Março, 2021. Eu entrevisto um vendedor de queijo coalho na praia, e pergunto se ele não tem medo de que a guarda municipal apreenda seu equipamento:
"Eu tenho medo é de não levar fralda e leite pra minha filha, isso sim."
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Lourival entrevistou Natalia Pasternak como fonte confiável na pandemia, mas ela não se vacinou. Será que seu público não merece saber disso? Ou será q ele não entende a lógica do skin-in-the-game? Não é furo jornalístico mostrar q a grande divulgadora da pandemia é negacionista?
Vc sabia que a Lancet, revista "mais respeitada da indústria médica," publicou um estudo FRAUDADO p/desmerecer a cloroquina, fazendo uso de uma empresa de marketing (Surgisphere), com a falsa participação de laboratórios e cobaias inexistentes?
https://t.co/tvop8TU2t5
No dia 27 de março, em plena reta final da CPMI do INSS, Lindbergh Farias e Soraya Thronicke levaram à Polícia Federal uma acusação maquiavélica contra o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar - suspeita de estupro de vulnerável. Lindbergh chegou a chamar Gaspar de “estuprador” durante a sessão.
Gaspar negou na hora a acusação, acionou STF, PGR e Polícia Federal contra os parlamentares e tomou uma iniciativa incomum para quem estava sendo acusado: apresentou-se voluntariamente à perícia oficial de Alagoas para coleta de material genético e produção antecipada de prova de DNA.
Agora, quatro meses depois, o caso sofre uma reviravolta.
Após Gaspar ser anunciado como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Lindbergh procurou integrantes do PL para tentar um acordo. Segundo Sóstenes Cavalcante, que confirmou a conversa à CNN, o petista faria uma retratação e Gaspar retiraria os processos contra ele.
O detalhe mais grave aparece nas mensagens divulgadas sobre a negociação.
Ao discutir o texto da possível retratação, Lindbergh escreve: “Tenho q dizer q não tem prova”. Sóstenes responde: “Essa frase resolve tudo”.
O mesmo parlamentar que levou a acusação de estupro à Polícia Federal agora reconhece, na construção de sua própria retratação, que precisa dizer que NÃO HÁ PROVA.
Alfredo Gaspar recusou o acordo. E, justamente, quer ir até o fim. Estamos falando da imputação pública de um dos crimes mais repugnantes previstos na legislação brasileira.
Se uma acusação dessa magnitude foi usada como arma política sem elementos que a sustentassem, não basta uma retratação negociada nos bastidores, Lindbergh e Soraya devem explicações públicas. E Alfredo Gaspar tem todo o direito de exigir que a Justiça esclareça até o fim quem fez o quê, com quais provas e com qual responsabilidade.
Porque reputação não se devolve com uma simples nota de rodapé depois que o estrago já foi feito - ainda mais quando atinge um nome tão respeitado.
Chegada do Vice @Alfredogaspar_ em Alagoas. Lembrou Bolsonaro, não lembrou?🇧🇷👏
Vamos lá robozada, GDO, milicianos digitais, tias do zap e tios do churrasco, vamos fazer essa imagem rodar e botar petista para passar raiva!
Nós somos a Venezuela de Chavez e Maduro hoje e amanhã pela manhã seremos a Nicarágua de Ortega se quem deixar de se posicionar sobre política continuar assim em outubro. O Brasil pode vencer já no primeiro turno. A escolha é sua!
Enquanto o governo Lula acusa Estados Unidos e Argentina de tentarem interferir na política brasileira e transforma qualquer gesto vindo do Ocidente em uma suposta ameaça à soberania nacional, um episódio geopolítico ocorreu praticamente sem debate público.
A menos de 60 dias da eleição presidencial, o assessor especial de Lula para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, recebeu, nesta terça-feira, 4 de agosto, em Brasília, Nikolai Patrushev, um dos homens mais poderosos da Rússia e principal assessor de segurança de Vladimir Putin. Patrushev integra o núcleo estratégico do Kremlin e, há décadas, ocupa posição central na política de segurança e defesa russa.
Segundo informações oficiais, a pauta incluiu cooperação naval, segurança marítima, defesa e outros temas estratégicos.
O momento da reunião chama atenção. O Brasil atravessa sua pior crise diplomática com Washington em décadas. Nos últimos meses, o governo Lula protagonizou sucessivos atritos diplomáticos com os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, aprofundou o diálogo com parceiros como Rússia e China, mantendo relações próximas com Venezuela, Cuba e Nicarágua e ampliando a interlocução com o Irã.
Quando autoridades ou representantes ligados aos Estados Unidos manifestam interesse em temas envolvendo o Brasil, o discurso oficial frequentemente enfatiza a soberania e a rejeição a interferências externas. Já quando envolve autoridades da Rússia ou da China, o governo a apresenta como cooperação internacional.
É justamente esse contraste que torna a visita de Patrushev politicamente relevante. Em plena campanha presidencial, um dos principais assessores de Putin participa de reuniões reservadas em Brasília para discutir defesa e segurança marítima. É aqui que a população brasileira deveria pedir explicações: quando vêm os Estados Unidos, fala-se em soberania e ingerência; quando vêm os aliados desses regimes autoritários, prevalecem o silêncio e a “diplomacia discreta”.
Cada vez fica mais evidente qual é a política externa que o governo Lula escolheu projetar para o Brasil e para a região: a revolucionária.
Não foi um jantar. Foi articulação política do regime dentro da casa de um ministro do Supremo.
Moraes recebeu Lula e o presidente do Senado para costurar a reaproximação entre os dois, com mediação de Cristiano Zanin, que antes da toga era o advogado pessoal do Descondenado. O vice-presidente da Corte operando como líder de governo no Congresso. O ex-advogado do cliente operando como fiador do acordo.
É a captura completa: a Justiça absorvida pela política, instrumentalizada para perseguir adversários e proteger aliados.
Esse é o mesmo ministro que mantém o líder da oposição incomunicável em prisão domiciliar, acossa a candidatura do filho dele e faz tudo que está ao seu alcance para reconduzir Lula a mais quatro anos no cargo, onde poderá indicar mais quatro ministros e consolidar o controle absoluto sobre o Supremo.
Há quem insista em chamar isso de democracia. Não é. É um regime que já decidiu, antes do voto, quem senta à mesa e quem senta no banco dos réus.