Curioso como algumas pessoas descobrem uma paixão inabalável pela “biologia” exatamente quando aparece uma pessoa trans.
Para explicar o mundo? Fé.
Para definir quando começa a vida? Fé.
Para sustentar suas convicções? Fé.
Mas apareceu uma pessoa trans: “A CIÊNCIA! A BIOLOGIA!”
Isso não é compromisso com a ciência. É escolher uma autoridade diferente para cada assunto até encontrar aquela que pareça justificar a conclusão que você já queria: excluir.
Porque ciência não é arma retórica. E biologia não é salvo-conduto para preconceito.
Se a sua devoção à ciência só aparece quando existe uma pessoa trans do outro lado, talvez nunca tenha sido sobre ciência.
Talvez a ciência seja apenas o álibi intelectualmente aceitável para um preconceito que você não tem coragem de assumir pelo nome.