A COPA DO MUNDO é o último resquício de um mundo que não existe mais.
Mesmo se você não gosta de futebol, vai entender do que eu estou falando e valorizar mais o evento esportivo mais importante da humanidade .
Esse texto não é sobre futebol, é sobre o ser humano. Sobre o que nos une e sobre o que nos separa
Vem comigo que hoje vou misturar Neymar, Virgínia e Harari!
"The book is the only medium left that hasn’t been corrupted by the profane: everything else on your eyelids manipulates you with an ad." - Nassim Nicholas Taleb in The Bed of Procrustes
O @LaudelinoRJ lançou o site https://t.co/NjKmUVgo1G , com todo o acervo do True Outspeak, programa semanal de comentários gravados por Olavo de Carvalho, exibido entre dezembro de 2006 e agosto de 2013.
Foram 296 programas ao longo de quase sete anos.
Olavo abordou temas que iam da filosofia clássica à conjuntura política brasileira, a herança do marxismo cultural na universidade, a metafísica do conhecimento, religião comparada, biografia de pensadores, crítica literária, leitura de jornal. O programa foi um dos veículos mais longevos de exposição pública de seu pensamento antes da era dos cursos online.
O site reúne todo o acervo em ordem cronológica, do primeiro ao último programa.
Consuma sem cuidado. É a vacina que todos precisam.
Dou aula de Sociologia há tempo suficiente para citar trechos de Foucault de cor, e ainda assim travo a porta do carro quando o sinal fecha no lugar errado. Não moro onde o crime manda. Moro num apartamento de classe média alta, num bairro onde o medo é abstrato o bastante para render teses bonitas sobre soberania brasileira. Digo isto antes de qualquer coisa, porque a indignação que vou criticar é também a minha, e ela sai mais barata de onde eu falo.
A nota do governo separa duas coisas: o terror que busca lucro e o terror que busca ideia. Facção entra na primeira gaveta –tráfico, arma, dinheiro— e por isso não seria terrorismo de verdade, só crime grande. Crime organizado. Terrorismo? Nunca.
A distinção é limpa. É falsa. É estúpida.
Quem controla quem entra e sai de uma rua governa aquela rua. Decide o toque de recolher, cobra imposto, executa sentença. Manda. Ou seja, tem poder político. Faz, em escala de quarteirão, o que o Estado faz em escala de país. Chamar isso de mero "comércio" é a parte conveniente da nota.
Santo Agostinho já tinha dito isso, com menos pudor: removida a justiça, reino é quadrilha que deu certo --e quadrilha é reino que não deu.
A esquerda, de todos, deveria ser a última a comprá-la: foi ela que passou um século ensinando que economia e política são a mesma carne, que não existe lucro inocente de mando. Marx não precisava de bandeira para enxergar dominação no bolso da burguesia. Por que, justo agora, o dinheiro passou a provar inocência política?
Dirão que facção não tem projeto de país, só caixa –e é verdade, em parte. Só que projeto de país é luxo de quem já tem o Estado garantido. Quem manda num beco não precisa de utopia; precisa do beco.
O que, de fato, agride não é o erro conceitual. É o tom. Esse sim mais preocupado com politicagem ideológica.
A mesma classe intelectual que fareja autoritarismo em cada relação intersubjetiva descobriu, de repente, um apreço comovente pela palavra "soberania". Aqui, declamada do palacete, do apartamento bem ventilado, sobre um país onde a soberania do Estado termina na entrada de centenas de comunidades. Indignar-se com o vocabulário é confortável. Custa uma coluna e o moralismo seletivo.
Eu também me indigno barato, e sei disso. Falo de Bourdieu numa sala de aula segura com no máximo alunos sonolentos e volto para casa por esquinas que escolho com cuidado. Só não consigo dizer "Brasil soberano" em voz alta sem antes lembrar que, enquanto eu escrevia esta frase, um desconhecido levou um tiro por um celular, e ninguém ali estava interessado na minha definição de terrorismo.
Olhe para esse gráfico com atenção. Em 2014, as pessoas diziam que usavam redes sociais para acompanhar amigos, conhecer gente nova e compartilhar opiniões.
Dez anos depois, aconteceu algo curioso: o interesse em acompanhar amigos despencou. O desejo de conhecer pessoas novas caiu, e até a vontade de compartilhar opiniões diminuiu.
Enquanto isso, cresceram dois motivos: seguir celebridades e simplesmente matar o tempo.
As redes sociais nasceram prometendo conexão humana. Hoje funcionam cada vez mais como entretenimento passivo. A praça pública virou arquibancada, com menos conversa e mais consumo. Menos troca, mais observação.
Menos relacionamentos, mais espectadores.
Talvez esse seja um dos fenômenos mais importantes do nosso tempo. Passamos a maior parte do dia cercados por pessoas, opiniões, vídeos, fotos e mensagens. Nunca tivemos tanto contato com outros seres humanos.
E nunca houve tanta gente reclamando de solidão.
Jonathan Haidt costuma dizer que a experiência é o que forma um ser humano. Não a informação, a experiência.
Mas as redes estão nos oferecendo uma versão terceirizada da experiência. Em vez de viver, assistimos alguém viver. Em vez de conversar, acompanhamos. Em vez de participar, reagimos.
É uma espécie de reduflação social. A embalagem continua igual, o nome continua sendo "rede social", mas o conteúdo social lá dentro ficou menor.
E talvez seja por isso que, depois de horas rolando a tela, tanta gente se levanta com a estranha sensação de que passou o dia inteiro conectada... mas se sentindo terrivelmente só.
#RedesSociais #Comportamento #JonathanHaidt #Solidão #CulturaDigital #FitnessIntelectual #ReduflaçãoCognitiva
Se na antiguidade as pessoas tinham um sentido
de ser baseado no fazer, hoje vivemos num estado
de “parecer ser”. Não basta trabalhar, é preciso
postar. Não basta ser feliz, é preciso que todos saibam
que você é feliz.
“Thomas Sowell sobre engenheiros versus intelectuais:
‘O engenheiro é julgado pelo produto final. Se ele constrói um prédio que desaba, não importa o quão brilhante tenha sido sua ideia — ele está arruinado. Inversamente, se um intelectual tem uma ideia para reorganizar a sociedade e isso termina em desastre, ele não paga nenhum preço por isso.’”
No fundo, o grande desafio moderno não é ter acesso à informação. É desenvolver critério.
Critério para separar análise de torcida, profundidade de performance, conhecimento de marketing intelectual. Especialista sério de celebridade barulhenta.
E critério não nasce do nada. Ele nasce de repertório, comparação, leitura, tempo, conversa, experiência e contradição.
Quem conhece apenas uma versão da realidade, normalmente não conhece nenhuma.
A tragédia das últimas três gerações no Brasil - a que antecedeu a minha e a que se seguiu logo depois - não é a sobrevivência como artista ou a conquista de um cargo acadêmico. É a incapacidade de cada um se manter fiel à vocação que o destino exigiu em tempos tão ásperos.
É sempre assim:
5 anos - Papai sabe tudo!
7 anos - Papai sabe.
10 anos - Talvez papai não saiba?!
12 anos - Papai não sabe.
14 anos - Papai ficou maluco!
16 anos - Não consigo levar papai a sério.
18 anos - O que papai sabe?!
22 anos - Papai está falando besteira!
24 anos - Eu sei mais que papai!
26 anos - Papai parece saber algumas coisas, afinal.
30 anos - Acho que devo perguntar ao papai sobre isso?!
40 anos - É incrível como papai passou por tudo isso!
45 anos - Papai estava certo o tempo todo.
50 anos - Se papai estivesse aqui, eu teria aprendido muito com ele.
Seu pai é o único homem que se orgulha de ver você se saindo melhor do que ele
Estava vendo a notícia de que o Monark (agora quer ser tratado pelo nome, Bruno Aiub) abriu um canal no Youtube e publicou um vídeo mostrando os preparativos para começar seu Bruno Aiub Show. Nem deu tempo.
O Youtube derrubou o canal quase imediatamente, antes de qualquer outro conteúdo ser publicado. Motivo? “Violação das regras da comunidade”.
Me lembrei de, anos atrás, ver um influenciador às lágrimas, desesperado com o cancelamento de seu canal que tinha 2 milhões de seguidores. Num segundo, não tinha mais nada.
Pois é.
Você publica no Spotify, no YouTube, no Apple Podcasts… e acha que está construindo um ativo. Não está, está ocupando um espaço alugado.
Funciona bem, dá alcance e audiência. Dá aquela sensação gostosa de crescimento. Até o dia em que o algoritmo ou a regra muda. Ou alguém que pensa diferente de você aperta um botão e... seu canal desaparece.
E não adianta reclamar, o terreno nunca foi seu. A resposta não é não usar plataformas, isso seria ingenuidade.
O problema é confundir plataforma com negócio.
A maioria dos criadores faz exatamente isso: constrói tudo dentro do sistema… e depois se surpreende quando descobre que não controla nada. Os milhões de seguidores não são dele, são da plataforma.
Mas existe um jeito diferente de jogar esse jogo. Você usa as plataformas como vitrine, como megafone e porta de entrada. Mas o seu negócio… mora fora delas. Mora na sua base, no seu e-mail, na sua comunidade. na relação que você constrói sem depender de feed.
Plataforma é alcance, mas negócio é relacionamento. E relacionamento não se terceiriza.
Só que isso dá trabalho. Não escala rápido, não gera dopamina diária, não tem glamour, não tem plaquinha de milhão no cenário. Por isso quase ninguém faz.
É mais fácil correr atrás de like do que construir vínculo. Muito mais fácil perseguir algoritmo do que formar comunidade. E aí, quando a plataforma muda… vem o desespero.
Pare de se preocupar com onde você publica, pergunte-se onde o seu público realmente está quando você não publica.
Se a resposta for “dentro de uma plataforma”… o "seu" negócio não é seu.
Plataformas são megafones. Seu negócio não pode morar dentro do megafone.
#monark #podcasts #youtube #spotify
A Alemanha foi dividida ao meio.
Mesmo povo. Mesma cultura. Mesma educação.
De um lado, liberdade econômica. Do outro, o socialismo.
50 anos depois, um lado produziu BMW, Siemens, Bayer e BASF. O outro... não produziu nada.
Isso não é teoria. É o experimento mais importante da história moderna.
E o gráfico que a gente mostrou na live deixa isso ainda mais claro: educação sozinha não gera prosperidade. Liberdade econômica é o que separa países ricos de países pobres.
#capitalismo #liberdade #economica #liveprosperidade
7 de abril de 2026. Uma inteligência artificial escapou da própria contenção.
Entrou na internet sozinha. Conectou em servidor externo. Postou online os detalhes de como tinha fugido.
Ninguém mandou. Ninguém autorizou. Ninguém esperava.
E isso foi a menor das coisas que ela fez naquele mês.
Pra quem ainda acha que IA é só ferramenta pra escrever texto: segue o fio.
12 testes fisícos que todo homem deveria fazer:
1. Corrida de 1,5km em menos de 8–9 min.
Se você quebra aqui, precisa melhorar o condicionamento.
2. 25 flexões bem feitas
Peito encostando no chão, sem roubar.
3. 8–10 barras
Controlado, sem balanço.
4. Sentar no chão e levantar sem usar as mãos
Humilhante, a maioria não consegue.
5. Prancha de 90 segundos
O core segura, não treme.
6. 30 agachamentos profundos (peso corporal)
Amplitude total, controlado.
7. Encostar nos pés e segurar 10 segundos
Mobilidade e controle.
8. Ficar pendurado na barra por 45–60 segundos
Força de pegada e ombro.
9. 10 mil passos sem fadigar
Base mínima de condicionamento.
10. 20 burpees sem parar
Teste real de resistência.
11. Carregar peso (15–20kg em cada mão) por 30s
Força funcional de verdade.
12. Equilíbrio em uma perna por 30s com olhos fechados. Estabilidade e controle.
Chamam de algoritmo. Ele não é inteligente, é repetitivo. Aprende rápido o que você consome… e passa a te servir mais do mesmo, sem parar.
Parece eficiente, mas na prática, vai estreitando seu mundo. Você começa vendo um tema, depois, só vê aquilo. As nuances desaparecem, o contraditório some. O desconforto, que faz pensar é substituído por confirmação constante.
E aí acontece o efeito silencioso: você não percebe que está ficando menos curioso, menos crítico, menos aberto. Porque terceirizou o esforço de escolher.
O algoritmo não quer te educar, quer te prender.
Ele não amplia repertório, aprofunda trilha que, quando você não sai dela, vira trilho.
No fim, não é tecnologia, é comportamento.
Ou você usa o algoritmo como ferramenta…
ou vira produto dele.
Proponho trocar o nome para alburritmo.
O Japão apresentou um drone feito de papelão! Segundo o fabricante, o drone voa a até 120 km/h, tem uma autonomia de 80 km, pode ser fabricado em qualquer fábrica que trabalha com papelão, é transportando em caixas compactas e a montagem no campo de batalha leva apenas 5 minutos. Não foi dado nenhum detalhe sobre a sua capacidade de carga, mas estima-se que ronde os 10-15 kg.
#hojenomundomilitar