apenas “dos outros”. Cada um participa dele por omissão, indiferença, covardia ou complacência. Não meça a culpa dos outros, amplie a sua.
É um erro subestimar a capacidade das democracias liberais de se autossabotarem internamente, mesmo sem a emergência imediata de um “novo sistema” claro.
A desgraça alheia nunca deveria ser motivo de júbilo para ninguém. Se há algo de profundamente humano, é a compaixão – não a compaixão condescendente, mas aquela que reconhece no sofrimento do outro um reflexo da própria vulnerabilidade.